Super Body
As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar.
O que é isto?



Let The Game Begin

Hello, Mr. Angel!!!
OK.
Quando a história começou, juro que pensei que seria algo rápido.
E não mudei de idéia mesmo com o comentário de uma grande amiga: "Quando comecei com o meu anjo, eu também classificava o fato como mais um relacionamento auto-destrutivo. O tempo provou que eu estava errada".
You don't know me, but I know you.
Não havia chances, certo?
Nós praticamente não nos falávamos.
Ele é (?) hetero e tinha namorada.
I want to play a game.
As semanas foram passando...
Os "bom dia"'s se transformaram em "como foi o seu fim de semana?" e evoluíram para a descoberta de interesses comuns.
O fluxo de e-mail's e mensagens instantâneas cresceu assustadoramente.
Amigos comuns. Reuniões informais na hora do lanche.
Better hurry up.
E hoje, me foi dirigida a frase: "Terminei com a minha namorada no fim de semana passado. Quando quiser me convidar para sair, agora sou um homem livre"!!!
Completada com: "Posso não ser romântico, mas sou um ótimo estrategista, sempre estou planejando para conseguir aquilo que quero".
Live or die...
CA-RAM-BA!!! O caçador virou caça?
O jogo começou!!!
... make your choice.

* Frases do título e em itálico retiradas do filme Jogos Mortais.

Escrito por Super Body às 17h18 [   ] [ envie esta mensagem ]





Minha Vida Poderia Ser Um Filme. Ou Três.

Fala, galera!!!
Há tempos não publico!!!
Mas, para aliviar a crise de abstinência, publico hoje três textos que podem (ou não) estar relacionados entre si... quem pode dizer os mistérios que o universo esconde?
Coincidência (ou não), todos têm títulos de filmes conhecidos.
Um beijo a vocês que ainda passam por aqui.

Texto 1: O Negociador

- ... e com isto, fecho a minha plataforma e tenho a base sólida para a minha campanha de eleição a vereador de Uberlândia.
- Ótima argumentação!
- Então posso contar com o seu voto?
- Não.
- Não?!?!? Depois de tudo o que acabei de expor, você ainda vai preferir outro candidato?
- Posso até não preferir, mas vou ser obrigado a escolher outro candidato.
- Por quê?
- Não posso votar em você.
- Mas eu preciso do seu voto.
- Infelizmente, não posso ajudar nesse sentido.
- Você confia em mim?
- Sim.
- Você confia nas minhas propostas?
- Sim.
- Então você não tem motivos para não votar em mim!
- Tenho um ótimo motivo.
- Já sei! Tem algum parente seu que é candidato?
- Não que eu saiba. Independente disso, ser meu parente não é requisito suficiente para ter meu voto.
- Estou vendo que conseguir seu voto dá trabalho mesmo!
- Você teria conseguido, se não fosse por um pequeno detalhe.
- OK, eu desisto. Pode me dizer. O que eu fiz de errado ao tentar convencer você?
- Absolutamente nada.
- Então, por que não vai votar em mim?
- Pelo simples motivo de que meu título de eleitor não é da cidade de Uberlândia!

Texto 2: Déjà Vu

- Oi, você se lembra de mim?
Quanta originalidade!!! Mesmo depois de dois anos, até a abordagem era a mesma!
E eu nem gostei da primeira vez... ou deveria dizer, da segunda vez?
Ah!!! Tanto faz!!!
Foi um erro que maculou uma das melhores viradas de ano que eu tive na vida... e tá certo que muito mais coisas ficaram manchadas naquele dia... a virada dos dálmatas!
Ainda bem que ficou só no papo... Tanto da primeira quanto da segunda vez.
Mas, se dependesse dele, o terceiro encontro acabaria em beijo. Com uma cantada digna de picadeiro (já que a minha amiga me lembrou há alguns dias que "homem é tudo palhaço"):
- Estou com dor de cabeça! Preciso beijar na boca para fazer passar.
- É. Mal não vai fazer. Ou pelo menos fará com que você se distraia e esqueça a dor.
- Pois é, então vem aqui e me beija agora!
- Epa! Vai parando por aí.
- Por quê? Eu quero e você quer, tá esperando o quê?
- Quem disse que eu quero, cara-pálida?
- Seus olhos!
- Sai para lá, não achei minha boca no lixo, não!

