Congestionamento Monstro
Algumas coisas só acontecem mesmo aqui em Uberlândia. E, nestas ocasiões, não há como não lembrar da minha amiga Cintya que vive zoando o fato de Uberlândia (querer) ser a maior / melhor em tudo da América Latina! Até o Bruno Gagliasso, na peça que apresentou aqui no último fim de semana, tirou um sarro dizendo que "New York é logo ali, ao lado de Uberlândia, a megalópole do Triângulo Mineiro". Pensa que não houve uma dupla ironia aí... Enfim, estes pequenos fatos só servem para introduzir uma história que aconteceu ontem. Era 18h e eu ainda estava trabalhando. Cansado de todas as músicas que estão no meu MP4, decidi sintonizar uma FM local para me acompanhar na meia hora restante de trabalho - foi uma das raras vezes este mês onde o planejado era parar às 18h30! Estavam transmitindo um boletim chamado Amigos do Trânsito. A voz do locutor dizia (em um tom tendendo ao dramático): - ... portanto, pessoal, é crítica a situação na avenida Rondon Pacheco! Se você puder evitar, não passe por lá. Aguarde! Caramba, o que terá acontecido? - O trânsito está muito lento! Repito: muito lento! Há um longo congestionamento. Putz! Justo hoje que eu conseguiria sair mais cedo! Com esse calor, eu queria ir para o clube! - A situação é crítica! Metade da pista está interditada pelo derramamento de óleo e o fluxo só está seguindo pela outra metade da pista... Bom, pelo menos uma parte está livre. - ... os bombeiros já estão jogando serragem sobre o óleo e a previsão é que a pista completa seja liberada em quinze minutos. Ah, sem problemas! Vou levar mais de quinze minutos para chegar lá. - Só lembrando que a interdição ocorreu apenas no sentido Praia - Shopping. No sentido contrário, o trânsito flui normalmente. Fechou! Nenhum impedimento agora! - Mas evitem o local pelos próximos minutos. É um congestionamento monstro! Há uma longa fila de carros praticamente parados. O congestionamento já atingiu um tamanho surpreendente! Diz logo a extensão deste congestionamento monstro! - A fila de carros já tem mais de quinhentos metros! Quase seiscentos! Fala sério! Comecei a rir sozinho. Quer dizer então que o maior congestionamento monstro da América Latina não chega a seiscentos metros? Só Uberlândia...
Escrito por Super Body às 16h29
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Crítica Teatral
Fala, galera!!! Na última sexta-feira fui ao teatro. A despeito de ser uma sexta-feira 13 - e, acreditem, muita coisa deu errada nesse dia -, foi o dia que o universo conspirou para que eu visse pessoalmente, pela primeira vez, o meu ídolo Bruno Gagliasso em uma atuação, juntamente com o Thiago Martins, inesquecível. Sem querer bancar a tiete-deslumbrada e ficar dizendo que os dois são lindos e coisas no gênero - o que é verdade -, vou tentar manter a sobriedade e comentar sobre a peça. Aviso aos navegantes: Farei muitos comentários sobre o texto. Apesar de eu considerar que NÃO são spoilers, algumas pessoas poderão preferir não ler o que vem a seguir. Avisados estão, daqui continuem por sua própria conta e risco. O nome da peça é Onde Está Você Agora?. Pedro (Bruno Gagliasso) é um rapaz introspectivo de origem humilde, que tem os pés no chão e dificuldade em fazer amigos. Gabriel (Thiago Martins) é de família rica, mais expansivo e acredita plenamente na força dos astros, da magia e do ocultismo em geral. No início da peça, eles têm 15 anos e são amigos desde os 8. É 15 de julho de 1988, o dia em que Gabriel está partindo para morar em New York. A primeira cena é a despedida dos dois amigos. Gabriel presenteia Pedro com um Livro da Sorte, um livro que deve ser usado fazendo uma pergunta - com bastante concentração. Ao abrir, ele trará a resposta. Gabriel explica que levará outro livro consigo. Eles combinam que, todos os anos, nesse mesmo dia - 15 de julho -, ambos irão ficar de frente para o mar e abrir o livro para ter "notícias" de como o outro está, já que combinaram "nada de cartas ou telefonemas". Também combinam que, em