Um Pouco do Fim de Semana
Fala, galera!!! Acreditem ou não, ontem eu escrevi um post inteirinho para
publicar, daqueles bem grandes... e perdi tudo!!! Depois nem tive tempo de
reescrever... então só hoje estou escrevendo novamente. É sobre o final de
semana prolongado. Vamos a ele, então. Este final de semana foi TUDO DE
BOM!!! Se eu tiver que resumi-lo, esta é uma excelente expressão. Querem
detalhes? Na quarta, não saí à noite. Apesar de ser véspera de feriado,
preferi ficar em casa e descansar um pouco mais, pois sabia que o trabalho na
sexta não seria fácil (sim, eu trabalhei na sexta). Então, todo o descanso como
uma preparação seria bem-vindo. Acordei bem tarde no feriado e passei o dia
todo em casa. Terminei de ler O Cemitério e, no final da tarde,
fui para o shopping. Lá encontrei o Luiz Flávio, a Silvinha, a Cíntia e a
Fernanda. Nós ficamos na praça de alimentação um bom tempo, depois fomos ao
cinema. O filme foi A Família da Noiva. Não gostei muito. A
história é fraca, não havia muita química entre os protagonistas... enfim, um
filme que poderia ter passado sem que eu visse. Mas valeu pela companhia, claro.
E eu não entendo como ele ficou tanto tempo em cartaz... Na sexta, eu
trabalhei. Foi um dia estressante como eu esperava. Tão estressante que eu
prefiro saltar este dia. Então, finalmente chegou o sábado!!! O dia em que eu
iria gravar a minha fita do Body Step!!! Acordei bem cedo, fui para a
academia e organizei tudo: câmera, som, microfone, steps e fiquei esperando os
alunos. Aqui cabem alguns agradecimentos:
- Em primeiro lugar, à Andreia, que além de me emprestar a câmera de vídeo
(sem a qual não haveria gravação), ainda participou da aula e deu todo o gás que
tinha, do início ao fim, mesmo não tendo limpado o apartamento depois (como ela
tinha planejado).
- Ao meu pai que tomou conta da câmera de vídeo e, apesar de não ter feito a
aula, acabou se divertindo mais do que ele próprio esperava.
- À Cíntia, que compareceu para assistir e eu acabei colocando-a como minha
DJ, mas que ainda assim me disse que se divertiu também.
- A todos os outros alunos que, apesar de não lerem este blog (acho eu),
participaram e eu envio a eles todas as minhas vibrações de
agradecimento.
Obrigado a todos vocês, cada um foi fundamental no
sucesso da gravação da fita. Agora é aguardar o resultado. Para não correr
riscos, publico esta parte agora e deixo a continuação para amanhã. Beijos a
todos.
Escrito por Super Body às 13h41
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Ódio A Queima-Roupa
Fala, galera!!! Sei que não sou apenas eu, mas a minha sensibilidade a
sentimentos ruins é tão grande que quando recebo uma "golfada" de ódio, isto me
atinge de uma maneira que desequilibra tudo no meu corpo e, inclusive, a dor é
física. Bom, certo, todo mundo tem lá as suas proteções contra isto e eu não
sou diferente de ninguém. Quando você sabe que alguém não gosta de você, simples
e inconscientemente você ergue uma barreira protetora e, por mais potente que
seja a "bomba" de ódio da outra pessoa, você é atingido, no máximo, de raspão.
Você consegue se defender adequadamente nesta situação e, apesar de ser esta a
mais comum, não é exatamente deste tipo que eu quero falar no post de hoje. A
situação que eu vou descrever me aconteceu ontem. Encontrei uma pessoa por acaso
e fiquei acidentalmente frente a frente com ele. Há tempos eu não o via e não me
orgulho de dizer que a última vez que conversamos foi aos gritos. O motivo para
ter sido assim? Não sei. Já tentei buscar esta resposta nos cantinhos mais
escondidinhos do meu cérebro e da minha alma, mas nunca consegui desvendar este
mistério. Eu nunca perdi o carinho que sentia por ele, mas devo ter feito algo
muito grave que, mesmo passados dois anos, ele me odeia. Com todas as
forças. Então, neste encontro por acaso, ao vê-lo, baixei minhas defesas.
