Super Body
As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar.
O que é isto?



Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XIII

Quando escolhi a primeira pessoa para me revelar, levei em conta alguns fatores. Primeiro, o fato de ele ter crescido em São Paulo. Me desculpem as pessoas que cresceram em cidades pequenas (eu mesmo sou uma dessas pessoas), mas a cabeça da maioria delas é fechada a alguns tabus (e o homossexualismo certamente é um deles). Segundo, eu sabia que ele já tinha conhecido alguns gays em sua vida e falava disso naturalmente. Terceiro, o fato de ser meu amigo de confiança era o último empurrãozinho que eu precisava.
Foi relativamente fácil falar com ele. Eu disse que tinha um assunto para conversar com ele e era importante. Saímos para caminhar, eu comecei a falar e, quando ele percebeu o que eu iria dizer (e estava enrolando para conseguir me abrir), se adiantou e disse as palavras por mim. Eu apenas confirmei. Ele disse que apesar de nunca ter percebido, notou o que eu estava tentando dizer e me ajudou.
Eu já era o confidente dele e nossa amizade só se aprofundou deste momento em diante porque, a partir daí, ele também se tornou o meu confidente. Mas eu não tinha muitas coisas a contar. Então, precisava sair à busca de novas experiências.
Havia uma danceteria gay em Uberlândia e eu investiguei até descobrir onde ficava. Me programei para ir lá em uma sexta-feira. E fui.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h24 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XII

Ele não resistiu e morreu pouco depois de chegar a Uberlândia. Voltei com os familiares dele para a cidade dos meus pais. A viagem de volta foi ainda mais silenciosa do que a de ida e, acreditem, é possível.
Quando chegamos, já estava amanhecendo. Meus pais já tinham recebido a notícia e estavam à minha espera. Me abraçaram e me levaram para casa. Tomei um banho, tentei dormir um pouco, mas não consegui. Também não consegui comer nada. Voltei para a casa dos pais dele, onde seria o velório, e fiquei o dia todo lá. Fui ao enterro e tive uma das sensações mais horríveis da minha vida ao ver a terra cobrir o caixão onde estava uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Chorei muito o dia todo e ainda choraria por muitas semanas, quase todos os dias. Recebi o apoio de amigos muito importantes, principalmente depois do enterro, naquele domingo à noite. Minha mãe se cercou de cuidados comigo, veio para Uberlândia e não me deixou sozinho por duas semanas.
A esta altura da vida, eu já tinha aceitado a minha sexualidade, porém, ainda a escondia de todas as pessoas que me cercavam. Tinha medo da reação das pessoas. Mas, decidi que seria a hora de começar a me abrir.
Escolhi um dos meus amigos que me deu apoio no momento mais difícil e fiz a oportunidade acontecer.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h36 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XI

Eu simplesmente disse que ia para o hospital, virei as costas e saí correndo. Nem dei tempo para a minha prima reagir, quando ela conseguiu dizer algo, eu já estava longe. Parei o primeiro carro que estava passando e pedi para me levarem ao hospital. Não levamos dois minutos até lá, mas tudo parecia estar em câmera lenta. Me perdi na quantidade de pensamentos que tive a caminho do hospital. Pensamentos que variavam dos mais otimistas até aqueles com as piores previsões possíveis. Até aqui, eu só sabia que o acidente tinha acontecido, mas não sabia mais nada.
Quando cheguei lá, vi a esposa dele sentada na sala de entrada. Seu rosto tinha alguns cortes, estava um pouco inchado de uma pancada, mas ela estava bem. Respirei aliviado. Não tinha sido nada grave, afinal.
Ele estava no pronto-socorro. Eu quis entrar, mas o enfermeiro estava bloqueando a porta e não deixou. Disse que muita gente só atrapalharia. A mãe dele, que estava do lado de dentro, pediu que me deixassem entrar, ela precisava de mim, então liberaram a minha entrada. Quando entrei, a ambulância parou na porta e ele saiu na maca.
Vale ressaltar que esta narrativa é muito pouco confiável. Apesar de ter sido o dia mais longo da minha vida, há vários detalhes dos quais não consigo me lembrar, como se tivessem sido arrancados da minha memória. Então, há vários "espaços em branco" nos acontecimentos deste dia. Porém, tenho a imagem nítida de quando ele saiu na maca. Ele estava inconsciente, respirando com muita dificuldade e desapareceu todo o alívio que eu tinha sentido ao ver que a esposa dele estava bem. Ele estava morrendo!!!
Ele foi colocado na ambulância para ser trazido a Uberlândia, onde teria condições de ser melhor atendido. Eu também vim no carro com os familiares dele, o pai, o irmão e dois tios. Ninguém dizia nada. Eu suplicava, em silêncio, que ele não morresse, que ele não morresse, que ele não morresse...
(continua...)

Escrito por Super Body às 09h54 [   ] [ envie esta mensagem ]





Outra Listagem

Fala, galera!!!
Segue em primeira mão mais uma listagem.