sete anos, no dia 15 de julho de 1995, ao pôr-do-sol, ambos estarão ali, na mesma praia para que se reencontrem. Enquanto o tempo vai passando e vamos acompanhando as mudanças que ocorrem com os dois, também vamos descobrindo o que aconteceu antes da despedida em cenas de flashback. São várias passagens, algumas muito engraçadas, outras muito emocionantes que, somadas ao final, compõem uma verdadeira obra de arte. É uma peça que recomendo fortemente. Se você tiver a chance, não deixe de ver. Durante toda a apresentação, lágrimas teimosas escaparam dos meus olhos e só não chorei mais porque estava acompanhado da Andreia e da Carol. A cena mais marcante, para mim, é uma que nos dá completamente as características bem delineadas de cada um dos dois amigos. Tomarei a liberdade de transcrevê-la (de acordo com a minha memória, claro) e agora, caso não queira ler, há spoilers. Pedro e Gabriel estão no farol, deitados, observando o céu, conversando. Em algum momento, vêem uma estrela cadente. Após o alvoroço, entre "olha, uma estrela cadente" e "faça um pedido, rápido", eles acalmam os ânimos. Pedro: - O que você pediu, Gabriel? Gabriel: - Eu pedi para morar em New York, tocar com o Lou Reed e ser famoso. Pedro: - E o que você pediu para mim? Gabriel (meio sem graça): - Ué, nada! Não deu tempo. Deixei você mesmo fazer o seu pedido. O que você pediu? Pedro: - Nada! Foi muito rápido, não consegui pensar em nada. Perdi a chance. Gabriel: - Perdeu nada! Daqui a pouco passa outra estrela cadente e você faz o seu pedido, combinado? Pedro: - Ô, Gabriel! Estrela cadente não é que nem ônibus que passa de meia em meia hora, não. Elas vêm quando querem. Não vai passar outra só porque você está dizendo que vai. Gabriel: - Pois eu digo que vai e vai mesmo! Quer apostar? Pedro: - Não vou apostar. De todas as vezes que apostei com você, por mais absurdas que sejam as chances de você ganhar, você sempre ganha! Gabriel: - Então espere que daqui a pouco passa outra e você faz o seu pedido. E continuam conversando... Até que... Gabriel: - Olha lá, Pedro! Outra estrela cadente! Faça o seu pedido! Rápido! Pedro: - É mesmo! Vou fazer! Gabriel: - Tá vendo? Eu não te disse que iria passar outra? Passou mesmo! Pedro: - Pois é, você sempre acerta! Gabriel: - E então? O que você pediu? Pedro: - Eu pedi para que o seu desejo se realize! (...) Nem preciso comentar nada, né? É claro que o diálogo continua, mas até onde escrevi é suficiente para saber o quanto há momentos marcantes. E, diz a verdade, não dá vontade de "ser o Pedro quando crescermos"? Beijos a todos!!!
Escrito por Super Body às 11h53
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Say A Little Prayer
- Reze por mim! Congelei e certamente se passaram dois ou três segundos até que eu abandonasse a expressão de espanto no meu rosto. Ela não percebeu e continuou: - Sabe? Tenho passado por alguns problemas... Ela me deu uma visão geral e resumida da situação. De qualquer modo não temos tanta intimidade assim para que ela se aprofundasse no assunto. Ao final, respondi: - Claro! Rezarei por você, sim. No meu íntimo, eu pensava: "Caramba, Deus! Isso é que é prova, hein? Caprichou!" Fiquei dividido. Era muito simples ignorar o pedido, ainda mais tendo vindo de quem veio. Se eu tivesse algum tipo de sentimento por ela, seria um daqueles dos quais normalmente não nos orgulhamos em sentir. Por outro lado, já aprendi o suficiente para saber que, quando um pedido destes chega até você, recusar traz dívidas com preços muito altos. O que fazer? Mais tarde, no momento em que me recolhi para o culto, escutei meu coração. Ele me disse claramente: "Sim, ore por ela e seja sincero". Me despi de todas as restrições e preconceitos. Me desarmei completamente. Abri minha alma e fiz uma oração para ela com o máximo de bondade e empatia que a evolução do meu espírito é capaz. (E, antes que ironizem, não foi uma das orações da Irmã Selma, não! Foi sincera mesmo!) Não doeu nada! One down, thousands and thousands to go!