Completamente. Pensei que já tinha sido perdoado e que receberia pelo menos um
"oi". Ou mesmo que não recebesse palavra alguma, não esperava a carga de ódio
que veio naquele olhar. Um ódio que me pegou desprevenido. E me atingiu em
cheio. Doeu. Muito!!! Tanto que lágrimas involuntárias, rebeldes e que eu nem
tive tempo de tentar segurar, me escorreram no mesmo instante, queimando a minha
face. Lágrimas que ele ignorou solenemente, passando direto por mim sem
parar. A dor foi tamanha que nem consegui escrever sobre isto
ontem. Por que os sentimentos precisam ser tão opostos? Não precisamos ser
amigos, concordo, mas precisamos nos odiar? Lamento, mas não consigo. Na
verdade, nem quero. Não o amo mais, podem acreditar, mas nunca o odiei. Mesmo
tendo sido machucado ontem. Mesmo não tendo sido esta a primeira vez que ele me
atinge por eu ter baixado as defesas. Não importa. Já falei sobre ele neste
blog, caso queira ler, clique
aqui. Situações assim me levam a pensar o inverso. Será que eu destino
cargas de ódio a alguém que me tem carinho? Será que eu atinjo pessoas com
guarda baixa apenas porque elas pensam que eu não sou capaz de enviar
sentimentos ruins? Se faço isto, peço desculpas. Pode até acontecer, mas nunca é
voluntário. Peço desculpas mesmo que as pessoas atingidas não cheguem a ler este
texto nunca, mas desejo que elas recebam as minhas boas vibrações. E agora,
chega de falar de coisas tristes. Afinal, é quarta-feira, mas está com cara de
sexta!!! Então, a palavra do dia é diversão!!! Um ótimo feriado a todos e muitos
beijos.
Escrito por Super Body às 09h32
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Fim de Semana
Fala, galera!!! De volta com notícias sobre o final de semana. Não esperem
grandes acontecimentos, porque eles não existiram. Mas não foi um fim de semana
de todo ruim. Pelo contrário, foi até legal. Vamos aos fatos. Na sexta à
noite, dei a aula de Pump. Fui para casa, tomei banho, comi alguma coisa e tinha
duas opções para sair: Lou Lou ou Heaven. Acabei optando pela Heaven, fazia
tempo que eu não ia até lá. Fiquei lendo para passar o tempo e foi me dando sono
antes de chegar o horário ideal para sair. Decidi que sair com sono não era uma
boa... e acabei dormindo. Melhor chegar ao sábado mais disposto e curtir
muito. No sábado, acordei e executei alguns serviços em casa que vinha
adiando... Morar sozinho também traz algumas responsabilidades e, mesmo que você
as adie, um dia você acaba realizando estas tarefas. Mais tarde fui à
sauna. Não sei o que acontece, mas eu devo ter um imã de velhos!!! E esses
decadentes e acabados se acham no direito de se aproximar e passar a mão onde
bem entendem!!! Aproximam-se tocando, esfregando, passando a mão e o corte que
eu dou vem rápido e rasteiro. E eles se acham no direito de ficar com raiva!!!
Pode? Tá, tudo bem, é sauna, ambiente de pegação e tudo mais. Mas não é mais
fácil (e mais educado) cumprimentar primeiro, se apresentar, trocar algumas
palavras antes de avançar o sinal? Eu não entendo o que esse povo pensa, juro
que não!!! Mas de tantos cortes que eu dei, deixei passar o único que valeu a
pena. Não que ele tenha se aproximado de mim, mas a estas alturas eu já tinha
perdido toda a paciência com a raça humana e não conseguiria levar um papo de
acordo. Também havia o risco de eu provar do meu próprio remédio (os cortes),
então preferi não arriscar. À noite, depois de tomar banho e jantar, me
preparei para ir à Heaven. Desta vez não dormi!!! Houve um show do Leo Aquila,
valeu a pena ter deixado para ir no sábado. Que performance!!! Que presença!!! O
Leo é ótimo, se tiverem a chance, assistam!!! Mesmo você não sendo gay, tenho
certeza de que pode curtir a apresentação. Cheguei em casa quase de manhã e
ontem me levantei às 13h30. Fiquei vendo TV, lendo... À noite fui ao shopping.