Body Jam - MIX 33

01 - Get The Music On - Sophie Monk
02 - Push Up - Freestylers
03 - My My My - Armand Van Helden
04 - Hey Mama - Black Eyed Peas
05 - Flap Your Wings - Nelly
06 - Dive (Chris Cox Club Anthem Remix) - Debby Holiday
07 - R & B Junkie - Janet Jackson
08 - I'm Really Hot - Missy Elliot
09 - Like I Love You - Justin Timberlake
10 - Lose My Breath - Destiny's Child
11 - Rock With You - Brandy

Para os fãs do Body Jam (não é o meu caso), espero que a aula esteja animada. Abraços a todos.

Escrito por Super Body às 11h34 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte X

Eu fui passar o final de semana na casa dos meus pais. Apesar de estar de férias da faculdade na época, eu estava trabalhando em uma loja no shopping, portanto passei todo o meu verão em Uberlândia nesse ano.
Eu tinha combinado de ir à danceteria da cidade com alguns amigos, ficamos de nos encontrar lá. Já na época, meus pais raramente saíam de casa em um sábado à noite, mas na noite em questão, eles resolveram dar uma caminhada e eu fui com eles, para passar o tempo até chegar a hora de encontrar meus amigos. Depois da caminhada, nos sentamos em uma sorveteria.
O carro do menino que eu gostava estava parado bem na porta da sorveteria. Ainda estávamos sentados lá quando ele chegou para pegar o carro junto com a esposa, pois, nesta época, ele já tinha se casado. Meu coração acelerou e eu estremeci ao vê-lo, isto nunca deixou de acontecer. Tive um ímpeto de me levantar e ir até onde ele estava, apenas para dizer "oi", mas me segurei. Afinal, mesmo que não dissessem nada, meus pais iriam se chatear com isto e eu não estava querendo arruinar a minha noite com alguma discussão. Continuei sentado, talvez até o visse mais tarde novamente na danceteria.
Quando meus pais se foram, eu fui encontrar meus amigos na porta da danceteria. Todos estavam exaltados com um assunto, falando ao mesmo tempo e com cara de assustados, porém, quando eu cheguei ao grupo, como por encanto, todos se calaram e ficaram olhando para mim. Não diziam uma palavra, apenas me olhavam. Perguntei o que estava acontecendo, ninguém disse nada. Ficavam apenas me olhando, como se estivessem vendo um ser de outro planeta. Eu simplesmente não entendia o que estava acontecendo.
Então, minha prima que estava no grupo, me pegou pelo braço e disse que precisava me dizer uma coisa. Talvez, temendo pela minha reação em frente a outras pessoas, me levou para longe de todos e me contou o que tinha acontecido. Ela me contou (não com estas palavras, claro) que o garoto que eu amava, que eu tinha visto há alguns minutos atrás saindo de carro, tinha sofrido um acidente e estava no hospital.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h17 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte IX

Abri o jogo com ele sem meias palavras. Declarei todo o meu amor e expliquei tudo o que eu sentia. Fiz isto esperando a pior reação da parte dele. Esperava levar uma surra que eu não teria coragem para revidar ou, no mínimo, que ele virasse as costas e nunca mais falasse comigo. O que eu não esperava, de modo algum, foi o que ele disse: "Não se preocupe, eu já desconfiava".
Ele disse que gostava muito de mim como amigo e que nunca poderia corresponder ao meu amor. Que esta revelação não mudava o que ele sentia por mim e que por todo este tempo todo de convivência, ele sabia que eu o respeitava. E que o fato de estarmos nos afastando era independente da vontade dele ou da minha, mas que um dia eu entenderia tudo. Disse que, apesar da distância, continuaria confiando em mim e sendo meu amigo.
Saí desta conversa sentindo um misto de alegria e tristeza. Alegria porque pensei que ele jamais falasse comigo depois desta conversa, porém continuamos amigos. Tristeza porque sabia que os bons tempos que compartilhamos tinham acabado e não voltariam mais.
Não consegui deixar de gostar dele. A gente se via, se falava, até saíamos juntos eventualmente. Às vezes, passávamos semanas sem nos ver, eu morria de saudades, mas guardava para mim. Eu o procurava quando não estava aguentando mais de vontade de vê-lo, arranjando uma desculpa qualquer. Uma vez ou outra eu me segurava nesta vontade, nesta saudade e não o procurava, mas quando ele notava que eu estava me afastando, ele dava um jeito de me puxar de volta.
Passaram-se quase cinco anos nesta situação. Não me envolvi fisicamente com ninguém neste tempo, muito menos emocionalmente. Meus pais, mesmo sabendo que eu sofria, se contentaram com o nosso afastamento e não mais tocaram no assunto da minha sexualidade. Eu ainda não tinha coragem de me assumir para ninguém. Esta situação atingiu novamente um equilíbrio.
Porém, em uma noite de sábado, mais precisamente no dia 10 de fevereiro de 1996, este equilíbrio seria quebrado para sempre.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h47 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte VIII