Escrito por Super Body às 18h49
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Update News
Fala, galera!!! Bem ao contrário do que eu pensei, a "cirurgia" não me deixou mais livre para escrever. Estou tendo ideias ótimas - algumas tão engraçadas que me fazem rir sozinho do nada - mas nem perco tempo em escrever, visto que são um tanto impublicáveis. Quer dizer... para falar a verdade, impublicáveis, impublicáveis, impublicáveis, elas não são, não. Mas iriam parecer provocação e isto é tudo o que eu não preciso no momento. Até porque, apesar dos pesares, a "cirurgia" correu bem. Sim, houve complicações na mesa de operação, o pós-operatório não foi tão fácil quanto o previsto e acabei voltando para a mesa em alguns dias para uma nova "cirurgia". E então, finalmente, o resultado esperado se deu. Antes tarde do que nunca! Mas, voltando às ideias... Não estou escrevendo, mas estou selecionando. E querem saber? Elas podem acabar virando um livro. Deixem-me amadurecer estes pensamentos e talvez eu volte com novidades. Aguardem! Estou trabalhando muito! Em quase treze anos de carreira, não me lembro de um momento que eu tenha tido que trabalhar tanto! Mas está valendo a pena, a recompensa virá no fim do ano no formato que eu mais gosto nesta vida: viagens! Estão expostos aí, portanto, os principais motivos do meu cantinho estar um pouco largado. Vou conquistar mais liberdade de expressão, mais horas de folga e volto a publicar. Ah! Enquanto isso, de vez em quando, coloco alguma coisa lá no Twitter. (Sim, acabei cedendo às pressões e me entreguei... Sabe que é até gostoso?) Se você quiser saber o que se tornam os meus pensamentos quando eles são limitados a 140 caracteres, fique à vontade. Follow me at http://twitter.com/luigusousa . Não tenho muita coisa por lá ainda, mas... devagar se vai ao longe! No mais, um beijo bem carinhoso a todos. Não desistam de mim!
Escrito por Super Body às 07h55
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Verdade Ou Mentira?
Parece mentira... Ontem ouvi a seguinte frase: "Desculpe, senhor, mas não posso entregar hoje. O horário de execução desta tarefa está encerrado e só poderei fazer amanhã no horário reservado para tal". Considerando o país onde vivemos e considerando que ainda faltavam mais de três horas para encerrar o expediente, lanço o desafio: "Aquele que nunca ouviu uma resposta de má vontade de um servidor público que atire o primeiro formulário em três vias autenticado em cartório!" (Aliás, escrevendo sobre isso, me vem à lembrança um cartaz que vi em um órgão público lá em BH enquanto aguardava para ser atendido em um guichê. Algo como: "Lembramos aos senhores que agredir verbal ou fisicamente um funcionário público é crime previsto por lei no artigo tal com penalidades tal e tal". Definitivamente, para existir a lei, há pessoas que fazem por merecer... Eu deveria ter tirado uma foto deste cartaz para o álbum Mundo Estranho do Orkut. Ainda volto lá só para isso!) Mas, voltando ao assunto principal. O problema é que... Nesse caso... Excepcionalmente... Não era um servidor público! Acreditem ou não, era um funcionário da academia de musculação do clube com título e mensalidade mais caros de Uberlândia! Eram 18h30, a academia só fecha às 22h e o funcionário em questão não estava fazendo ABSOLUTAMENTE NADA! "O horário de montarmos treinos para os clientes", justificou ele, "é durante a tarde. Após as 18h não estamos autorizados." Eu quase disse: "Pode deixar que eu mesmo faço, então", mas me contive. Afinal, sem a tal ficha em mãos não é permitido usar os aparelhos e, se ele resolvesse criar caso, talvez eu só conseguisse a mesma lá pela semana que vem... Fui correr e nadar que eu ganhava (ou, no caso, perdia) mais. Parece verdade... Há alguns anos, uma certa empresa de Uberlândia lançou um slogan publicitário enfatizando a qualidade dos seus profissionais. Este slogan foi veiculado à exaustão na TV local. A cada vez que eu o ouvia, eu caía em uma crise histérica de riso. E olha que eu vi o tal comercial mais de dez vezes! A piada supera qualquer episódio de Friends! O slogan tinha apenas quatro palavras e eu nunca vi uma "densidade mentirográfica por letra quadrada" tão alta! (A esta altura vocês devem estar se perguntando qual é a empresa e qual era o slogan... e eu já adianto que não posso dizer aqui. Vou fazer como aqueles adesivos de carro: "Quer perder peso? Pergunte-me como!". No caso: "Querem matar a curiosidade? Mail me!") O fato é que esta frase andava esquecida nos recônditos mais profundos da minha mente... mas esta semana, por força das circunstâncias, não houve como não tirá-la do baú, espanar a poeira da mesma e cair na gargalhada novamente. Claro, desta vez, para não chorar...