Encontrei o novo livro Ainda Lembro do Jean Wyllys (sim, o do BBB5) e comprei.
Adotei-o como novo livro de cabeceira. Um livro para se ler aos poucos,
degustando cada palavra. Pelo pouco que já degustei, achei ótimo. No mais, a
sorte é que o próximo fim de semana vai começar na quarta-feira!!! Espero que
seja melhor desta vez. Um beijo a todos e aguardem notícias.
Escrito por Super Body às 10h41
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Até Que Enfim é Sexta-Feira!!!
Fala, galera!!! Bom... É... Digo... Então tá, é isto. Sinceramente,
minha vida anda um marasmo só... Isto precisa mudar urgentemente. Não tenho
novidades. Também, o maior risco ao qual eu estou me expondo ultimamente é de
torcer o pé no ensaio do Body Step. Assim não dá. Bom, mas hoje é
sexta-feira, então... me aguardem!!! Vou cair na night pra valer!!! Sem
restrições!!! E espero que seja tão bom que eu só chegue em casa depois que
tiver amanhecido. Não vou perder o meu tempo (e nem o seu) enchendo linguiça.
Desejo um ótimo final de semana para todo mundo. Beijos e até a volta.
Escrito por Super Body às 11h23
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Definitivamente, Brasília Não É Para Mim!!!
"O dinheiro, mercadoria universal por excelência,
produz uma nova metafísica da vida humana: alguns salários são
irrecusáveis. Portanto certas ofertas, partindo de multinacionais
capazes de concentrar capital suficiente para efetuá-las, selam o destino da
vítima, assim como os desígnios de Deus determinaram o sacrifício do filho de
Abraão."
Maria Rita Kehl. O Fetichismo.
In: Emir Sader (Org.). Sete Pecados do Capital. Rio
de Janeiro/ São Paulo: Record, 1999.
Fala, galera!!! Este texto apareceu na prova do concurso que eu fiz no
final de semana, em Brasília. Me fez sentir muito mal enquanto o lia, por isto
estou transcrevendo o mesmo aqui para introduzir o tema sobre o qual vou
discorrer. (Se o texto de hoje parecer técnico demais, relevem. A prova de
domingo era escrever três textos formais e acho que ainda estou condicionado a
escrever assim. Mas passa...) Saí de Uberlândia no sábado às 6h da manhã em
direção à capital federal. Esperava me deparar pela frente com trechos bem ruins
de estrada mas, apesar da pista simples, os piores trechos não estavam
exatamente ruins. Tanto que fiz a viagem em cinco horas (com uma parada) e tenho
que me lembrar de olhar se meu carro tem multas agora. Chegando a Brasília, o
movimento de carros aumenta assustadoramente. E eu, particularmente, achei o
trânsito muito confuso e os motoristas muito mal-educados. Uberlândia está longe
de ser o exemplo do bom comportamento no trânsito, bem longe, mas confesso que
senti saudades do trânsito daqui (saudades que matei em poucos segundos depois
de chegar aqui novamente). Fui direto para a casa de uma tia-avó que me
esperava com o almoço pronto. Minha prova seria às 14h, então deu tempo de
almoçar tranquilamente. O marido dela me levou ao local da prova que estava
movimentadíssimo. Mais trânsito ruim a caminho de lá. Entrei, fiz a prova
morrendo de sono (em alguns instantes tinha que parar e me debruçar sobre a
carteira para fechar os olhos por alguns minutos) e acho que saí muito mal
(ainda não tive a chance de conferir o gabarito). Ao ler o texto acima, me
perguntei o que eu estava fazendo lá. Será que um bom salário compensa uma
mudança tão drástica assim? Comecei a ter dúvidas... Na volta, o trânsito
estava pior. Perguntei ao marido da minha tia-avó se era sempre assim. Afinal,
me disseram que Brasília era parada no final de semana... Ele me respondeu, para
minha surpresa, que Brasília estava parada. Que de segunda a sexta deveria
haver, no mínimo, cinco vezes mais carros. Hein? Como assim? Então quer dizer
que ficava pior? Comecei a me desiludir um pouco e nem achei tão ruim ter saído
mal nas provas. Tomei um banho, jantei e caí na cama por volta de 20h30.
