Super Body
As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar.
O que é isto?



Just a Little Shot

Fala, galera!!!
O celular não toca de jeito nenhum.
Por outro lado, os pássaros voltaram.
It's a hard life!!!

Escrito por Super Body às 09h35 [   ] [ envie esta mensagem ]





Os Embalos de Terça à Noite

Fala, galera!!!
Ontem à noite, a farra foi completa.
Pão com alho.
Assunto sério: aniversarau.
Trocas de olhares.
Faisão.
Sorrisos, risos contidos e risos incontroláveis.
Carnes, carnes e mais carnes.
Papeizinhos amarelos.
Guardanapos para disfarçar.
Creme de papaia com licor de cassis, só para o tempo passar.
Voltas e mais voltas de carro no mesmo trecho, gastando o asfalto.
Dor no estômago de tanto rir depois de comer muito.
Barreiras quebradas.
Eu? Não! Eu? Não! Eu? Não! Eu? Sim, você!
Definitivamente, terça-feira é o dia mais lindo da semana!!!
Mas outra pessoa falará sobre isto. Aguardem!!!
Beijos a todos.

Escrito por Super Body às 16h58 [   ] [ envie esta mensagem ]





Inesquecível

A decisão estava tomada.
Não que das outras vezes não estivesse, mas imprevistos aconteceram. Talvez porque tudo tenha a hora certa de se realizar.
Me programei novamente... desta vez, tomando um cuidado extra de me preparar emocionalmente e não me decepcionar caso algo saísse errado. Não saiu.
Então, no fim da tarde eu estava lá. Em boa companhia.
As cores do arco-íris era o que se via em todas as partes. Balões, bandeirolas, roupas... Gente bonita, gente extravagante, gente feliz...
Gente conhecida: "Oi, como vai?"
Gente desconhecida... sorrisos.
A hora chegou. Frio na barriga.
"Vamos?"
Escolhemos um dos quatro caminhões de som...
Ilari-lari-ê ô-ô-ô... é a turma da Xuxa que vai dando o seu amor.
Um telefonema.
"Escuta!!! Você deveria estar aqui!!!"
No público, pessoas mais idosas boquiabertas... outras entravam no clima da música e das cores... alguns nem sabiam para que lado olhar... e outros, do lado de fora, com vontade, mas sem a coragem para estar do lado de dentro da grande festa.
Integrando a multidão, pessoas de todas as idades. Jovens, idosos, crianças pequenas, crianças de colo. Todos se divertindo. Um casal de meia-idade acompanhava seu filho adolescente de mãos dadas, uma cena linda de se ver. Respeito. Paz.
Portas se fecham: "Saiam, demônios!!!" e a grande vaia se segue.
Mais música.
Because of you, I never stray too far from the sidewalk...
Mais gente conhecida.
"Ué, você não vem?"
"Não. Prefiro só assistir."

Quem sou eu para julgar?
Superfantástico, no Balão Mágico, o mundo fica bem mais divertido...
Na concentração final, o resultado: vinte mil pessoas. Quase o dobro das treze mil do ano passado. E muitas vezes mais do que as oitocentas pessoas, presentes à primeira há quatro anos.
Y. M. C. A...
Já escureceu, mas a energia continua em alta.
Graziela e Mulekes do Forró... Sei não, mas acho que é o conjunto errado para o público errado...
Ah! Mas o pessoal acabou curtindo... o que valia mesmo eram as companhias e a festa em si.
Outra cantora... nem me lembro o nome... a única memória que me vem é Carlota. Pura maldade, mas não mais que projeto de Rapazolla...
E assim, o tempo passou rapidinho. Saí de lá com a sensação de dever cumprido.
Se quero algo, tenho que ir à luta. Dar a cara para bater e não ficar me escondendo atrás de máscaras.
Homofobia é crime. Amar o seu semelhante, não.
Beijos a todos.

Escrito por Super Body às 11h33 [   ] [ envie esta mensagem ]





Amores (Im)Possíveis

A história a seguir não é real.
Não é baseada em fatos reais.
Não é corroborada por desejos reais.
Não existem evidências para provar que aconteceu. Nem que não aconteceu.
E nada impede que eu esteja mentindo... ou dizendo a verdade... vai saber!!! Simplesmente leiam...