Escrito por Super Body às 17h28
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Surreal
Entramos no London, Lô Borges já estava no palco. Confesso que, em alguns instantes, descobri que o show estava bem meia-boca e sem previsão de melhorar. Mas as companhias estavam agradáveis: minhas amigas Nana e Melissa Calore*. Ao nos aproximarmos do palco, Nana comentou: - Aquele guitarrista é bem bonito, né? Concordei com ela. Calore disse: - Não consigo enxergar sem meus óculos. - Coloque-os, ué. Eles não estão na sua bolsa? - Nunca usei óculos no London! Não vou pagar este mico! - Nós garantimos que vai valer a pena... Ainda hesitante, Calore buscou os óculos na bolsa e, envergonhada, colocou no rosto. Olhou para o palco e... - Meu Deus!!! É lindo mesmo!!! E, neste momento, a vergonha simplesmente evaporou! Calore continuou de óculos pelo resto do show. E queria se aproximar ainda mais do palco. Quando o show acabou, ela disse: - Nós temos que ir ao camarim. Eu preciso pedir um autógrafo para aquele guitarrista. Eu preciso ter um autógrafo dele. Nem quero falar com o Beto Guedes, só quero ver o guitarrista de perto! Vamos, vamos, vamos... Nana e eu concordamos. Fazer o quê? Companheiro é companheiro... Mas corrigimos: - Cuidado com as gafes, tá? É Lô Borges, não é Beto Guedes. - Ah, tanto faz! Só quero o guitarrista. O que Melissa Calore não consegue, né? Em poucos minutos, estávamos os três entrando no camarim. Nana foi conversar com Lô Borges. Eu... Bom, eu nem sabia o que eu estava fazendo lá... Tentando manter a seriedade em uma situação tão inusitada, tirei o celular do bolso e disse: - Eu vim apenas fotografar minhas amigas! Calore não se fez de rogada. Dirigiu-se diretamente ao guitarrista e, sem rodeios, pediu: - Me dá seu autógrafo? Pela atitude inesperada, ele ficou sem palavras e mal conseguiu balbuciar: - Eu? - como se dissesse: "Tem certeza?" Calore respondeu: - Sim, você mesmo! - Ué, claro... Alguém me arranja uma caneta, por favor? Então, Melissa Calore começou a puxar assunto: - Mas, me conta... Como anda o Beto Guedes? E o Flávio Venturini? Ele, sem entender nada e fazendo uma cara de "essa mulher é louca", respondeu: - Vão bem... - Você continua morando em BH? - Sim... Vocês precisavam ver a cara que ele fazia! - Adoro aquela cidade! - Calore continuou - Muito bom passear por BH, estou precisando ir lá mais vezes... Eu confesso que me senti dividido entre o desejo de rolar no chão de tanto rir ou de encontrar um buraco para me enfiar. Mas, mantive a seriedade, cumpri o meu papel de fotógrafo e registrei o encontro. Nana continuava falando com Lô Borges e eu me dirigi a ela: - Quer uma foto também? - Claro! Fotografei os dois. Calore chegou em seguida, dizendo: - Também quero uma foto com o Beto Guedes! Nana e eu nos entreolhamos. Tirei a foto. Calore iniciou o assunto com Lô Borges: - Oi, Beto Guedes! Como anda o Flávio Venturini? E o Ivan Lins? Você continua morando em BH? Absolutamente sem noção! Não sei como consegui me manter sério lá dentro do camarim. Talvez porque houvesse umas quinze pessoas lá dentro... Mas assim que saímos de lá, ninguém se conteve. Muitas gargalhadas, com direito a lágrimas nos olhos de tanto rir! As risadas valeram a noite! * Nome intencionalmente trocado
Escrito por Super Body às 11h27
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Liberdade(?)