Dormi até as 9h da manhã seguinte. O marido da minha tia-avó me levou para dar
uma volta na cidade. A título de curiosidade, perguntei como eram os preços de
imóveis na cidade. Ele me respondeu que o preço do metro-quadrado construído era
de R$ 3.000,00!!! Acrescentou que há apartamentos em setores econômicos com 50
metros-quadrados que saem por volta de R$ 150.000,00!!! Mais uma vez,
pirei!!! Eu moro sozinho em um apartamento de 110 metros-quadrados e, às vezes,
ainda acho que o espaço é pouco... Comecei a ver que me mudar para Brasília
poderia não ser uma idéia tão boa assim. Nem vou falar do trânsito neste
passeio de domingo para não virar assunto recorrente. À tarde, fui novamente
fazer provas. Eram provas discursivas, me saí um pouco melhor do que no sábado,
mas ainda assim acho que não fui bem. Tinha planejado voltar na segunda de
manhã, mas, a este ponto, eu já estava tão estressado que, ao sair da prova, só
peguei a bagagem e vim embora no domingo à noite mesmo. Valeu a experiência,
mas acabo de desistir de qualquer concurso cujo trabalho seja na capital
federal. Eu gastaria o salário todo para me curar do stress, não valeria a
pena. Para as pessoas que moram em Brasília, eu tiro o chapéu. Vocês são
guerreiros!!! Admiro vocês, mas definitivamente, Brasília não é para mim!!!
P.S.: Na hora do almoço, conferi o gabarito das provas do
primeiro dia e não fui aprovado. Só para constar.
Escrito por Super Body às 14h23
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"O Júnior Sabe!!!"
Fala, galera!!! Depois de publicar uma história em vinte partes, volto agora
com outra. Desta vez, publicada em uma parte apenas. Podem respirar
aliviados. Eu lembrei de uma coisa que aconteceu há alguns anos atrás que
prova que crianças, às vezes, têm um raciocínio lógico tão simples que deixa
qualquer adulto boquiaberto. Até hoje, não contenho o riso ao me lembrar desta
história. Vamos a ela. Eu tenho um primo bem mais novo do que eu (vinte anos
mais novo, na verdade): o Júnior. Isto aconteceu quando ele mal tinha aprendido
a falar, acho que ele tinha uns dois anos mais ou menos. Eu estava na minha
cidade natal. O meu priminho estava na casa dos meus pais, o que acontecia
frequentemente, pois meus pais são padrinhos dele. Tínhamos acabado de jantar e
resolvemos ir à praça. A noite estava quente, assim poderíamos respirar um ar
fresco. Meus pais e eu estávamos sentados em um banco observando o Júnior
brincar. Do nada, ele aponta para uma mulher que vem passando lá do outro lado e
diz: - Olha lá a Teresa!!! A Teresa a que ele se referia morava ao lado da
casa dele, mas a mulher que vinha passando, apesar de ser bem parecida com a
Teresa, não era a Teresa. Então, um de nós respondeu: - Não, Júnior, ela não
é a Teresa. Ele se virou para o meu pai e perguntou: - Padrinho, como
chama? (ele usava a expressão "como chama" para perguntar o nome de alguma coisa
ou de alguém) Meu pai respondeu: - O padrinho não sabe, Júnior. Ele se
virou então para a minha mãe: - Madrinha, como chama? - A madrinha também
não sabe, Júnior - respondeu minha mãe. Ele se virou para mim: - Como
chama? - Eu também não sei, Júnior - respondi. Ele olhou para nós todos
com um ar bem sério e declarou: - O Júnior sabe!!! (ele referia a si mesmo em
terceira pessoa) Então perguntamos: - Então, como chama, Júnior? E ele
respondeu: - Teresa!!! É claro que ele não disse as palavras a seguir (ele
era até novo demais para isto), mas soou para nós como se ele dissesse: "Ora, se
ninguém sabe o nome da mulher que vem passando, então ela pode muito bem se
chamar Teresa. Porém, vocês não sabem, mas eu sei que ela se chama Teresa. E ela
não é a Teresa que mora ao lado da minha casa como vocês possam ter concluído
erroneamente, mas não existe apenas uma Teresa no mundo, não é mesmo?" O que
nos pegou de surpresa foi justamente a expressão que ele usou para dizer "O
Júnior sabe!!!" e concluir com a resposta definitiva. Nós rimos até não poder
mais e deu até vontade de atravessar a praça para perguntar o nome da mulher...