Ricardo bocejou.
Essa droga de filme não acaba?
Ainda faltava mais de uma hora. Pensou em ir embora e não perder mais tempo com aquela bobagem. Mas não passou do pensamento à ação.
Pode ser que aconteça algo interessante no final...
Colocou um Halls de morango na boca, mais para quebrar o tédio da inação do que por necessidade de açúcar.
Sentiu o celular vibrar no bolso esquerdo da calça. Tirou-o, olhou o visor. Não acreditou no número que viu.
Só posso estar sonhando. O filme é tão ruim que me fez dormir...
Ele não tinha o hábito de atender o telefone no cinema, embora nunca o desligasse. Sempre o deixava no silencioso ou no modo de vibração. Apenas para registrar as chamadas.
Mas desta vez, tinha motivos para atender. O cinema estava vazio. O filme não merecia mais que uma estrela na classificação geral. E ele tinha esperado por este telefonema durante quatro anos.
Suas mãos tremiam. Ele se abaixou e falou quase num sussurro:
- Oi!!!
- Ricardo, é o Hugo!!!
Eu sei. Mesmo não estando registrado na agenda, eu jamais conseguirei esquecer esta seqüência de oito números.
- Oi, Hugo!!! - tentou falar sem deixar transparecer a voz trêmula. Não conseguiu.
- Pode falar?
Com você? Sempre!!!
- Estou no cinema, mas... pode falar, sim.
- Eu ligo outra hora, então.
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!
- Pode falar. Sério, sem problemas - sua voz finalmente saiu um pouco mais controlada.
E então, Hugo despejou as palavras em meio a soluços e lágrimas:
- Preciso que faça uma coisa para mim. E tem que ser você. Não pode ser outra pessoa. Por favor, saia do cinema. Eu reponho o valor do ingresso. Me busque aqui em casa. Agora!!! Por favor!!! Me tire daqui!!!
- Calma - Ricardo falou já se levantando e dirigindo-se à saída. - Calma, Hugo. O que está acontecendo?
- Meu pai, minha mãe, o porco do meu ex-namorado... é isto que está acontecendo. Minha vida, Ricardo, é isto que está acontecendo!!! Venha agora!!!
- Já estou indo, já saí do cinema e estou indo para o estacionamento. Mas você não está dizendo coisa com coisa, Hugo, você bebeu? Tente se acalmar...
- Eu não posso me acalmar, Ricardo!!! Você não entende? Não posso!!! Você tem que vir me buscar!!! Agora!!!
- Estou a caminho.
- Sempre foi você, Ricardo!!! Sempre foi você!!! Como eu fui burro!!! Como eu fui idiota!!! Como eu fui estúpido!!! Como eu fui cego!!! É você!!! Sempre foi!!! Sempre será!!!
- Acalme-se, senão você vai sofrer um ataque. Chego em quinze minutos.
- Venha o mais rápido que der!!! Toque o interfone, estou sozinho em casa... assim que tocar, eu saio.
E desligou sem mesmo esperar a resposta.
Ricardo nunca tinha visto Hugo se descontrolar daquela maneira. Ficou preocupado.
Entrou no carro e se dirigiu à casa cujo endereço nunca esquecera.
Quatro anos esperando... e tinha acontecido daquele jeito... Era bem estranho!!!
Era outro Hugo. O Hugo que se lembrava era uma fortaleza. O Hugo com quem acabara de falar tinha desmoronado por completo.
Quatro anos mudam as pessoas? Quatro anos de distância distorcem a visão da realidade. Ou clareiam?
Ricardo mergulhou em seus pensamentos.
Jamais esquecera Hugo.
Ele é o meu amor eterno, certo?
Mas a fase crônica do sofrimento já acabara há tempos.
Arrastara-se a seus pés e teve seus sentimentos mais nobres pisoteados.
Relembrou seu passado e comparou com o presente.
Chegou à casa de Hugo.
No passado, ele vivia em função de Hugo.
Desceu do carro.
Atualmente, sua vida era ótima.
Aproximou-se do portão.
Iria arriscar novamente?
Levou seu dedo em direção ao interfone.
Será que vale a pena?
Hesitou.
Toco ou não toco?
Comparou novamente passado e presente.
Desligou o celular. Voltou para o carro. Deu partida. Foi embora.
Estou livre. Até nunca mais, Hugo!!!