Fala, galera!!! Eu pensei que a pior parte seria sair do escritório e não ter para onde ir. Não foi! Acabei indo correr - se eu fizer isso todo dia, vou acabar me viciando e perdendo mais uns 10 kg de massa magra. Inventar coisas para fazer depois não foi exatamente complicado - há semanas minha geladeira estava vazia e fazer compras, além de necessário, preencheu o resto da noite. E ainda nem levei o carro para abastecer... ou seja, já tenho "programa" para hoje. Talvez eu vá ao clube também. Não gosto de horário de verão, mas escurecer mais tarde acaba tendo suas vantagens. A pior parte foi a chuva de mensagens que comecei a receber mais tarde. Cada uma delas me partia o coração ao ver o quanto minha ausência, já no primeiro dia, tinha feito outras pessoas sofrerem. Algumas consegui responder. Outras não. Analisando friamente, será que agi certo? Será que eu não conseguiria suportar um pouco mais a dor que eu sentia? Será que não é egoísmo da minha parte fazer outras pessoas sofrerem para tentar aliviar meu próprio sofrimento? É... Melhor parar de falar... São tempos pouco auspiciosos para palavras. Melhor seguir em frente sem olhar para trás... e que o futuro não traga responsabilidades muito pesadas pelas minhas decisões.
Escrito por Super Body às 16h11
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Pré-Operatório
Fala, galera!!! Em quase seis anos de blog, este foi disparado o ano em que tive mais textos não-publicados, ou seja, aqueles textos que escrevo mas que, por um motivo ou outro, não podem vir a público. As chances são que uma cirurgia que está prestes a acontecer mude este cenário. Aguardemos. Beijos a todos!
Escrito por Super Body às 12h33
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Some Shots
A faxineira-emo faz anos O azar é só dela Cada ano que passa Ela fica mais velha E menos bela E mais emo! Anyway, parabéns para ela! Não desejo felicidades porque ela poderia se sentir ofendida. Emo não gosta de ser feliz... Está aberta oficialmente a campanha: "Parem de pisar nas minhas mãos!" Enquanto esta atitude vinha apenas das tropas aliadas, a campanha pôde se manter informal. Porém, as tropas inimigas vêm descobrindo a nova estratégia e, para impedir danos maiores, a oficialização se faz necessária. Caramba, pessoal! Me ajuda aí, vai! E por falar em mãos, o coração vai bem, obrigado! (Tudo a ver, né? Quem sabe, sabe!) Na verdade, ele anda até meio intrigado por estar tão bem... É que o cérebro disse a ele que ele passou todo esse tempo enganado. Ele pensava que amava uma pessoa, mas na verdade estava amando uma sensação. De qualquer modo, é o cérebro que pode estar enganado. Como saber? Independente dos dois, os olhos continuam parecendo uma torneira com vazamento... Enigmático? Quem? Eu? Nah... Só estou publicando estas porcarias por falta de material melhor...