Já passava da meia-noite, chegamos em casa, meus pais já dormiam há muito tempo. Arrumei para ele a cama do meu irmão, que neste dia estava em Uberlândia. Arrumei a minha no mesmo quarto, pois o dividia com o meu irmão. Conversamos um pouco e nos deitamos.
Acontece que meus pais acordaram com a nossa conversa e, assim que nos deitamos para dormir, eles bateram à porta do quarto. Eu abri e eles me arrastaram para o quarto dos fundos. Começamos a discutir feio.
Meus pais diziam que eu tinha perdido todo o respeito por eles, que tinha levado o meu namorado para transar sob o teto deles, que sabiam que eu já não respeitava o meu irmão, pois fazia o mesmo na casa de Uberlândia, que este namoro não era certo, precisava acabar. Eu dizia que gostava dele, sim, e que se fosse correspondido, já estaríamos tendo relações há muito tempo. Só que ele era apenas meu amigo, portanto nunca tinha acontecido nada. Eles não acreditavam e diziam que eu não iria voltar para o quarto onde ele estava, que aquilo era uma pouca-vergonha. Ficamos horas discutindo, até que me cansei, disse que estava com sono, voltei para o meu quarto e tranquei a porta.
Em casa, ninguém dormiu aquela noite. Meus pais e eu estávamos muito exaltados para conseguir pregar o olho. E ele, claro, estava consciente da discussão que havia ocorrido e, mesmo não tendo escutado, sabia que era o motivo da mesma. Quando cheguei ao quarto, ele até quis se vestir e ir embora, mas eu não deixei.
Mal o sol começou a sair, ele se levantou e foi embora. Eu disse que o procuraria mais tarde.
Ainda tive mais uma discussão com meus pais, mas continuamos batendo na mesma tecla, não saímos do lugar.
Passei a manhã toda mal, com sono, mas não conseguia dormir, não conseguia me concentrar em nada. Então, pouco antes do almoço, fui à casa dele, conforme tinha prometido. Ele saiu comigo, procuramos um lugar onde pudéssemos conversar apenas nós dois. Fomos ao clube da cidade que, apesar de aberto, ficava vazio no inverno. E tivemos a conversa definitiva.
(continua...)

Escrito por Super Body às 07h49 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte VII

Em um conto de fadas, a história terminaria com um "viveram felizes para sempre". Mas, na vida real, as coisas acontecem diferente. A convivência diária acabou por nos tornar íntimos demais, a ponto de começarmos a ter algumas discussões, algumas pequenas crises de ciúmes (mais minhas, mas algumas dele também). Tirando isto, convivemos bem até julho, quando aconteceu o vestibular.
Ele fez as provas e não passou. Desistiu de estudar e voltou para a nossa cidade natal. Os interesses mudaram e, mesmo estando nós dois de volta à nossa cidade natal, eu de férias, ele de vez, o afastamento aconteceu. Não naturalmente, mas, bruscamente. Ele não me procurava mais, passou a andar com outra turma e, vim a descobrir muito mais tarde, se envolveu com drogas. Não chegou a ficar dependente, mas acredito ter sido este o principal motivo de ter se afastado. Porém, eu ignorava isto na época.
Junte a este motivo o fato de que, a esta altura, meus pais já tinham abandonado a postura de se fingirem de mortos, para complicar a situação. Viviam me acusando de manter um relacionamento com o garoto. Eles acreditavam sem a menor dúvida que nós mantínhamos relações físicas (o que não era verdade) e nem conversavam mais com ele. Chegavam a tratá-lo mal quando ele aparecia em casa.
Sofri com a separação que, para mim, não tinha explicação. Ele até tentava se manter o mesmo, mas não conseguia. Alguma coisa tinha se quebrado dentro dele e era evidente o esforço que ele tentou fazer para continuarmos unidos também. Porém, a cada tentativa ele se frustrava mais, me frustrava mais e o afastamento ficava pior. Foram as piores férias da minha vida, em oposição às melhores que eu tinha tido há alguns meses atrás.
No dia 31 de julho, eu o encontrei na rua à noite. Estava muito frio, nos sentamos para conversar. Ele disse que estava notando que eu sofria, mas ele não podia fazer nada para aliviar meu sofrimento. Disse que até tentava, mas não conseguia. Conversamos por algum tempo e eu disse que iria fazer um último pedido, que ele dormisse na minha casa naquela noite. Nem sei porque fiz este pedido e, se estivesse raciocinando com lógica, jamais o teria feito. Mas ele aceitou. E fomos.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h01 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte VI