mas não o fizemos. Demos o ponto da vitória a ele. Ele mereceu!!! Um abraço a
todos e até o próximo post.
Escrito por Super Body às 17h28
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XX (Final)
O conjunto tempo + acontecimentos foi moldando meu caráter e me transformou na
pessoa que sou hoje. Todos os acontecimentos foram estímulos para que eu
saísse da zona de conforto (no caso, o interior quentinho e seguro do armário).
Houve acontecimentos dolorosos, engraçados, espantosos... misturas de estilos...
acontecimentos para todos os gostos e ocasiões. Alguns eu relatei aqui. Outros
não, por esquecimento, por irrelevância ou por quaisquer outros motivos. O
tempo também foi meu aliado nesta jornada e ainda é, pois tenho muito a crescer
como pessoa. Mas já me sinto mais maduro e bem resolvido sexualmente. Concluo
então, respondendo a pergunta feita na primeira parte desta longa história: "É
tão fácil assim para você ser gay e se assumir?" Resposta: "Sim, hoje é
fácil, mas já passei por muitas dificuldades. Porém, agora, eu conto com a
experiência que eu acumulei, mas, principalmente, com os diversos amigos que
fizeram parte desta jornada. Sem o apoio de muitas pessoas durante todos estes
anos, esta história poderia terminar diferente". Então, fica a minha dica:
"Seja uma pessoa sincera e confiável e você vai se cercar de pessoas iguais.
Conte com o apoio delas e siga em frente, mesmo que isto signifique apanhar um
pouco da vida. Dê a cara para bater, se for o caso, mas não apanhe a toa. Se
necessário, revide. Ou simplesmente ligue o botãozinho de 'foda-se' e ignore
tudo e todos que forem menores do que você. Por último, mas principalmente, seja
você mesmo e seja feliz!!!" Abraços a todos, espero que tenham gostado de
tudo o que compartilhei com vocês.
Escrito por Super Body às 08h12
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XIX
Depois disso, em alguns pontos eu fui amadurecendo calmamente, de forma
natural... Em outros, as coisas aconteceram de maneira brusca. Por exemplo,
eu levava um bom tempo (horas, às vezes dias) para conseguir comprar os meus
primeiros exemplares da G Magazine. Procurava uma banca bem distante de onde eu
morava, analisava as pessoas que trabalhavam lá, entrava, olhava a localização
das mesmas, preparava o plano de ação, esperava um momento onde não tinha
ninguém (a não ser o funcionário da banca) e agia rapidamente pegando da
prateleira, levando ao balcão e pagando com dinheiro trocado (para não perder
segundos preciosos esperando o troco). Enfiava a revista na mochila e saía de lá
voando. Comparando com o último que eu comprei, é até engraçado, acho que foi
o exemplar de março. Cheguei à banca, havia outras pessoas por lá, pedi a
revista ao vendedor, paguei, esperei troco e saí com a revista na mão, como se
fosse uma revistinha da Mônica ou do Tio Patinhas. Assim. Na boa. E ninguém tem
nada com isto. Bom, tá certo, os tempos mudaram. Mas eu também mudei. As
coisas que aconteceram bruscamente também contribuíram para as minhas mudanças.