Escrito por Super Body às 11h51
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A Faxineira-Emo Quer Emagrecer
Cheguei para trabalhar, a faxineira-emo estava colocando um pó de aspecto bem estranho em um copo d'água. Misturou com uma colher e começou a comer (tomar?) aquilo. Nem perguntei, cada doido com a sua mania. Mas pensa que ela perderia a chance de comentar: - Isto é farinha da casca de maracujá. - Ah! - respondi, tentando fazer com que o assunto não se estendesse muito. - Faz emagrecer! - ela continuou. Ela nem é exatamente gorda, na verdade. - Aham! - continuei monossilábico, mas ela se sentiu estimulada. - Não tem um sabor muito agradável, não. Mas vou tomar todos os dias e em breve estarei magrinha! Como se existisse algum alimento com valor calórico negativo! Ela continuou com as colheradas e com o discurso: - Ainda bem que você não precisa disso, né? Você malha... - É o que efetivamente funciona - respondi, lacônico. - Ah! Me ajuda! O que eu faço para perder a barriga? - Corre! Mas corre muito! - Hummmmm! Será que eu consigo correr? Nesse instante, passou pela minha cabeça a imagem dela correndo. Não pude evitar o riso, mas disse, disfarçando: - Comece devagar, vá aumentando aos poucos. - Não. Acho que não. Já sei! Vou vir trabalhar todos os dias de bicicleta! - Também ajuda. - Mas perdi o costume de vir trabalhar de bicicleta. O que eu devo fazer para recomeçar? - Simples. Amanhã, quando você acordar e vier trabalhar, suba na bicicleta, comece a pedalar e terá recomeçado. A partir daí, basta repetir a mesma atitude todos os dias. Ela me olhou com uma cara de "Como foi que não tive essa ideia antes?" e disse: - É isso mesmo. A partir de amanhã, venho de bicicleta! Nisso, um outro colega de trabalho chegou. Ela se dirigiu a ele dizendo: - Isto é farinha da casca de maracujá. - Ah! - ele respondeu. - Faz emagrecer! - ela continuou. Foi a minha deixa para sair de cena, afinal eu tinha acabado de ver este filme...
Escrito por Super Body às 17h05
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A Saga da Renovação da Habilitação - Parte II
A noite de sexta para sábado não foi das melhores. Fui me deitar pouco depois da meia-noite, mas só consegui pegar no sono depois das três horas. Acordei às seis com o despertador. Se dez horas-aula já tinham tudo para ser uma tortura, imagina com sono... Força! Se não for hoje, terá que ser outro dia! Acabe logo com isso! Tomei um banho caprichado, um café da manhã razoável e fui para o curso. Ao entrarmos na sala de aula, a instrutora distribuiu um pedaço de papel para cada um, dizendo: - Faremos uma dinâmica para nos conhecermos melhor. Cada um escreverá no pedaço de papel que eu entreguei o nome de uma fruta, de um carro e de uma música. As escolhas deverão refletir um pouco de vocês, portanto sejam sinceros. Putz! Isso só pode ser um sonho! Ainda não acordei! Tá falando sério?!?!?!? Reprimi meus impulsos de colocar "tico berry" para fruta e "Ferrari" para o carro. Como ela havia pedido que não colocássemos nossos nomes nos papéis, imaginei que outra pessoa iria ler. Aí, meu lado "do mal" falou mais alto na hora de escrever a música: "If You're Not The One - Daniel Bedingfield". Ia ser engraçado ver alguém tentando pronunciar tudo isso aí. (Aliás, na verdade, nem tentaram. Quem pegou o meu papel simplesmente disse: "Não sei ler esse negócio aqui, não".) Após esta "pequena" enrolação, ela falou um pouco sobre Direção Defensiva na parte da manhã. Não vou mentir, gostei desta parte. Aliás, se os meus colegas tivessem deixado que ela falasse conforme ela provavelmente havia planejado, teríamos tido muitas informações relevantes. Mas eles a interrompiam minuto a minuto para contar piadinhas. Ao longo do dia, as piadas que já começaram ruins, foram tomando tons escatológicos, racistas, preconceituosos... Simultaneamente, a instrutora foi desistindo de tentar nadar contra a correnteza e deixou que a turma tomasse conta. Eu sabia que deveria ter trazido um livro para ler e ter ficado fora da sala de aula o dia todo! Mais tarde, o segundo instrutor da noite passada se juntou a nós. Como ele tem o dom de desandar tudo, adivinhe... Já que todos estavam em clima de piadas mesmo, ele ligou o projetor conectado ao computador, abriu o YouTube e foi mostrar vídeos que nada tinham a ver com Direção Defensiva, Primeiros Socorros ou Meio Ambiente. E assim, o dia foi se arrastando... lentamente... entre piadas e YouTube... Até que, finalmente, às 17h30, a alforria chegou! - Pronto! Vocês concluíram as quinze horas-aula! Parabéns! Não entendi os parabéns, mas nem perdi meu tempo em questionar. Simplesmente entrei no carro e saí dali o mais rápido que consegui.