Texto 3: A Volta dos Mortos-Vivos

A caixa de aviso salta na tela: You have new mail.
Clico para abrir...
"Ah, meu Deus!!! Não é possível!!!"
Ou eu estava vendo coisas, ou os mortos estavam se levantando de suas tumbas...
Agosto... mês do cachorro louco... e da Hora do Horror!!!
Corrida contra o tempo... consegui vencer!!!
Cravei as estacas nos corações dos vampiros e eles voltaram para as profundezas de onde nunca deveriam ter saído!
R.I.P.!!!

Escrito por Super Body às 17h22 [   ] [ envie esta mensagem ]





A**sado

Fala, galera!!!
Em mais de quatro anos de existência (sendo que os quatro anos de UOL se completaram no último dia 06 e eu nem me toquei disso a não ser hoje), este meu cantinho já foi de tudo. Engraçado, depressivo, irônico e à beira de um ataque de nervos, passando por todas as variantes. Já agredi e já fui agredido. Já contei histórias reais e fictícias. Já fiz e aconteci por aqui e muita gente me ajudou a fazer esta história, comentando e contribuindo com textos.
Mas se existe uma única coisa que meu blog nunca foi, esta única palavra é "pornográfico".
Por isto, primeiro levei um susto, e poucos segundos depois eu estava gargalhando histericamente (ainda bem que estava sozinho em casa), quando recebi o seguinte torpedo vindo da minha amiga Silvinha:
"Fui acessar seu blog e não consegui! A empresa está bloqueando alegando conteúdo pornográfico!"
Pornográfico? Eu? O meu cantinho?
Cheguei a pensar que eu tinha sido hackeado...
Conferi. Está tudo normal.
Então, decidi fazer uma auto-análise.
Vou dar uma olhada em algumas palavras que sugerem conteúdo pornográfico e estão na página inicial do meu blog hoje. Entre parênteses, colocarei a nota de 1 a 10 do quanto acho que tenha influído na decisão da empresa da minha amiga.
Vamos lá:

Coisas (7): Afinal, coisas podem ser quaisquer coisas, certo?
Cama (8): Grande parte das "coisas" se faz na cama.
Subir (7): Um efeito do comprimidinho azul sobre as "coisas".
Montagem (8): O ato de montar.
Banho, sujar, suor (6): O que estas palavras sugerem?
Bicicleta (6): Uma posição?
Picado (9): Como é que eu tive coragem de publicar isso?
Cobra, lingüiça (10): Evitem!!!

Realmente... tudo por aqui é muito pornográfico!!!
Um beijo a todos!!!

P.S.: Beijo no rosto. Beijo na boca pode ser considerado pornográfico.
P.S. 2: Substituí as duas letras do título por asteriscos, porque as duas juntas sugerem conteúdo pornográfico.

Escrito por Super Body às 16h08 [   ] [ envie esta mensagem ]





Vê Se Pode...

Se me acharem muito maldoso, considerem que estou escrevendo este texto com muita raiva ainda. O fato aconteceu há poucos minutos.

Celular toca. É minha mãe:
- Filho, você está em casa?
- Sim. Por quê?
- Comprei uma cama e vão entregar aí. Eu não vou conseguir chegar a tempo. Você pode receber por mim?
- Claro, sem problemas.
- O rapaz acabou de ligar e vai chegar aí em alguns minutos.
- Tudo bem, eu espero.

Interfone toca. É o porteiro:
- Senhor, é um rapaz que veio entregar uma cama.
- OK, pode mandá-lo subir, por favor.
Desligo o interfone.
Interfone toca novamente:
- Senhor, o rapaz disse que não vai subir...
Hein?
- ... e que o senhor deve descer para buscar a cama aqui embaixo.
Pára tudo!
- Como assim?
- Ele disse que a entrega não inclui a montagem.
- Ainda assim, ele deve trazer aqui em cima.
Essa é boa!
Longos minutos se passam. O rapaz chega carregando o colchão, o porteiro carregando o estrado.
O rapaz, de cara feia, se vira para mim e diz:
- Sorte sua que o porteiro se dispôs a me ajudar, pois eu não iria trazer tudo sozinho, não.
E antes que eu tivesse tempo de responder qualquer coisa, ele acrescentou:
- Você é daqueles que não têm o costume de fazer força, né?
- Tenho, sim. Você está enganado. Só que vou voltar para o escritório daqui a pouco e não quero tomar outro banho agora.
- Banho por quê? É tudo novo, limpinho... Você não iria se sujar.
- E suor? Não conta?
Ele me olhou como quem dissesse: "Burguesinho fresco!"
- Assinar o recebimento você pode, né? Ou será um esforço excessivo também?
Tive que me segurar para não mandá-lo para o inferno.
Mas ele não ganhou gorjeta!