Por exemplo, quando me abri com a Andreia, foi por ter encontrado um colega de
trabalho na boate gay. Eu tinha certeza de que ele iria contar para ela assim
que tivesse a chance. Então, tive que me antecipar a ele e falei com ela antes
dele. Ele contou para outras pessoas, claro, mas nenhuma destas pessoas era tão
importante para mim a ponto de eu ter que dizer primeiro. Algumas destas pessoas
mudaram comigo, mas eu liguei o botãozinho de "foda-se" e continuei vivendo a
minha vida. (Abrindo um parênteses, algumas destas pessoas até lêem o meu
blog e pensam que eu não sei, só pelo fato de não deixarem comentários...
Bobinhos... Mas são bem-vindos aqui também como qualquer outra pessoa. Se não
fossem, este blog já estaria bloqueado com senha) Acho que o principal fato
para este amadurecimento foi a minha independência financeira. Com ela, eu me
senti livre para ser eu mesmo. (continua...)
Escrito por Super Body às 08h23
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XVIII
No início de 1997, comecei a fazer estágio em uma grande empresa de Uberlândia.
Em paralelo a isto, minhas idas a boates e bares gays aumentaram. Arranjei
alguns namorados, tive alguns rolinhos, mas ainda fazia tudo de maneira muito
discreta, não me sentia totalmente à vontade entrando e saindo desses
lugares. Um dos motivos para tanta discrição era que a empresa onde eu
estagiava era extremamente conservadora (na verdade, ainda é). E eu comecei a
gostar de um carinha que trabalhava lá. Não era correspondido e este
relacionamento não durou muito. Talvez até tanta bandeira que eu dava em relação
a este menino tenha feito com que, no término do meu estágio, eu não fosse
efetivado como colaborador da empresa. Fiquei chateado na época, mas foi uma das
melhores coisas que já aconteceram na minha carreira. Ele e eu tivemos um
"acontecimento" físico (que eu me recuso a chamar mesmo de "experiência" de tão
ruim que foi). Depois disto, desencanei. O que foi válido nesta experiência
foi enfrentar uma paixonite em um ambiente retrógrado e machista. Me fez, se não
sair do armário, pelo menos abrir a porta do mesmo. E não me importar muito com
as opiniões alheias. (continua...)
Escrito por Super Body às 08h43
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XVII
Um dia, liguei para ele e marcamos um encontro. De início, ele relutou, mas
depois concordou. Achei estranho, porque ele sempre concordava sem pensar muito.
Mas tudo bem. Esperei no local marcado, ele me pegou de carro e saímos. Eu
puxava conversa e ele mal respondia. Quando respondia, usava um tom de voz muito
baixo e eu comecei a estranhar o que estava acontecendo. Perguntei se estava
tudo bem, ele me disse que sim. Desta vez, ele parou em frente a um prédio e
disse que iríamos ao apartamento dele. Concordei. Ele me disse para subir e ele
iria atrás, logo em seguida. Quando me virei, ele estava pegando alguma coisa no
banco de trás do carro. Aliás, alguma coisa não... alguém!!! O filho
dele!!! Então eu entendi o motivo de ele estar falando baixo, da relutância
em me encontrar e de todos os cuidados que estava tendo aquele dia. O filho
estava dormindo no banco de trás. O menino deveria ter dois ou três anos no
máximo. Esperei ele colocar o menino no quarto e perguntei por que ele tinha
levado a criança. Ele disse que não tinha encontrado ninguém com quem deixá-lo,
então precisou levá-lo. Aproveitando a deixa, confessou o que eu já tinha
concluído: ele era casado. E queria transar na cama onde dormia com a esposa.
Disse que ela vivia viajando, que ele ficava muito sozinho e carente... Eu
disse que iria embora, não iria ficar e que ele não me ligasse mais, não queria
me envolver em problemas. Ele quis me levar, mas eu falei que não precisava, não
estava tão longe da minha casa e ainda não era tarde, eu poderia caminhar. Fui
embora. Pouco tempo depois disso, o encontrei na rua. Ele ainda insistiu que
voltássemos a nos encontrar, mas eu recusei. Disse que não queria me envolver
com um homem casado. O "relacionamento" acabou ali. (continua...)
Escrito por Super Body às 08h47
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A Última Listagem
Fala, galera!!!