Escrito por Super Body às 09h13
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A Saga da Renovação da Habilitação - Parte I
Com a minha habilitação vencendo, tive que me submeter às quinze horas-aula obrigatórias sobre Direção Defensiva, Primeiros Socorros e Meio Ambiente. Eu poderia fazer durante três manhãs de sábado seguidas ou em um só fim de semana, na sexta à noite e sábado o dia todo. Escolhi a segunda opção por dois motivos: É muito melhor acordar cedo em um sábado apenas do que em três e, também, quanto mais rápido eu acabasse essa tortura, tanto melhor. Assim sendo, me programei para perder o último fim de semana. Fui encaminhado pela auto-escola ao local do curso. Chegando lá, no fim da tarde de sexta, o atendente perguntou: - Primeira habilitação? - Não. Renovação - respondi. Ele me olhou com ar de dúvida. Confirmou no papel de encaminhamento. - Puxa! É renovação mesmo! Olhou de novo para mim e acrescentou: - Quantos anos você tinha quando tirou habilitação? Sete? Oito? Você é muito novo para renovação! Uau! Tirou doze anos da minha idade. Me senti nas nuvens! Quem sabe o fim de semana não fosse inteiramente ruim? Ao entrar em uma sala com mais nove sexagenários do sexo masculino e todos eles rústicos como só a homens compete ser, já percebi que a minha primeira intuição estava completamente enganada. Seriam quinze horas bem longas! Inicialmente, Primeiros Socorros. Ótimo! Já fiz na faculdade, será bom relembrar alguns conceitos e práticas. O primeiro instrutor, bastante sensato, não cansava de reforçar: - Em caso de acidente, sinalize o local, entre em contato com as autoridades e você já terá prestado ajuda. Não se meta a fazer aquilo que não sabe, você poderá prejudicar mais que ajudar. Não corra riscos, não se torne a próxima vítima, é melhor apenas uma vítima do que duas. Conduziu a aula com bastante paciência, com termos simples e perfeitamente adequados à audiência. Mas, nem tudo é perfeito. Ao fim da terceira hora, ele nos disse: - Agora vou embora, mas vocês continuarão as aulas de Primeiros Socorros com o outro instrutor. Foi então que tudo desandou... Notei que todo o bom senso estava presente apenas no primeiro instrutor. Não sobrou nada para o segundo. Ele dizia: - Aqui no manual diz para não fazermos muita coisa, né? Mas que se dane! Somos seres humanos! É claro que vamos querer ajudar! Mesmo que não saibamos como, iremos fazer alguma coisa, sim! Como assim, Bial? - Por exemplo - ele continuou -, aqui no manual diz para não fazer torniquete em vítimas de acidente. Então, não façam torniquete em vítimas de acidente! Parece sensato. - Mas você vai ver o cara lá sangrando e não vai fazer nada? Então vou ensinar vocês a fazer torniquete. Hein? E ensinou. Completamente errado! A terceira idade vibrava! - Outra coisa que diz aqui no manual: Jamais dê água às vítimas. Elas vão pedir, implorar, mas não dê. Pode agravar hemorragias. Claro! Isto é a base dos Primeiros Socorros! Certíssimo! - Então - acrescentou ele -, como aliviar a sede das vítimas? Molhe uma esponja ou um pano e vá dando água lentamente às vítimas! Nããããããããããããooooooooooo!!! Nem assim, nem de jeito nenhum!!! - Tá vendo como é fácil ajudar? Meus colegas de classe absorveram todos os conhecimentos incorretos. Saíram de lá na expectativa de encontrar um acidente e colocar em prática tudo o que aprenderam sobre Primeiros Socorros. Pobres vítimas! Se uma frase que ouvi há alguns dias ("A desinformação mata mais do que a doença") já é correta, a frase derivada que formulei é mais correta ainda: "A informação incorreta mata mais do que a desinformação". As aulas da noite chegaram ao fim. Five down, ten to go! A esperança era que o sábado trouxesse ensinamentos mais coerentes. Será? (continua...)
