O Que Dizer?
Fala, galera!!! Depois de tanto tempo, hoje eu vou publicar alguma coisa.
Qualquer coisa. É isso aí... mesmo sem assunto, mesmo sem ter o que dizer,
vou tentar dizer algo... só não sei o quê. Poderia publicar uma carta de
amor... É, mas já tentei isto... Não saiu... Ou melhor, saiu. Mas saiu apenas um
pedaço e, convenhamos, de mau gosto... passemos para a próxima idéia... Quem
sabe contar alguns problemas? Não, também não... Não gosto de encher o saco dos
meus leitores, cada vez mais escassos, com temas chatos... prefiro postagens com
astral mais elevado. Já sei!!! Publicar a letra de alguma música!!! Ih!!!
Lembrei!!! Já fiz isso no post anterior... e nem é algo que gosto de fazer... Só
fiz porque estava inteiramente sem opções... Que tal dizer que choro a cada
episódio de Grey's Anatomy que eu assisto? E que um, em
especial, me marcou profundamente? Aquele onde havia a escolha entre dois
pacientes que resultaria na morte inevitável de um deles... Este texto poderia
ficar bom... Até tentei escrevê-lo ontem... mas não saí do primeiro parágrafo.
Parece que a criatividade anda mesmo em baixa por aqui... OK, então este
texto vai servir para uma coisa apenas. Dizer "eu te amo". Para quem? Para
várias pessoas... Pessoas que fazem parte da minha vida. Pessoas que de alguma
maneira são especiais. Algumas que nem sabem da existência deste
cantinho. Mas, principalmente, pessoas que não terão a menor dúvida de que
estas palavras são dirigidas a elas. Então, vamos lá? EU TE
AMO!!! Beijos a todos.
Escrito por Super Body às 08h04
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Dueto (Chico Buarque)
Consta nos astros Nos signos Nos búzios Eu li num anúncio Eu vi
no espelho Tá lá no evangelho Garantem os orixás Serás o meu
amor Serás a minha paz
Consta nos autos Nas bulas Nos dogmas Eu fiz uma tese Eu li num
tratado Está computado Nos dados oficiais Serás o meu amor Serás a
minha paz
Mas se a ciência provar o contrário E se o calendário nos
contrariar Mas se o destino insistir Em nos separar Danem-se Os
astros Os autos Os dogmas Os búzios As
bulas Anúncios Tratados Ciganas Projetos Profetas Sinopses
Espelhos Conselhos
Se dane o evangelho E todos os orixás Serás o meu amor Serás, amor, a
minha paz
Consta na pauta No Karma Na carne Passou na novela Está
seguro Picharam no muro Mandei fazer um cartaz Serás o meu
amor Serás a minha paz
Consta nos mapas Nos lábios Nos lápis
Consta nos OVNI's No Pravda Na vodca...
Escrito por Super Body às 17h11
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A Verdade
E agora, o que faço? Enquanto eu acreditava nas mentiras que eu próprio me
infligia, eu pensava que era feliz... E agora que a verdade
apareceu? Apareceu nua, crua e cruel!!! Invadiu e não pediu licença...
simplesmente se mostrou!!! Porque ela existe, porque ela é real e ela nem liga
se causa conflitos. Ela é a verdade e se encontra acima do bem e do mal!!! O
que faço? Não posso fugir, não consigo me esconder. Por mais que eu tente
fechar os olhos, ela está visível!!! Ela está lá, escancarada, chamativa como
uma luz de neon na escuridão completa!!! Suma, verdade, suma!!! Me deixe
viver novamente na ilusão. Me deixe acreditar que esse amor não existe
mais. Me deixe ser feliz de outra maneira, com as minhas mentiras. Por
favor!!! Suma!!! E não volte!!!
Escrito por Super Body às 11h35
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Carta de Alforria
Fala, galera!!! Antes da abolição da escravatura, os negros cativos tinham
uma chance de serem livres: a carta de alforria. Esta era um documento
registrado em cartório que garantia tanto a liberdade como alguns direitos de
cidadão para o seu dono. Inclusive o direito de usar sapatos!!! (Sim, não me
perguntem... Minha pesquisa não se aprofundou a tal ponto para saber por que aos
escravos não era permitido usar sapatos... Mas não era mesmo!!!) Com a carta
de alforria, os castigos físicos e as torturas, impostos pelos feitores,
acabavam. O ex-escravo passava a receber pelo seu trabalho. Por outro lado,
acabava também a responsabilidade do senhor em alimentar e hospedar o ex-cativo
e, geralmente, o salário que eles recebiam era tão baixo que o seu próprio
sustento (e de uma eventual família) se tornava impossível. Portanto, mesmo com
sua "liberdade" garantida, esta realmente se escrevia entre aspas. Tudo tem
seu preço. Conclusão: Eu preciso parar de assistir novelas
ambientadas no século XIX!!!