Quando a incompetência atinge até o setor braçal é um sinal de que o fim dos tempos realmente se aproxima.

Escrito por Super Body às 15h24 [   ] [ envie esta mensagem ]





Uma Surpresa Nada Agradável

Havia algo diferente no ar...
Algo que me fez subir aqueles degraus, mesmo sendo uma terça-feira.
Eu nunca subo aqueles degraus na terça-feira. Pelo menos, não conscientemente.
Mas, relembrando agora, percebo que eu estava mesmo um pouco fora de mim.
Subi sem ter inteira percepção dos fatos.
O clima estava pesado, o ambiente estava anormal. Não sei explicar como, só sei que não estava igual a todos os dias.
Parei na porta da sala. Os alunos pedalavam freneticamente.
E na bicicleta do professor, quem estava? Olívia!!!
Foi a primeira vez na vida que me decepcionei ao ver minha amiga.
E eu nem sabia que ela tem certificação em RPM...

Escrito por Super Body às 09h24 [   ] [ envie esta mensagem ]





Há Controvérsias...

Está decidido.
Não quero mais saber de me apaixonar.
Amor? Tô fora!!!
Vou envelhecer sozinho, me tornar um daqueles senhores rabugentos e mal humorados que espanta vendedores com tiros de espingarda de sal grosso. Que cumprimenta os vizinhos com a cara amarrada e um "bom dia" que mal sai por entre os dentes.
Nem adianta tentar me convencer do contrário, a decisão é irrevogável.
Fechei meu coração!

Então, surge um anjo...
(E não é que até nome de anjo o danado tem?)
Lindo como só um anjo consegue ser, embora não tenha a menor consciência do quanto é belo.
Faz meu coração acelerar com sua presença. Uma presença tímida, discreta e muda, mas nem por isso menos intensa.
Me relembra os prazeres de estar apaixonado e o bem estar que é trazido pela simples sensação de se estar feliz.
Sem nada dizer, mostra que "decisão irrevogável" é o caramba!
Sou revirado pelo avesso mais uma vez.

Mas, como é um anjo, ele é fisicamente inatingível.
Anjos são espirituais por excelência. Podem ser admirados, mas não podem ser tocados.
Não importa. Apenas por existir, já mudou minha vida.

Escrito por Super Body às 10h08 [   ] [ envie esta mensagem ]





Um Diálogo Qualquer

(...)
- Gato escaldado tem medo de água fria.
- Ah!
- Do mesmo modo que cachorro picado por cobra...
- O que tem?
- Como assim?
- Não entendi. Cachorro picado por cobra?
- É. Tem medo de lingüiça. Outro provérbio.
- Não conhecia esse.
- Sério?
- Não só não conhecia, como não entendi.
- Não entendeu o quê?
- Por que é que cachorro picado por cobra tem medo de lingüiça?
- Então. Uma vez que o cachorro foi mordido pela cobra e a lingüiça tem o mesmo formato, o cachorro começa a fugir da lingüiça com medo, entendeu? Pelo trauma.
- Ah! Simples assim?
- É. Para que complicar?
- Tá certo.
- Então, voltando ao assunto...
- Gato que morreu escaldado...
- Hein?
- ... tem medo de água fria.
- Não. Não tem.
- Mas você não acabou de dizer?
- É, mas o gato que morreu escaldado não tem medo de mais nada.
- Por quê? Você tá me confundindo...

É nessas horas que eu me preocupo seriamente com o futuro da humanidade.

Escrito por Super Body às 10h10 [   ] [ envie esta mensagem ]





Frases Que Só São Ouvidas em Uberlândia

No estacionamento do shopping:
"Este elevador passa no Paizódromo?"

Prefiro não comentar...

Escrito por Super Body às 10h37 [   ] [ envie esta mensagem ]





Punição para a Inocência

Sinto falta de meus textos leves.
Daqueles que, levemente irônicos e ácidos na medida certa, arrancam alguns sorrisos ou mesmo gargalhadas dos meus leitores.
Atualmente, sinto as palavras fluirem de uma forma muito densa.
Retratando acontecimentos densos.
Por que não consigo enfatizar os momentos de descontração?
Bem que quero... mas está difícil.
Enquanto isso, o silêncio reinará por aqui.