Ainda nas férias, tive que vir a Uberlândia fazer a minha matrícula semestral na faculdade. Era uma época onde tínhamos que preencher um formulário em papel e enfrentar filas enormes para realizar a matrícula. Ele veio comigo e ficamos apenas os dois na casa onde morávamos apenas meu irmão e eu.
Vale ressaltar que ele era hetero e pensava que eu era também. Portanto, não havia mal algum em dormirmos na mesma casa, no mesmo quarto, sozinhos.
Mas tudo aconteceu antes de irmos dormir. Nós já tínhamos tomado banho, eu tinha preparado alguma coisa para jantarmos e estávamos usando apenas as roupas de baixo. Tínhamos comprado uma caixa de Bis (ou duas, não me lembro) e nos sentamos lado a lado no sofá para dividirmos a mesma depois do jantar. Nem me lembro como começou, mas uma guerrinha de papeizinhos de Bis enrolados em pequenas bolinhas se transformou em uma guerra de almofadas que se transformou em uma luta corpo a corpo. Claro, uma luta de brincadeira, porém rolamos abraçados pela sala durante muito tempo. Eu estava excitado, ele também estava, eu vi. Quando nos cansamos da "luta", estávamos deitados lado a lado, ainda abraçados, nenhum soltava o outro, os corpos ainda se tocando, suados, pele com pele, os rostos próximos, os hálitos se misturando, nos olhávamos nos olhos depois de tanto rir...
Então, simplesmente nos afastamos. Um de nós (não me lembro qual dos dois) se levantou e a brincadeira acabou. É claro que poderia ter rolado um beijo no clima em que estávamos, o meu primeiro beijo em um garoto, o garoto que eu amava. Poderia ter rolado a minha primeira experiência sexual. Mas simplesmente, não aconteceu. Talvez por medo, por inexperiência, não sei. Na época, eu era ainda muito imaturo e inseguro. E tinha medo de perdê-lo. Então, o episódio acabou aí.
Nunca tocamos neste assunto, nunca conversamos sobre isto, acabou se tornando o nosso pequeno segredo.
Esta experiência poderia gerar um afastamento entre nós, mas, ao contrário, nos aproximou mais ainda.
Quando as férias acabaram, ele veio morar em Uberlândia novamente. Alugou uma casa ao lado de onde eu morava e continuamos nos vendo todos os dias. Cada vez mais grudados.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h17 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte V

Os raios e trovões surgiram na forma de uma pessoa com olhos azuis e cabelos loiros. Era um antigo colega da minha cidade natal e que já tinha, inclusive, morado comigo no mesmo pensionato.
Até hoje eu não consigo entender como foi que nos aproximamos tanto!!! O fato é que esta reaproximação começou no dia em que cheguei para passar as férias de verão de 1990/1991 na casa dos meus pais. Passamos dezembro, janeiro e fevereiro inteiros fazendo tudo juntos. Íamos ao clube todos os dias. Saíamos à noite nos finais de semana para as poucas opções que existiam na cidade. Durante a semana à noite, ficávamos na casa dele vendo vídeos, jogando jogos de tabuleiro, ou simplesmente conversando. Ou conversando na praça da cidade até amanhecer. Ou andando pela cidade. Ou na casa de outros amigos. Viajamos juntos para a praia (e talvez a minha paixão por Balneário Camboriú tenha acontecido neste momento). Não desgrudávamos!!!
Tudo seria ótimo, se não fosse por um detalhe: ele era hetero e eu estava me apaixonando de uma maneira que reduzia a paixão antiga a absolutamente nada!!! Nada mesmo!!! Uma paixão que eu considerava eterna simplesmente se dissolvia na minha frente em prol de algo muito maior: amor!!! E, sim, foi amor de verdade!!!
Claro que meus pais notaram de cara o meu envolvimento com ele, mas, inicialmente não diziam nada. Preferiram observar, fingindo-se de mortos.
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h55 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte IV

Começou como uma chuva fina, nem parecia que iria longe... Era apenas mais uma das minhas crises de baixo-astral (nem ouso chamar de depressão, pois nunca tive), comuns a tantos adolescentes. Os sintomas? Ficar triste pelos cantos da casa, geralmente ouvindo músicas deprimentes, às vezes chorando, perda de apetite, um pouco de insônia... Acredito que todo mundo, independente da sexualidade, já tenha passado por isto.
Estava passando um final de semana na casa dos meus pais e, nesta hora, estava sozinho. Triste por algum motivo, estava tendo uma crise de choro quando minha mãe chegou. E minha mãe (uma leonina que faz jus ao signo) não sossegou enquanto não arrancou de mim todas as confissões, inclusive a confissão de me sentir atraído por homens. A única confissão que ela não conseguiu arrancar (e neste ponto eu fui firme, apesar da minha vulnerabilidade momentânea) foi o fato de ser apaixonado por um de meus amigos. Ela insistiu veementemente nesta pergunta, assim como eu neguei não existir nada nesse sentido. Como eu nunca tinha dado uma bandeira nesse sentido, ela acreditou. Claro, contou tudo para o meu pai.
E então, a chuva começou a engrossar. Meus pais começaram a correr atrás de todos os tipos possíveis e imagináveis de "tratamentos" (na falta de uma palavra melhor). E, claro, me cobravam a cada vez uma "melhora" (também na falta de uma palavra melhor).
Um dia, cansado de tanto ouvir cobranças e já fortalecido pelo hábito da situação, ao ouvir a pergunta: "E então, tem notado alguma melhora?", respondi: "Sim, estou 'curado'!!!"
Pararam de perguntar, mas faziam marcação cerrada. Até então, sem problemas, já estava até me acostumando com a chuva grossa. O problema é que, longe de acabar a tempestade, ainda estariam por vir raios e trovões!!!
(continua...)