Segue a última listagem que faltava. Todas as listagens do próximo workshop
(maio / junho - 2005) já estão no blog, basta procurarem.
RPM - MIX 27
01 - Girls Get The Bass In The Back (Hey Baby Remix) - No Doubt feat. Bounty
Killer 02 - Love Foolosophy - Jamiroquai 03 - Let The Rhythm Rule - New
Sensation 04 - Knock On Wood - Safri Duo 05 - Shock To The System - Billy
Idol 06 - Sunlight (DJ Shog Remix) - DJ Sammy 07 - Yeah! -
Drunkenmunky 08 - Three Little Birds - Ziggely Marley 09 - Without You -
Brooke Fraser
Abraços a todos.
Escrito por Super Body às 10h00
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XVI
Até o final deste ano em questão (1996), me abri com mais uma amiga e outro
amigo. Na verdade, "me abrir" não é a expressão correta, visto que o primeiro
amigo com quem eu tinha conversado sabia que eu ia contar para estes dois e se
adiantou a mim, com a intenção de prepará-los para a minha revelação. Portanto,
quando eu contei, eles já sabiam e estavam preparados. Não houve nenhuma reação
negativa. Antes do final deste mesmo ano, um dia eu estava voltando de um bar
no Centro de Uberlândia para casa. Eu morava no Centro e a minha casa ficava a
três quarteirões dos principais points da cidade. Neste dia, eu tinha
bebido demais e estava voltando para casa cambaleando. A meio caminho, um carro
pára ao meu lado, um carinha até bonitinho no volante. Perguntou se eu estava a
fim de curtir um pouco com ele. Eu fiquei com medo e recusei. Ele saiu e eu me
arrependi. Cheguei em casa, pensei um pouco e voltei para a rua. Fiquei
andando pelos arredores até ele passar de novo com o carro. Desta vez, quando
ele parou, eu entrei. (Sugestão: Crianças, não tentem isto em casa!!! Eu não
faria isto hoje, é muito perigoso. Porém, na época, eu não tinha maturidade para
distinguir certas coisas.) Paramos em um local isolado e transamos no carro
mesmo. Desta vez, foi legal. Apesar do teor alcoólico e de estarmos em um carro
na rua (ou talvez justamente por isto), foi bem melhor do que a primeira vez.
Tanto que trocamos telefones e nos encontrávamos eventualmente para mais uma
sessão. Eu tinha 23 anos na época, ele tinha 37. Não tínhamos nenhum
compromisso sério. Se desse vontade, bastava que um ligasse. Se o outro pudesse,
a gente se encontrava. E assim, minha vida sexual começou. (continua...)
Escrito por Super Body às 08h42
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Mais Listagens
Fala, galera!!!
Mais três listagens. Na verdade, as melhores para mim, pois são os meus três
programas. Com estas, fica faltando apenas o RPM.
Body Attack - MIX 49
01 - Can't Stop To Follow (Lichtenfels Radio Mix) - T90 02 - Mr. Vain - DJ
Hush 03 - Queen Of Your Heart - Milk And Coffea 04 - Ola - DJ Denzi 05
- Car Wash (Shark Tale Mix) - Christina Aguilera feat. Missy Elliott 06 -
Summer Rain - Rhythm Twins 07 - Chocolate - Soul Control 08 - Sing
Hallelujah! - Danger Crew 09 - Party Affair - Party Playaz 10 - Keep
Movin' On (Mike Discala Remix) - Supacupa 11 - Learn To Fly - Shannon
Noll
Body Pump - MIX 54
01 - Rise (Leave Me Alone) - Safri Duo 02 - Run To You - Novaspace 03 -
Summer Rain - Slinkee Minx 04 - Here I Am (Send Me An Angel) - Jan Wayne
feat. Charlene 05 - What You Waiting For - Gwen Stefani 06 - Car Wash -
Christina Aguilera feat. Missy Elliott 07 - Lola's Theme -
Shapeshifters 08 - Word Up! - Korn 09 - The Joker - Fatboy Slim 10 - A
Thousand Years - Sting
Body Step - MIX 60
01 - Let's Get It Started - KopyKatz 02 - Ride It - Geri Halliwell 03 -
Groove Your Body - Maximum 04 - Proud Mary - Liquid 360 Club Mix 05 -
Yeah! - OneZeroOne 06 - Leader Of The Gang - Maurice's Nu Soul Mix 07 -
Lose My Breath - Destiny's Child 08 - I Just Wanna Be Happy - Gloria
Estefan 09 - Boogie Woogle Bugle Boy - DJ Denzie 10 - Hot In Here -
Reliable 11 - Is it Cos I'm Cool? - Guadino & Jerma Ex. Mix 12 - These
Words - Natasha Bedingfield
Abraços a todos.