P.S.: O título do post é também título de uma obra de Agatha Christie. Para entender a relação do mesmo com o que escrevi, basta ler a obra. Simples, não?

Escrito por Super Body às 15h49 [   ] [ envie esta mensagem ]





Incoerência

Se Fulaninho falsifica uma assinatura para obter vantagens para si, ele pode ser chamado de desonesto.
Se Fulaninho agride fisicamente uma pessoa na rua, ele pode ser chamado de violento. Neste segundo caso, Fulaninho também pode ser chamado de desonesto, pois agressão física é crime e, na teoria, quem comete um crime é desonesto.
Porém, entre violento e desonesto, a maioria das pessoas com um vocabulário razoavelmente amplo utilizaria a primeira definição para classificar o Fulaninho. Ou agressivo. Ou raivoso. Aliás, se não fossem dadas opções de palavras, talvez ninguém classificasse Fulaninho como desonesto.
Então, somente eu, na minha santa ingenuidade, sou capaz de engolir, temperada com pitadinhas de culpa, uma expressão que não cabe no contexto.

Yeah, I'm back! And I don't know if I should.

Escrito por Super Body às 11h11 [   ] [ envie esta mensagem ]





How Do I Feel?

"I'm not calling for a second chance; I'm screaming at the top of my voice!"

Escrito por Super Body às 16h09 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ditados Velhos São Evangelhos. E Ditados Novos?

"Se você não quer ver o palhaço, então não vá ao circo." (provérbio não-tão-popular-ainda, copyright 2008 by LuiGu)

A pergunta que insiste em não calar é o que diabos um "provérbio" assim tem a ver com aulas de Body Pump?
Quem sabe, sabe!

Escrito por Super Body às 14h55 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Nota

Escrever esta historinha foi uma experiência fascinante!
Na verdade, fascinante era justamente o retorno que vocês me davam. Capturar a emoção de cada leitor e saber o que eu estava causando era o que me inspirava a escrever e a tentar manter o suspense a cada palavra.
E, por vocês terem sido os personagens principais da historinha que escrevi (e não os meus personagens de ficção), gostaria de compartilhar com vocês cada sensação, cada inspiração e detalhes no texto que inseri propositalmente. Alguns percebidos por vocês, outros não. Mas, de qualquer modo, tentarei colocar os significados de cada um.

O Início:
Por que escrever uma historinha? Eu estava com saudades de escrever para o blog, há tempos não publicava com tanta freqüência. E uma história dividida em partes me obriga a continuá-la até o final.
Sobre o que escrever? Eu tinha uma idéia na “gaveta” há algum tempo. Uma idéia que era um pouco baseada em desejos reais, um pouco baseada no que causou este desejo real: o último episódio da primeira temporada de Queer as Folk (fiz questão de mencionar isto na última parte).
A história já estava pronta, então? Não. Ao começar a escrever, eu tinha em mente dois personagens masculinos, que faziam o mesmo curso e que iriam dançar juntos a última valsa do baile de formatura, aquela em que você dança com o(a) namorado(a) ou com um(a) amigo(a) especial. Nada mais que isso. Realmente uma obra aberta.

O Título:
Por ser uma obra aberta, o título era algo difícil de definir no começo. Mas uma história não pode começar sem título, certo?
Então, voltando ao assunto recorrente (Queer as Folk), lembrei do nome da música tocada no final do episódio: Save The Last Dance For Me, cuja tradução seria “reserve a última dança para mim”, e resolvi batizar a obra de “A Última Dança”.

Parte I:
Escrevi a primeira parte sem ter a menor noção do que seria a história completa. Tanto que, mesmo com a idéia inicial de dois personagens masculinos, deixei aberta a possibilidade de ser um casal hetero. Por que não? Deixaria vir as idéias...

Parte II:
Foi uma surpresa a quantidade de comentários e de visitas da primeira parte. Assim, resolvi que esta história não poderia ser simples, teria que dar algumas voltas para se tornar interessante. Foi também aqui que decidi: realmente seria um casal gay. Mas, quando escrevi esta parte, resolvi despistar um pouco. Induzi a todos um pensamento: “quem ligou era a pessoa do primeiro diálogo”. Eu já sabia que não seria, mas duvido que alguém tenha pensado nisso nesse momento. Revelei o nome de um personagem: Luciano, o primeiro L.