Escrito por Super Body às 08h32 [   ] [ envie esta mensagem ]





Plantão Super Body

Fala, galera!!!
Interrompemos as nossas transmissões normais da historinha para a publicação de duas listagens que só chegarão ao Brasil em junho. Apesar de existirem academias que nem lançaram os mixes de março, este blog tem o compromisso de tentar adiantar todas as listagens antes do workshop trimestral acontecer no Brasil.
Espero que gostem. Em breve, novas listagens.

Body Balance - MIX 29

01 - Stolen Car - Sting
02 - Make A Wish - Emerald Green
03 - When You Smile - Patti LaBelle feat. Carlos Santana, Sheila E. La India & Andy Vargas
04 - Saltwater 02 (Thrillseekers Ambient Mix) - Chicane
05 - Spirit - R. Kelly
06 - Sick And Tired - Anastacia
07 - The Joker - Fatboy Slim
08 - No Ordinary Thing - Opshop
09 - One More Day - Sinead O'Connor
10 - Reflection 2 - Deuter
11 - The Letter That Never Came - Thomas Newman

Body Combat - MIX 24

01 - Glory Of Love - Index
02 - Livin' On A Prayer - Heavy Dance
03 - I Feel Alive - Insight
04 - Sexy - French Affair
05 - She Bangs - Ricky Martin
06 - Full Metal Jacka** - Special D
07 - Hit'em - Tha Playah
08 - Nami - Sonic Boom Boys
09 - Sound Of The Underground - Girls Aloud
10 - Blaze Of Glory - Jon Bon Jovi

Abraços a todos.

Escrito por Super Body às 17h21 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte III

Antes de contar sobre a tempestade que estava por chegar, vale voltar um pedaço que eu pulei e mencionar que me mudei para Uberlândia na semana em que completei 15 anos de idade. Fui morar em um pensionato só de rapazes e fiquei lá por dois anos. Este foi o período mais propício da minha vida para experimentar uma relação homossexual, porém, a dona do pensionato se apegou a mim de tal maneira, que me considerava um filho. Sua filha, em vez de ter ciúmes, me adotou também como um irmão mais novo. Então, morar com elas não foi muito diferente de morar com a família. É claro que ter mais de vinte rapazes circulando pela casa mexia com meus hormônios, mas nesta época eu já sabia me controlar.
O meu distanciamento da minha paixão platônica se deveu ao fato de eu ter me mudado para cá somado ao fato de ele ter se mudado para outra cidade. Então, mesmo quando visitávamos a família nos finais de semana, nem sempre coincidia de estarmos na nossa cidade natal juntos... ou de nos encontrarmos lá.
Quando meu irmão veio para Uberlândia, ficou mais em conta para os meus pais alugar uma casa e nos colocar lá do que pagar pensionato para os dois. Assim, comecei a morar com o meu irmão. Como ele sempre estava por perto (e mais um casal de primos nossos que moravam na casa ao lado), também me sentia vigiado o tempo todo e passei mais algum tempo reprimindo e escondendo minha sexualidade.
E, então, a tempestade desabou!!!
(continua...)

Escrito por Super Body às 07h42 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte II

A rapidez com que eu tirei as conclusões sobre a minha sexualidade não implicou necessariamente na aceitação da mesma. Comecei a viver um conflito interno. Tudo o que eu tinha visualizado sobre o meu futuro caía por terra e dava lugar a incertezas, dúvidas e questionamentos. E, óbvio, vivi a primeira fase da descoberta: a negação.
Talvez o principal problema, na história toda, tenha sido enfrentar a negação. Desde criança, eu sempre fui muito sincero comigo mesmo a respeito das minhas características. Então, eu tentava lutar contra o que eu sentia, tentando vencer os desejos, sabendo intimamente que não conseguiria e era isto que me causava mais angústia no início.
Por outro lado, a paixão platônica que eu vivi era algo tão consciente e tão forte que eu nem despendia esforços para lutar contra. Eu me sentia "eternamente condenado a amá-lo".
Para a família, os amigos, os conhecidos e os desconhecidos, eu sempre usava a máscara do garoto heterossexual e comportadinho. Por fora, eu aparentava ser uma pessoa serena e exemplar. Por dentro, tudo se revirava em conflitos e desejos reprimidos.
Cheguei a beijar algumas garotas, e até namorei algumas, mas nada que mexesse comigo profundamente. Segui sem ter nenhum contato mais íntimo com nenhum garoto também. O garoto que era minha paixão platônica não sabia dos meus sentimentos em relação a ele e se mantinha afastado. Talvez, se soubesse, tivesse se afastado mais ainda.
Assim a vida seguia. Como todo turbilhão, com o tempo, todo o caos vai se assentando e tomando um equilíbrio. Mas ainda estava por chegar o estímulo externo que destruiria de vez este equilíbrio, pouco antes de eu completar os meus 18 anos.
(continua...)