Escrito por Super Body às 17h03
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XV
Achei inválida a minha primeira ida à danceteria, então me programei para voltar
lá. Desta vez, fiz as coisas um pouco mais certas. Me vesti com uma roupa mais
adequada. Levei um pouco mais de dinheiro para poder voltar de táxi mais tarde,
ou seja, ficar até a hora que eu quisesse. E me preparei para fugir de ataques
indesejados. Pouco depois de chegar lá, fui abordado por um cara, desta vez
com a idade mais próxima à minha. Ele era simpático e tinha um bom papo, soube
se aproximar e soube o momento certo de atacar, então aconteceu o meu primeiro
beijo em um homem. Depois disso, não demoramos a sair de lá e fomos a um
motel. Tive também, nesta noite, a minha primeira experiência sexual. Não foi
algo fantástico. Nem seria inesquecível se não tivesse sido a primeira vez,
tanto o beijo como a transa. Sabendo o que sei hoje, talvez eu nem tivesse
ficado com este cara. Não me arrependo, mas não faria novamente. Saindo do
motel, passamos em um lugar para comer um lanche. Depois, adeus. Não trocamos
telefones, nem nada. Sem compromisso. Ótimo, nem eu queria. Agora eu era,
oficialmente, homossexual. (continua...)
Escrito por Super Body às 09h30
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Ser Ou Não Ser... Gay? Eis a Questão - Parte XIV
Era a primeira vez que eu iria a um ambiente assim. Não tinha a menor noção de
como era. Assim, o meu primeiro erro foi justamente no vestuário. Me vesti
com calça, camisa e sapato social para ir à danceteria. Para quem conhece estes
ambientes, sabe que qualquer tipo de vestuário é válido, porém o que eu tinha
escolhido é o menos comum de todos. O segundo erro foi a respeito de horários.
Eu não tinha carro na época, portanto me programei para chegar às 22h e sair de
lá, no máximo, à meia-noite, quando ainda conseguiria pegar um ônibus para ir
para casa. Na época, a danceteria ainda abria às 23h (hoje, só depois da
meia-noite), então tive que ficar andando por uma hora nas vizinhanças até as
portas se abrirem. Quando notei que a danceteria estava aberta, fui para lá.
Ao chegar, disse que queria entrar. Os porteiros me olharam de cima a baixo e
disseram que eu não poderia entrar, pois lá era uma boate gay. Eu disse que
sabia e queria entrar assim mesmo. Eles disseram que só gays poderiam entrar na
boate. Eu disse que era gay, eles ficaram na dúvida, conversaram entre si e
liberaram a minha entrada, dizendo que estariam de olho em mim e que se eu
criasse algum tipo de confusão, me colocariam para fora. Entrei, estava vazia
ainda (claro!!!). Peguei uma bebida no bar, achei um cantinho, me sentei e
fiquei quieto, observando apenas. Um senhor que estava por lá (senhor mesmo, por
volta de cinquenta anos) me viu, chegou à minha mesa e perguntou se poderia se
sentar comigo. Eu respondi que sim (na época, ainda não sabia cortar ninguém) e
fiquei muito pouco à vontade com o que ele me dizia. Ele queria porque queria
ficar comigo e eu não queria ficar com ele de jeito nenhum, embora não soubesse
como dizer isto. Terminei meu drink, disse que tinha que ir embora, paguei
minha conta e saí de lá. Pensei comigo que voltaria outro dia. Peguei o ônibus e
voltei para casa. (continua...)
Escrito por Super Body às 10h38
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