Parte III:
Para completar a reviravolta que comecei na parte anterior, entra o meu segundo L: Larissa! Aqui consegui o objetivo que pretendia, colocar na cabeça de vocês a pergunta: “Então era MESMO uma mulher?” Sei que decepcionei alguns, mas aqui eu imaginei que não parariam de ler (eu não pararia). Reforcei o pensamento de ligar o primeiro diálogo a Larissa. Aqui eu já sabia que Larissa nem seria um dos formandos.

Parte IV:
Para mim, a pior parte da história, por não acrescentar nada. Exceto por um único detalhe (percebido pela Cíntia): apareceram as primeiras reticências da história. Sim, Luciano diria: “Larissa, eu gostaria que você não insistisse nesse assunto. Afinal foi o que fez com que nos afastássemos” quando foi interrompido pela irmã. É claro que, para manter o suspense, a interrupção aconteceu no momento exato. Devo ter deixado escapar algo, porque nesta parte vocês perceberam que a Larissa não era o amor de Luciano, afinal.

Parte V:
Aqui, eu teria duas opções: terminar a história na próxima parte ou deixar rolar mais um tempo. Optei por deixá-la mais longa e aumentar o suspense, pois ainda tinha idéias para isso. Ainda assim, essa parte, para os mais atentos, faria uma revelação: o primeiro diálogo jamais poderia ter sido entre Luciano e Larissa. Na primeira parte, a pessoa que recebe o convite para dançar a valsa diz que não vê sentido nesse tipo de ritual, enquanto a pessoa que convida parece gostar. Ora, aqui já sabemos que foi Luciano quem convidou Larissa. Ele diz que não vê sentido nisso, enquanto ela diz que acha mágico. Hesitei MUITO em publicar esta parte, mas resolvi dar uma chance de desvendar o mistério para os mais atentos. Se alguém percebeu, não chegou a comentar, o que me deu um grande alívio.
Talvez eu tenha tirado o foco deste detalhe ao fazer a entrada do terceiro L da história: Leandro. É claro que, intencionalmente, eu fiz parecer que o Leandro exercia posse sobre a Larissa. Para isto, ele ficou até um pouco antipatizado e isto não era a intenção. Paciência, coisas que acontecem em uma obra aberta.

Parte VI:
Se eu tivesse optado por terminar a história aqui, Leandro faria as revelações e dançaria a última valsa com Luciano. Este final me pareceu bom, mas prorrogar a história, apesar das dificuldades em concluí-la depois, me pareceu mais desafiador. A idéia de um baile particular surgiu nesse momento.
Então, para não revelar nada, pulei para a manhã (tarde?) seguinte, onde a irmã ganha um destaque maior na história; porém, como homenagem a Bill Watterson, que nunca deu nomes aos pais do Calvin, resolvi não dar nome aos parentes de Luciano e a irmã continuou apenas como “irmã” ou “maninha”. Ela dá uma idéia do que poderia ter ocorrido no baile.
Vale ressaltar que, após escrita, esta parte ficou tão grande que foi dividida: a outra metade virou a sétima parte.
“Chorou horrores”, dito por Luciano, é uma frase tipicamente gay.
Aqui, confesso que estava tendo muito prazer em aguçar a curiosidade de todos vocês.

Parte VII:
Escrever a mentira de um personagem é muito bom!
Como a mentira é tão fraca e deslavada, eu queria que todos lessem pensando: “Não acredito que é esse o desfecho! Que coisa mais sem graça!” e fossem morrendo de raiva enquanto lessem. Também fiquei na dúvida se a irmã desmentiria nesta parte ou na próxima. Decidi que seria nessa por dois motivos:
1 – Seria um desfecho mais emocionante, uma guinada do tipo “o que vocês leram hoje não serviu para nada”. Coisa que Lost vive fazendo...
2 – Se alguém reclamasse e, no dia seguinte, eu publicasse a parte onde a irmã o acusa de mentir, poderiam dizer que eu cedi a pressões para escrever um novo final. E isto, definitivamente, não era verdade, mas talvez eu não convencesse alguns São-Tomés.
Pelo visto, acertei na decisão, pois recebi muitos comentários positivos com este desfecho.
Algumas partes da mentira dele entraram na cabeça de vocês, principalmente o fato de Leandro ser comprometido com Larissa.
Atentando para um detalhe adicional: novas reticências com uma frase idêntica à da quarta parte. A irmã diria: “Luciano, eu estou pasma com a sua naturalidade em mentir” e, claro, foi interrompida. A partir daí, todos os comentários dela foram irônicos, o que não dá para perceber num texto escrito.