Escrito por Super Body às 10h56 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte I

Fala, galera!!!
Uma das coisas mais gratificantes em ter um blog é conhecer novas pessoas que caem aqui por acaso e deixam comentário ou entram em contato via e-mail ou comunicadores instantâneos. Estes contatos quase sempre resultam em experiências agradáveis.
Destes novos amigos, aqueles que são mais jovens, do sexo masculino e homossexuais, cedo ou tarde acabam fazendo a pergunta (ou uma de suas variações): "É tão fácil assim para você ser gay e se assumir?"
Não dá para me limitar a responder a pergunta acima com um simples "sim" ou "não". A resposta é um pouco mais complexa do que isto e vou tentar sintetizá-la em alguns posts, começando por este.
Para início de conversa, eu também já fui jovem e cheio de inseguranças. Também já fui dependente da família. Também já tive que me esconder atrás de muitas mentiras, engolir muitas lágrimas e sufocar muitas paixões.
No meu caso, me descobri homossexual aos 13 anos de idade. Algumas pessoas descobrem muito antes disso, outras depois. Então me sinto, neste ponto, confortavelmente situado na média. Na verdade, é interessante a maneira que isto aconteceu comigo (e talvez seja como acontece com a maioria). Até então, eu me considerava um garoto comum, que iria namorar, casar, ter filhos e ter uma vida relativamente morna. O "clique" veio da primeira vez que eu percebi que as ereções que eu tinha estavam diretamente ligadas a desejo sexual e que este estava ligado a um corpo masculino. Com isto, pela minha rapidez de raciocínio linear, foi fácil concluir que eu já nutria uma paixão por um colega havia dois anos sem ao menos saber disto.
(continua...)

Escrito por Super Body às 16h14 [   ] [ envie esta mensagem ]





Sou o Mais Novo BStepper de Uberlândia!!!

Fala, galera!!!
Trago boas notícias do final de semana. Fiz o Modulo II de Body Step no último sábado e fui aprovado!!! Vamos aos detalhes.
Como eu estava treinando muito durante as duas últimas semanas, deixei "algumas" tarefas para fazer na sexta-feira (caso contrário, eu não dormiria durante a semana). Então, na sexta, li toda a apostila do Body Step (exceto a parte de Execução Física, que eu já tinha lido e praticado durante este tempo todo), fiz o roteiro de uma música (tarefa obrigatória para o Modulo II) e decorei as músicas 11 (fortalecimento de membros superiores e abdominais) e 12 (alongamento), pois não tinha decorado até então. Fora que eu tive que dar a aula de Body Pump. Como consequência, só consegui me deitar às 2h e me levantei às 6h no sábado.
Fui para o local do treino. No Modulo I, éramos três pessoas (o Léo, a Bia e eu). Depois disso, o Léo desistiu e eu fiquei super feliz de ver a Bia chegar para o Modulo II, caso contrário, eu teria um Personal Modulo II (o que seria muito chato). Quando a treinadora (Aninha) chegou, éramos apenas nós dois. Ela, então, de cara, já deu três músicas para cada: 01, 02 e 03 para mim, 04, 05 e 06 para a Bia. Nos preparamos e apresentamos as músicas. Quando terminamos, a Aninha nos chamou, pediu que sentássemos e disse:
- O que mais posso dizer? Meus parabéns!!! Vocês já estão praticamente aprovados, os dois. Só temos que cumprir as tarefas do dia e, a menos que algo dê muito errado, vocês já sairão com a autorização para dar aulas de Body Step.
Ela nos deu os feedbacks individuais, nos elogiou muito e nos tranquilizou bastante. Fizemos o treino de execução física para "limpar" os movimentos, fizemos o batismo e saímos para almoçar super cedo, às 11h15. Quando voltamos, ao meio-dia, uma surpresa!!! A academia estava fechada!!! Alguns alunos estavam na porta e disseram que reabriria às 14h. Como não tínhamos outra opção a não ser esperar, fomos para o shopping. A Aninha queria conhecer lá e ficamos batendo perna até dar a hora da academia reabrir.
Voltamos às 14h, a Aninha nos passou a teoria que faltava, a Bia apresentou a música 09, eu apresentei a música 10 e às 15h saíamos os dois aprovados no Modulo II, com as palavras da Aninha:
- Vocês estão prontos!!! Vão dar aula de Body Step e arrebentem!!!
Fui para casa e dormi muito no restante do sábado e ontem. Só saí um pouco ontem no início da noite para fazer compras para casa, senão nem isto.
Estou muito feliz com a aprovação. Treinei muito e vejo que valeu a pena. A aprovação foi a consequência do trabalho árduo. Agora, é me preparar e gravar o vídeo da certificação.
Um grande beijo a todos e obrigado àqueles que torceram por mim.