Escrito por Super Body às 08h18
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Como Se Livrar de um Palhaço em Uma Lição
Passei pelo corredor estreito em direção à escada. Um dos dois que estavam lá, praticamente cercando a passagem, gritou: - Nossa, que
maravilha!!! Ei!!! Não suba, não!!! Volte para cá!!! Compartilhe esse
corpo!!! Idiota!!! Nem olhei para trás. Subi. Ele veio
atrás e parou ao meu lado. Desci e fui para o bar. Pedi um refrigerante e me
sentei ao balcão. Ele foi onde eu estava e, de pé, ficou esfregando suas
pernas nas minhas. Não tinha como eu parar com isto sem me levantar. Não
vou me levantar por causa dele!!! Ele toca na minha mão que está em cima
do balcão. - Lindo anel!!! - Obrigado. - Não precisa tirar a
mão, não. Não vou roubá-lo!!! OK. Bem que eu quero ir para o céu,
mas... Here we go again!!! - Não pensei que você
fosse roubá-lo. - Acho que você não está lembrado
de mim... A gente conversou uma vez... Um tempão!!! - Desculpe, não me lembro mesmo. Mas sou péssimo
fisionomista. - Eu também. Mas não me esqueci do
seu rosto. Silêncio. As pernas ainda se roçam. Será que ele não
se toca? - Vou sair daqui, acho que existem vários
pretendentes na minha frente. - Não, não
existem. Não vai fugir agora que o jogo começou, vai? Ele
se anima. - Não?!?!? -
Não!!! Só um!!! Levanto o dedo mostrando o anel. Bendita hora
em que resolvi pagar R$ 2,00 por esta coisinha no meu dedo!!! - É... Acho que dancei... Ainda está respirando?
Então não acabei... - Mas, quem disse que não
podemos ser amigos? - É... Amigos... Tudo bem...
Mas, sinceramente, como eu já havia dito, a sua
aliança... HAHAHAHAHAHA!!! Já mudou de anel para
aliança!!! - ... é linda!!! De muito bom
gosto!!! Pronto para o golpe de misericórdia? - Obrigado!!! Foi ele quem escolheu!!! Touché!
Escrito por Super Body às 08h36
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O Fim (aka Um Novo Começo)
Fala, galera!!! Seguindo a linha o-que-eu-não-tenho-publicado, meu namoro terminou no final da semana atrasada. Para ser bem exato, na sexta-feira
dia 24 de março de 2006 às 19h30. Sim, respondendo àqueles mais atentos, meia
hora antes de eu ir dar a última aula de Body Pump da semana. Durou quinze
dias e, se não foi um recorde de longevidade, pelo menos foi um recorde de
momentos agradáveis. Em todos os sentidos. Mas meu cavalheirismo não permite que
eu entre em detalhes tão íntimos... Apesar de ter sido eu quem terminou, só
fiz isso por saber que era a vontade dele. E até tentei fazê-lo dizer, mas ele
não conseguiu. Quando eu disse: "Amigos, então?", pareceu que eu lhe
tirei uma carga muito pesada das costas. Ele respirou aliviado. E só então abriu
o jogo. Por ele ser muito novo, ainda está em uma fase de interrogações e
angústias. Tentei ajudar, mas ele não deu abertura. Ele se sentia muito triste
com outros aspectos da vida dele e não conseguia se concentrar em um
relacionamento sério. Já nos primeiros dias de namoro, conversamos um pouco
sobre religião. Ele disse que me admirava por conseguir manter uma paz interior
e uma intimidade tão grande com Deus. Acrescentou que precisava de uma religião
e que iria procurar uma igreja evangélica que já tinha freqüentado em outra
época. Não sei o que ele conversou por lá... Mas o convenceram de que ele
estava em um "caminho errado" e que enquanto seguisse por esse caminho, ele não
conseguiria nada de bom para a própria vida. Não objetei, apenas disse que cada
um tem direito a escolher o que quer da vida e que eu não achava o meu modo de
vida propriamente errado. E que eu tinha muitas coisas boas na minha vida,
portanto algo na teoria deles estava errada. Mas, claro, quem sou eu para
tirá-lo de uma religião? Depois do término, ele se sentiu mais à vontade...
Nós conversamos muito. Eu não cheguei a dar força para ele seguir este caminho
de "reversão da sexualidade", mas também não disse que era uma tentativa
frustrada. Só aconselhei que ele fosse feliz do jeito que conseguisse. E que
nunca tivesse vergonha de voltar atrás se percebesse estar trilhando um caminho
que não o fosse fazer feliz. Acabou, de qualquer modo. Mas ele fez questão de
me escrever uma carta depois e me entregar em mãos. Nesta, ele expressou toda a
admiração que tem por mim e que deseja sinceramente a minha felicidade. E,
quer saber? Eu também o admiro... muito!!! E torço para que ele consiga ser
feliz de verdade. Valeu a pena!!!
Escrito por Super Body às 09h59
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