Parte VIII:
Eu não revelaria a verdade a vocês, mas dei um jeito de Luciano contar à irmã. Isto foi fácil.
Outra dica importante é que Luciano não contaria a verdade aos pais, mesmo com o apoio da irmã. Também outra dica clara de que ele era gay, mas acho que a essa altura ninguém tinha dúvidas.
Uma grande mudança ocorreu no final desta parte. Inicialmente, o desfecho seria com Luciano encontrando com Larissa. Mas, escrevendo, pensei: “Por que não confundi-los mais um pouco?” Afinal, Larissa não era uma formanda, mas a irmã de um formando (isso já estava na idéia inicial). Então, incluí o quarto L na história: Lucas. Até então não programado para existir, além de acrescentar mais um mistério, serviu também como homenagem a um dos inspiradores deste pequeno conto.
E, obviamente, a minha pequena brincadeira de primeiro de abril, rendeu muito riso solto.

Parte IX:
Haveria uma parte extra aqui: o papo entre Luciano e Larissa. Com a entrada de Lucas e com a divisão já ocorrida na sexta parte, resolvi deixar todo o mistério para ser explicado na parte final e pulei a história para o momento em que Luciano deixa a casa onde fora.
Para mim, superando o próprio final, esta é a melhor parte da história! Adorei escrevê-la. Visualizei cada detalhe, cada movimento ao escrever. Adorei o resultado!
Revelei que o local do encontro era o salão onde tinha acontecido o baile; quis segurar esta revelação também para o final, mas não deu, poderia confundir muito.

Parte X:
Apesar de revelar tudo, esta parte ficou grande e corrida.
Sinceramente, não gostei do resultado final. Não deu para ser romântico aqui pela extensão do texto. Deu a impressão que acelerei para acabar. Na verdade, eu não tinha onde cortar o texto mantendo o mistério e preferi explicar tudo de uma vez. Era isto o que eu temia quando resolvi aumentar a história: não explicar tudo de forma satisfatória.
Mas todas as lacunas foram preenchidas, todos os mistérios foram desvendados e o tão solicitado final feliz aconteceu.

Acho que isso é tudo.
Se quiserem saber de algo que não coloquei aqui, é só perguntar. Agora posso responder, o mistério acabou.
Obrigado pela presença e comentários.

Escrito por Super Body às 17h09 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Dança - Parte X