Escrito por Super Body às 10h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





Lista de Celebridades

Fala, galera!!!
E por falar no Bruno, um assunto puxa outro.
Me lembrei de um tema que toda vez que tento conversar com alguém, a pessoa nunca ouviu falar nisso. Tá certo que é um hábito mais americano do que brasileiro, mas não deixa de ser interessante. E para quem não conhece, apresento a vocês a Lista de Celebridades.
A Lista de Celebridades é uma lista com cinco pessoas famosas que você deixa pré-definida e que, se algum dia surgir a chance, você pode trair o seu par com qualquer membro da sua lista. Neste caso, o seu par não pode brigar com você e não pode sequer se chatear com a traição. O importante é que a celebridade esteja na lista ANTES que a traição ocorra. A traição com uma celebridade que não esteja na lista, mesmo sendo uma celebridade, é considerada traição comum e quebra todas as regras da Lista de Celebridades, portanto o seu par pode (e deve) brigar com você, caso isto aconteça. Outra regra fundamental é que todos os cinco componentes da lista sejam celebridades de verdade. Não servem celebridades fajutas nem celebridades locais, o nível tem que ser, no mínimo, nacional (e pode se estender ao internacional, se for da vontade da pessoa que faz a lista).
Existem pessoas que plastificam a lista, colocam em molduras... para ter a prova que a celebridade já estava lá. Mas basta um simples comentário em uma reunião informal para estar valendo. Claro, seu par tem que ter pleno conhecimento do fato e testemunhas são sempre úteis.
Publico aqui a minha lista de celebridades. É válido ressaltar que a ordem em que elas aparecem na lista não é o mais importante (até coloco em ordem alfabética para não dar problema).

1. Bruno Gagliasso
2. Chris Duran
3. Fábio Assunção
4. Gael Garcia Bernal
5. Tom Welling

Então, caso você apareça na lista acima, não perca tempo. Entre em contato já!!! Garanto que não vai se arrepender.
Fico por aqui, até o próximo.

Escrito por Super Body às 15h54 [   ] [ envie esta mensagem ]





Bruno Gagliasso em América

Fala, galera!!!
Estava aqui completamente sem assunto e fui salvo por uma sugestão da minha amiga Andreia que eu adoro de montão!!! Ela sugeriu que eu pegasse uma pessoa que estivesse em evidência na mídia e falasse sobre esta pessoa. Então este post será sobre ninguém menos do que Bruno Gagliasso. Além de lindo e gostoso (apesar de novinho), o carinha é bem talentoso (como já teve a oportunidade de provar na novela Celebridade).
Desde sábado, ele é um colírio para os nossos olhos nos capítulos da novela América. Filho da viúva Neuta (a também talentosíssima Eliane Giardini), Júnior (personagem do Bruno) volta de São Paulo (ou seria do Rio de Janeiro?) para a casa da mãe em Boiadeiros, interior do Mato Grosso. A mãe tem uma fazenda e uma criação de gado e não deve ser pouca coisa, não, porque na primeira semana ela deu R$ 10.000,00 para a Sol (Deborah Secco) sem nem pensar muito. Ela espera que o seu filho recém-chegado comande a fazenda e seja um peão destemido e renomado, porém ele tem outros interesses para a própria vida. Júnior quer seguir a carreira de maquiador e estilista e, sim, obrigado por perguntarem, é gay.
Então, temos no horário nobre mais um personagem homossexual. Pelo pouco que eu vi, o Bruno está ótimo no papel. Cabelos com luzes, figurino compatível com o personagem (embora não demasiadamente compatível, se é que me entendem) e, dizem, depilado (ainda não vimos).
Mas o melhor de tudo é que ele fez um laboratório para viver o personagem. Frequentou boates e bares gays e conversou com muitas pessoas. E eu só fico sabendo disto agora!!! Ofereceria de bom grado e sem cobrar nada um curso intensivo e extensivo, incluindo aulas práticas, para ajudar o menino a montar o personagem. Ainda se ele precisasse de hospedagem, casa, comida, roupa lavada e café na cama, tudo estaria incluído no pacote. Tudo pelo bem da arte, né? Fala sério!!!
Há ainda rumores de que ele pretende que confundam realmente o personagem com o próprio Bruno, deixando as dúvidas pairando no ar a respeito da sexualidade do ator. Neste caso, se ele precisar de alguém para ajudar a deixar as dúvidas no ar, também pode contar comigo, claro. O que eu não faço pela cultura nacional? Se algum dos meus leitores conhece o Bruno, é só indicar o endereço do meu blog e dizer para que ele entre em contato comigo.
Bom, brincadeiras à parte, espero que seja mais um papel para o combate à homofobia. É esperar para ver. Júnior promete marcar época.
Beijos e até o próximo.