Escrito por Super Body às 17h12 [   ] [ envie esta mensagem ]





Os Pássaros

Acordei com batidas na janela do quarto. Batidas fortes.
Ainda naquele estado, nem dormindo mais, nem acordado direito, tentei me situar: "O que diabos está acontecendo?"
As batidas continuavam. Fortes. Combinadas com... "Isto é pio de passarinho?!?!?"
Agora já totalmente desperto, me levantei e fui até a janela. Pelo barulho, havia uns cinco pássaros do lado de fora, piando e batendo no vidro. Claro, não dava para ver o lado de fora... os vidros são revestidos com filme preto opaco, bem próprio do quarto de alguém que adora dormir até tarde. E ser despertado por aves às (olhei no relógio) seis e meia da madrugada?!?!?
Mais do que me apraz admitir, me senti no meio de um filme do Hitchcock... Sim, óbvio, nem precisava mencionar, mas... Os Pássaros, claro. Quis abrir a janela para ver o que estava acontecendo, porém... e, se ao abrir, eles entrassem em revoada quarto adentro? E se todas essas batidas no vidro fossem um plano maléfico das aves em questão para que eu abrisse a janela e elas pudessem entrar e atacar? Cenas do filme que considero o pior do Mestre do Suspense não saíam da minha cabeça.
As batidas continuavam. Os pios continuavam. Eu teria que abrir para ver o que estava acontecendo.
Antes, me precavi. Abri a porta do quarto, de modo que eu conseguisse fugir a um eventual ataque dos pássaros. Coloquei meus óculos caso eles quisessem atacar meus olhos (pássaros adoram atacar olhos). Olhei para a cama. É, eu poderia entrar embaixo do cobertor se isso acontecesse... E, finalmente, todo amedrontado, destravei a janela.
Confesso que ao retirar a trava, esperei que os atacantes já abrissem a janela e adentrassem o quarto para o ataque. Como depois de alguns segundos, nada diferente tivesse acontecido (mas as batidas e os pios continuavam), abri a janela vagarosamente.
E eles, mais assustados do que eu, fugiram!!!
Depois de tanta adrenalina, perdi o sono. Levantei. "Saco!!!"

Na manhã seguinte, acordei com batidas na janela do quarto. Batidas fortes.
Ainda naquele estado, nem dormindo mais, nem acordado direito, tentei me situar: "O que diabos está acontecendo?"
As batidas continuavam. Fortes. Combinadas com... "Isto é pio de passarinho?!?!? Ah, não!!! De novo, não!!!"
O relógio marcava novamente seis e meia da madrugada.
Me levantei cheio de marra. Fui até a janela. Desta vez, nem perdi tempo em abrir. Com as mãos espalmadas, dei boas pancadas no vidro: "Querem fazer barulho? Vamos ver quem é mais barulhento!!!"
Parei de bater e escutei... que delícia!!! Assustaram-se. Foram embora. Silêncio total.
Voltei para a cama inebriado de prazer.
Dormi mais duas horas.

Finalizando... amanhã é sábado. Estas aves que não OUSEM aparecer por lá... ou nós descobriremos juntos se veneno de rato também mata passarinho!!!

Escrito por Super Body às 16h17 [   ] [ envie esta mensagem ]



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Sou: Homem, homossexual
Tenho: 35 anos
Nasci em: 03/março/1973
Meu signo é: Peixes
Com ascendente em: Gêmeos
Cidade: Uberlândia - MG
Falo: Português
Arranho: Inglês
Trabalho com: Informática e fitness
Dou aulas de: Body Pump (certificado) e Body Attack (certificado)
Além disso, posso dar aulas de: Body Step (certificado), Body Combat (certificado) e Power Jump (certificado)
Último livro/e-book que eu li: O Chá-de-bebê de Becky Bloom - Sophie Kinsella
Classifico como: *****
Livro que estou lendo: Pesadelos e Paisagens Noturnas (Volume 1) - Stephen King
Total já lido: 38%
Livro de cabeceira atual: Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social - Fernando Braga da Costa
Último filme que eu vi: Drácula: Morto Mas Feliz
Classifico como: **
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