Escrito por Super Body às 10h32
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Drama
Quando me deito à noite, antes do sono vir, sua voz insiste em ecoar nos meus ouvidos. É tão nítida, é tão real que chego a abrir os olhos para ver se você está mesmo lá. Você nunca está. Mas ainda são suas costas que vejo ao meu lado, em um sono tranquilo. É o som da sua respiração que escuto, lenta. É o seu perfume que me embriaga. A sua presença inexiste, é apenas uma ilusão, não passa de uma vontade, de um desejo irrefreável, de uma necessidade não atendida. Às vezes, chego mesmo a acreditar que você seja apenas um fruto da minha imaginação criativa. Antes fosse! Porque, além de você, agora até os seus fantasmas também me assombram. Acordo com o travesseiro encharcado em lágrimas que choro pelo vazio no outro lado da cama. Um novo dia vai começar.
Escrito por Super Body às 17h28
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Horóscopo
Há alguns dias me lembrei o motivo pelo qual já fui fã do Quiroga: Amor não é algo que se recebe, é algo que se oferece. Quando você oferece amor, você é amável. Amáveis são as pessoas que merecem ser amadas também. Percebe, então, como uma coisa leva à outra e tudo termina do jeito sonhado? Bem verdadeiro, não?
Escrito por Super Body às 15h26
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Pontos de Vista
Sobre a viagem de sábado, o que poderiam dizer? Quem olhasse de fora, diria que eram apenas quatro pessoas em um carro. Diria que eram loucos por acordar de madrugada em um sábado e viajar quase 300 km para voltar no mesmo dia. Diria que provavelmente não tinham nada mais interessante para fazer no fim de semana. Diria que não entende como três pessoas passam boa parte do sábado fazendo atividades físicas. Diria que entende menos ainda o que uma pessoa que nem malha foi fazer num lugar daqueles (com uma conclusão, no mínimo, absurda). E, diria, para finalizar: "Tem gente que não sabe mesmo aproveitar a vida!" Ah! Mas quem olhasse de dentro... Saberia que, mais que quatro pessoas, éramos quatro amigos viajando juntos pela primeira vez, criando vínculos mais fortes e descobrindo interesses comuns. Que acordar cedo e passar horas na estrada era apenas um pequeno preço a se pagar por tanto assunto interessante, companhias agradáveis, "paisagens" maravilhosas, risos descontrolados e tanto aprendizado que seria aplicado de forma tão inútil! Que um programa ser interessante ou não depende exclusivamente do quanto cada um contribui de si para que o grupo se divirta, para que o todo seja maior que a soma das partes. Que ser Body-Addicted não é para qualquer um, mas quem descobre este vício saudável vive altas emoções ao sentir cada batida e cada nota da música, cada movimento da coreografia e se esquece do cansaço, das dores e do suor para tentar ir cada vez mais longe, superar seus limites e chegar ao final, tendo o seu esforço recompensado com uma boa saúde e com uma melhora no "shape". Que ainda não ser Body-Addicted não impede que qualquer pessoa faça parte do círculo de amigos que começa a se formar, principalmente quando esta pessoa está de bem com a vida e, mesmo não entendendo boa parte dos assuntos conversados (Desculpe, Ana!), ainda se esforça para fazer parte. E que, sim, sabemos viver a Vida como ninguém! (Com V maiúsculo mesmo!) Sabemos brincar... ("Ferradura nova?") Sabemos zoar... (Sim, nós todos votamos!) Sabemos apoiar... Sabemos rir (des)controladamente... (Alguém algum dia conseguirá esquecer as informações passadas pelo cara dos churros? "Vá por aquela rua e vire para lá, ande três quadras e vire para lá, siga a avenida até o rio e vire para lá... para lá... para lá... e para lá.") Sabemos ser críticos musicais... Sabemos amar!
Escrito por Super Body às 15h54
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