Escrito por Super Body às 17h12 [   ] [ envie esta mensagem ]





Atitude 100% CJ

Fala, galera!!!
Eu não queria falar sobre a Lucrécia aqui, mas pela falta de assunto, vai ela mesma.
Desde que eu assumi oficialmente o horário das 20h de Body Pump na mesma unidade da academia que ela dá aula, ela sempre encontra alguma coisinha para me alfinetar. Isto porque o meu horário está atraindo cada vez mais alunos e ela fica com ciúmes. Então, de acordo com ela, o som está sempre alto demais. Outras vezes, baixo demais. Eu deveria usar microfone porque falo muito baixo. Outras vezes, eu não preciso falar tão alto. As cores da minha roupa não estão combinando. O mix que eu escolhi para dar flashback está fraco demais. Ou forte demais. E assim vai...
Já estou tão acostumado que nem dou mais atenção. Finjo que escuto o que ela está dizendo e vou dar a minha aula sem grilos.
Na última quarta-feira, ela veio conversar comigo antes da aula. O assunto era o novo mix do Body Pump que seria (e foi) lançado no sábado passado. Ela começou dizendo:
- CJ, o novo mix do Body Pump está horrível!!! Em todos estes anos, eu nunca vi uma aula de Body Pump com todas as músicas ruins como acontece neste mix. Está péssimo!!!
Concordei com ela, dizendo:
- Sou da mesma opinião que você. Também não gostei das músicas.
- E você não vai fazer nada? - perguntou ela.
- Fazer o quê? Somos professores, é o material que temos.
- É por isto que eles lançam estes mixes tão ruins. Você recebe o material, não gosta e fica calado. Você deveria tomar uma atitude!!! Não deveria aceitar!!! Como é que você permite que sejam escolhidas músicas tão ruins?
Pensei (só pensei, não falei): Ué, para começar, só eu é que sou professor aqui? Ela está tão acima do bem e do mal que estas atitudes devem ser tomadas apenas por aqueles que ela considera como subordinados a ela? Outra coisa, será que ela pensa que eu sou assistente do Mike (McSweeney) e escolho as músicas para ele? Esta mulher está louca!!!
Ela continuou:
- Você não fala nada? Não vai tomar uma atitude?
- Sim - respondi. - Vou tomar uma atitude. Atitude de professor de Body Pump. Não se preocupe.
- O que você vai fazer?
- Aguarde e verá. No lançamento, eu te mostro. Confie em mim.
Ela dividiu as músicas. Ficou com as cinco primeiras e eu fiquei com as cinco últimas.
No sábado, dia do lançamento, antes da aula começar, ela ainda chegou para mim e disse:
- Para dar uma boa aula com este mix vamos ter que tirar leite de pedra!!! É impossível animar os alunos com estas músicas!!!
- A gente consegue - respondi.
A aula começou. Ela não conseguiu sentir as músicas, portanto a energia dela não subia e, consequentemente, não animava a turma. Ela é uma ótima professora, excelente nos quesitos Instrução e Execução Física, mas era tudo o que ela estava conseguindo. Assim foi durante as cinco músicas que ela deu.
Quando ela terminou tríceps, passou a bola para mim. Antes mesmo de eu colocar o microfone, já gritei:
- Cadê os cowboys e as cowgirls da academia? Se preparem, porque esta música é para vocês!!!
Só com isto, eu já tirei a galera do silêncio.
Dei a aula com gás total!!! Ligado em 220V!!! Brincava, agitava, pedia gritos, a galera respondia!!! Nem olhava para a Lucrécia, mas sentia que ela me fuzilava com o olhar. Ao chegar na música de abdominais, lembrei o Big Brother, todo mundo elétrico!!! Fizemos a música na maior energia, alongamos e a aula acabou.
Enquanto guardávamos o material, escutei alguns alunos dizendo:
- Este Pump está ótimo!!! As primeiras músicas são meio chatas, mas as músicas do final são muito boas!!!
Vibrei ao escutar estas palavras.
A Lucrécia se aproximou e disse:
- Sabe que este mix não está tão ruim? Escutando as músicas, a gente não gosta delas, mas fazendo a aula, elas tomam outra vida.
- Sim - respondi. - Em grande parte, devido à atitude de professor de Body Pump. Não foi o que você pediu? Atitude!!!
Fui para casa com a sensação de dever cumprido. Dei o meu melhor e me senti gratificado com os resultados. Hoje, vou lançar o mix 53 para a minha turma. Espero conseguir uma aula ótima mais uma vez. Depois eu conto como foi.
Um grande beijo a todos.

Escrito por Super Body às 16h34 [   ] [ envie esta mensagem ]



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Sou: Homem, homossexual
Tenho: 35 anos
Nasci em: 03/março/1973
Meu signo é: Peixes
Com ascendente em: Gêmeos
Cidade: Uberlândia - MG
Falo: Português
Arranho: Inglês
Trabalho com: Informática e fitness
Dou aulas de: Body Pump (certificado) e Body Attack (certificado)
Além disso, posso dar aulas de: Body Step (certificado), Body Combat (certificado) e Power Jump (certificado)
Último livro/e-book que eu li: O Chá-de-bebê de Becky Bloom - Sophie Kinsella
Classifico como: *****
Livro que estou lendo: Pesadelos e Paisagens Noturnas (Volume 1) - Stephen King
Total já lido: 38%
Livro de cabeceira atual: Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social - Fernando Braga da Costa
Último filme que eu vi: Drácula: Morto Mas Feliz
Classifico como: **
E-mail: luigusousa@yahoo.com.br
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MSN: mixboybr231@hotmail.com
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