Vivendo aquele momento de sonho, em um cenário preparado exclusivamente para ele, Luciano se pôs a recordar.
Quando entrou na faculdade de Odontologia, conheceu Lucas na primeira semana de aula. A amizade entre os dois foi instantânea. Desde então, durante todo o período de graduação, sempre estudavam juntos, participavam das mesmas equipes nos trabalhos em grupo. Até mesmo nas práticas das clínicas e nos plantões conseguiam horários onde trabalhariam juntos.
Eram como irmãos, inseparáveis. Na alegria e na tristeza, podiam contar um com o outro. Trocavam confidências. Lucas foi a segunda pessoa para quem Luciano confessou ser homossexual, a primeira tinha sido sua irmã. Nem por isto, a relação entre os dois ficou abalada. Ao contrário, fortaleceu-se mais. Coisas que só uma amizade real consegue explicar.
Com tantas idas e vindas de um à casa do outro, Luciano conheceu a irmã de Lucas: Larissa. E, como era de se esperar com tanta convivência, Larissa e Luciano também se tornaram amigos.
Pelos quatro anos do tempo de graduação, Luciano praticamente passou a fazer parte da família de Lucas e Larissa, assim como os dois também foram muito bem recebidos pela família dele.
Faltando um mês para o baile, Luciano havia convidado Larissa para dançar a valsa de formatura com ele, ela tinha aceitado. Porém, no mesmo dia do convite, ela se declarou apaixonada por Luciano. Ele disse que tudo o que sentia por ela era amizade. Por alguns dias, ela ainda insistiu em um relacionamento amoroso, mas Luciano dizia que não era possível.
Até que ela o procurou em um momento de impulso, decepcionada, sentindo-se rejeitada e lhe disse:
- Pois bem, se você não me quer como namorada, eu não te quero como amigo! Desapareça da minha vida, desapareça da minha casa e só volte a me procurar quando quiser algo sério comigo!
Ele ainda tentou fazer com que ela voltasse atrás, mas não teve sucesso.
Perder a amizade de Larissa fez com que aquelas semanas parecessem intermináveis para Luciano. Nos eventos da formatura, ela simplesmente o ignorava. Isto lhe partia o coração. Estes eventos, se já lhe pareciam bobos, agora eram uma tortura. Até que recebera o telefonema na noite do baile:
- Me desculpe ligar assim, e eu sei que está em cima da hora, mas não consigo parar de pensar naquele seu convite. Talvez você nem se lembre e vá achar que é bobagem minha. Talvez o fato de termos brigado nem me dê o direito de ligar. Mas eu preciso dizer. Se ainda estiver de pé a proposta que você fez de dançarmos, você e eu, a valsa de formatura... Bom, eu liguei para dizer que sim, aceito!
- Claro que está de pé, Larissa. Mas o que fez você mudar de idéia?
- Fui precipitada em me afastar de você. Gosto muito de você.
- Eu também gosto muito de você. Sua amizade me faz muita falta.
- Então, vamos dançar juntos? Quem iria dançar com você?
- Minha irmã, mas, nas palavras dela, isso seria uma tortura. Vai adorar ser substituída. Você e o Lucas já estão indo?
- Estamos saindo agora.
- Encontro vocês lá, então.
Luciano desligou o telefone e, sorrindo pela primeira vez desde que tinha acordado, falou para si mesmo:
- Uma ótima surpresa!
Ele não sabia que seria apenas a primeira de uma seqüência de surpresas.
A segunda surpresa viera quando Leandro os abordou no baile e disse a Larissa:
- Você não vai dançar a valsa com este cara. Não vai mesmo! Porque este cara é o amor da minha vida e, mesmo estando afastado dele há um bom tempo, eu ainda tenho prioridade. Fiz o convite a ele há mais de dois anos. Ele prometeu pensar. E então, Luciano? Qual é a sua resposta?
Luciano ficou lívido. Larissa arregalou os olhos. Leandro continuou ali, sorrindo, inabalável.
Leandro sempre tivera o dom da auto-confiança. Chegava a ser mesmo pedante para aqueles que o conheciam superficialmente. E fora exatamente esta a a impressão que Luciano tivera do colega de faculdade nas primeiras semanas. Portanto, não se aproximaram e eram indiferentes um ao outro.
Até que um dia, em uma boate gay, se esbarraram. Nenhum dos dois esperava encontrar o outro lá. Trocaram algumas palavras. Luciano percebeu que o colega não era tão arrogante. Leandro percebeu que, apesar da timidez, o outro trazia sentimentos interessantes dentro de si. Na mesma noite se beijaram, transaram e começaram a namorar.
Se amavam. Porém, Leandro era muito romântico e Luciano era mais realista. Com isto, crises constantes surgiram e o namoro acabou depois de três anos juntos.
Não tinham trocado uma palavra desde o fim do namoro até agora. E Leandro quebrara o silêncio de uma maneira constrangedora.
- E então, Luciano? – Leandro insistiu. – Vai dançar a última valsa comigo?
- Leandro, não dá para discutir isso aqui, agora.
Leandro ajoelhou-se aos pés de Luciano e disse:
- Nem se eu disser que te amo? Que durante todo este tempo que passamos separados jamais me esqueci de você? Que quero passar o resto da minha vida com você?
Luciano segurou-o pelas mãos e fez com que ele se levantasse rapidamente. Algumas pessoas estavam olhando.
Leandro insistiu:
- Vou subir ao palco e declarar meu amor por você. Vou convidá-lo pelo microfone a dançar comigo.
- Você não vai fazer nada disso! – disse Luciano. – Você vem comigo agora! Precisamos conversar.
Larissa tinha começado a chorar. Disse, entre soluços:
- Então é isso? Por isso é que não quis namorar comigo?
- Larissa, me desculpe. Podemos conversar depois? Eu preciso tirar esta idéia absurda da cabeça do Leandro. Vamos ter que sair do baile agora, não vamos demorar. Por favor, avise ao Lucas que o Leandro e eu saímos para conversar, que ele peça à organizadora que atrase a valsa até voltarmos, ele vai saber como convencer a mulher. Por favor! Faça isso!
- Luciano, você ainda vai dançar a valsa comigo?
- Prometo que sim, Larissa. Mas agora, estamos indo.
Luciano e Leandro saíram do baile. Pegaram o carro, andaram alguns quarteirões e pararam em um local isolado, onde pudessem conversar. Ambos confessaram que ainda se amavam. Estavam reatando? Claro que sim!
Leandro insistia que deveriam, portanto, dançar juntos. Luciano disse que não poderia, não se sentiria à vontade.
Enfim, depois de cada um colocar os seus argumentos, Leandro cedeu e resolveu respeitar o tempo de Luciano. Mas fez com que ele prometesse estar no salão de festas no final da tarde seguinte, porque prepararia uma surpresa para ele. Luciano concordou.
Voltaram para o baile.
Luciano dançou a última valsa com Larissa. Depois de dançarem, Luciano pôde conversar um pouco com Larissa e prometeu que iria à casa dela na tarde seguinte, sem falta, explicar tudo o que acontecera. Também sugeriu que ela pedisse a Lucas que estivesse presente à conversa.
Curtiu bastante a festa e, mais tarde, saiu com Leandro, avisando apenas a irmã por meio de um torpedo no celular. Passaram o fim da madrugada juntos em um motel. No café, Leandro lhe entregou um bilhete e disse:
- Abra quando chegar em casa. E não se esqueça do nosso compromisso no final da tarde. No salão de festas. Estarei esperando por você lá. A porta estará destrancada, chegue e entre. Você saberá o que fazer a seguir.
À tarde, antes de ir ao encontro de Leandro, Luciano cumpriu o compromisso feito com Larissa. Foi à casa dela, onde, junto com Lucas, teve uma conversa com ela explicando a situação. Larissa chorou muito, mas compreendeu que só poderia esperar de Luciano uma verdadeira amizade. Os três se abraçaram e prometeram que a amizade iria durar eternamente.
E agora, Luciano estava vivendo um momento mágico.
A reconciliação, aguardada com tanta ansiedade, mas sem a menor esperança, finalmente acontecera.
A banda estava tocando a música que era deles: Save The Last Dance For Me. Fora a música que inspirara o convite de Leandro para dançarem juntos, depois de assistirem a um episódio de Queer as Folk. O romantismo de Leandro não o deixara esquecer de preparar mesmo o menor detalhe.
Leandro, também de smoking, o aguardava na pista, aquele sorriso lindo, os olhos brilhantes. Luciano se aproximou. Eles se abraçaram.
- Me permite esta última dança? – Leandro perguntou.
- Claro que sim. Esperei por ela durante anos.
- E valeu a pena?
- É um sonho do qual não quero acordar nunca mais!
Começaram a dançar e se beijaram longamente, em uma promessa de romance para toda a vida.

FIM

Escrito por Super Body às 14h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Dança - Parte IX

Quando Luciano saiu da casa e entrou no carro, sentiu como se um grande peso tivesse sido tirado de seus ombros. Um sorriso enorme se estampava em seu rosto. Estava feliz.
Feliz por ter acabado de resolver uma situação que vinha se arrastando há tempos e que o magoava profundamente. E, principalmente, feliz porque a partir de agora iria viver o seu grande amor.
Tirou do bolso o bilhete que recebera há menos de vinte e quatro horas e leu novamente as palavras: "Não há como fugir ao destino. Está escrito nas estrelas. A última dança ainda é minha!"
Dirigiu-se ao local combinado.
- Isto é uma loucura! – falou sozinho. – Quem além de você marcaria um encontro exatamente neste lugar? Deve estar tudo sujo e bagunçado.
Parou bem em frente sem nenhum problema. A rua estava vazia, como esperado. Seguiu as instruções. Foi à porta, ela estava destrancada. Abriu. Entrou. Fechou-a atrás de si.
Ao contrário do que esperava, estava tudo limpo e organizado. Parecia que tinha voltado um dia no tempo. O salão onde acontecera o baile na noite anterior estava preparado exatamente do mesmo jeito.
Um smoking estava pendurado na entrada com outro bilhete. Em letras garrafais, lia-se: "Vista!" e em letras menores o texto: "Em qualquer lugar. Não tem ninguém olhando mesmo. Só eu."
Riu sozinho, mas obedeceu as ordens. Em alguns minutos, estava novamente vestido a rigor, exatamente como na véspera.
- Pronto! E agora? – gritou para o salão vazio. – Quais são as próximas instruções?
As luzes do salão se acenderam. As cortinas do palco se abriram. A banda começou a tocar uma música lenta. O mestre de cerimônias, no palco, chamou:
- Senhor Luciano, favor dirigir-se à pista para executar a última dança do baile de formatura.
Ele foi andando em direção à pista, lentamente, sem acreditar no que estava acontecendo.
E, finalmente, avistou, saindo de trás do palco, a pessoa que se dera ao trabalho de fazer tudo isso.

(continua...)

Escrito por Super Body às 14h00 [   ] [ envie esta mensagem ]



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