A Última Dança - Parte VII
- Só vou pedir duas coisas, maninha – disse Luciano. – Primeiro, preste
bastante atenção na história toda desde o princípio. Segundo, deixe-me contar
tudo, sem interrupções. Se você quiser perguntar algo, espere eu acabar primeiro
e depois você pergunta. Pode ser? - Claro! Estou ansiosa! Conte logo! -
Você sabe, conheci a Larissa pouco depois de entrar na faculdade. O seu jeito
simples e meigo me cativou de cara e em poucos dias eu estava perdidamente
apaixonado por ela. E ela por mim. - Luciano, eu... - Pôxa, maninha, você
prometeu. Sem interrupções, por favor. - Mas... - Por favor! - Tá bom,
continue. Quando você terminar, eu pergunto. - Então. Começamos a namorar. Só
que havia um probleminha: o Leandro. - O Leandro? - Sim. Os pais do
Leandro são amigos da família da Larissa desde sempre. Então, quando os filhos
nasceram, eles já deixaram combinado que os filhos se casariam no futuro. E eu
sei que você vai dizer que não se usa mais isso hoje em dia e tal. Eu sei, você
sabe... mas a família do Leandro é daquelas bem tradicionais e acha tudo isso
muito normal. - Ridículo! - Talvez, mas não quero julgar. O fato é que a
Larissa e eu precisávamos namorar escondidos porque para os pais dela e para a
sociedade, Larissa namorava Leandro. Eu pedia, insistia para ela acabar com esse
namoro arranjado, contar a verdade para os pais. Ela sempre adiava esta decisão.
Assim, nosso relacionamento foi se desgastando até terminarmos. -
Sei. - O Leandro sempre desconfiou que a Larissa gostava de alguém, mas nem
suspeitava que fosse eu. Mesmo depois que terminamos, ele continuou
investigando. Nunca descobriu. Quer dizer, até ontem. Ontem, ela não agüentou
e me ligou. No telefone, ela disse que tinha conversado com os pais, confessou
me amar e iria assumir nosso namoro publicamente. Para isso, dançaria a valsa do
baile comigo. - Acabou? - Ainda não. Quando o Leandro nos ouviu
conversando no baile, pouco antes da valsa, ele juntou dois e dois e descobriu
tudo. E, claro, entrou de sola! Como não conseguiríamos conversar lá, tivemos
que sair para resolver a questão. Demoramos um tempão conversando. O resultado,
você viu na hora da valsa. Nem preciso dizer, né? Você viu quem dançou com
quem. - Realmente vi. - O resto eu te expliquei no torpedo. Passei o fim
da noite no motel com o amor da minha vida. - Que seria quem mesmo? - A
Larissa, claro! Você não ouviu a história? - Ouvi, Luciano. Ouvi e prestei
atenção do início ao fim. Em todos os detalhes. - E não ficou satisfeita?
Pulei alguma explicação? - Não pulou nada, a história está perfeita. Exceto
que, pelo fato de eu ser sua irmã mais velha e sua confidente nos últimos anos,
sei que praticamente todas as palavras que você disse não passam da mais pura,
simples e deslavada mentira.
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h26
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A Última Dança - Parte VI
- BOM DIAAAAAA! Ou eu deveria dizer "BOA TARDEEEEE"? ACOOOOORDA,
Luciano! Luciano abriu os olhos o mínimo possível. Disse: - Maninha, por
favor, você pode falar bem mais baixo? Ela ignorou o pedido e,
abrindo as cortinas, disse: - Como você está se sentindo no primeiro dia
oficial como odontólogo? A claridade fez com que Luciano fechasse os olhos.
Respondeu: - Minha cabeça está doendo muito, estou com um gosto de cabo de
guarda-chuva na boca e, com tanto som e luz, você não está colaborando em nada
para que isso melhore. Por favor, pelo menos feche as cortinas de novo. Ela
obedeceu. Sentou-se à cabeceira do irmão e disse: - Você chapou o melão ontem
à noite, né? - Nem me diga! Mas valeu a pena ter participado de tudo. Posso
viver mil anos que nunca esquecerei este baile. - Eu estou curiosíssima para
saber o que aconteceu. Primeiro, a valsa é atrasada em quase uma hora porque
dois dos formandos simplesmente desapareceram do baile. - Quando voltei,
todos me fulminaram com o olhar, né? - Você queria o quê, Luciano? Você não
era exatamente popular naquela turma e deixou-os esperando, de pé, aquele tempo
todo. - Sei que no fundo você achou engraçado. - Eu estava me matando de
rir por dentro. Mas tinha que me segurar e acalmar nossos pais, né? Eles ficaram
preocupados. - Imagino. - Só que eu segurei a onda muito bem. Você me deve
uma, maninho. - Pode cobrar. - Pois bem, assim que vocês chegam, a valsa
começa. Quando eu olho para a Larissa, ela está com os olhos enormes,
vermelhos. - Ela chorou horrores. - E deve ter saído horrível nas fotos.
Ela vai morrer, vaidosa como é. Bom, a seguir você começa a beber, coisa que
raramente você faz, e dançar. - Me diverti bastante! - Por fim, você
simplesmente desapareceu de novo e só me mandou aquele torpedo. E chegou em casa
às nove horas da manhã. - Muito bem colocado, maninha. Você não deixou passar
nada! - Então, não pensa que já é hora de me deixar por dentro de tudo? -
Claro – disse Luciano se sentando na cama. – Deixe-me começar pelo começo,
então.
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h00
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A Última Dança - Parte V
A sessão de fotos começou. Luciano tentava seguir as instruções do fotógrafo
para acabar logo com aquilo. Fotos com os pais. Fotos com a irmã. Fotos com
Larissa. Fotos com alguns familiares. Fotos com alguns dos colegas de faculdade.
Finalmente, o fotógrafo disse: - Pronto, já tenho o suficiente. Pode ir se
divertir. Como se tivesse programado um timing perfeito, o mestre de
cerimônias anunciou no palco: - Atenção todos os formandos! Dirijam-se à
entrada do salão para formarem a fila. A valsa terá início em dez
minutos. Luciano disse a Larissa: - Se não tem outro jeito, então, vamos.
Não vejo muito sentido nesse tipo de festa. Desde que entrei na comissão, nunca
vi. Aliás, só participei porque meus pais fizeram questão, insistiram muito.
Acho que já tinha te falado isso. Por mim, agora, estaria em alguma balada mais
informal ou em casa, vendo um filme na TV ou mesmo dormindo. - Eu gosto – ela
respondeu. – Acho tudo mágico, lindo! - Eu sei. Por isso, desde o início,
você foi a minha convidada para a valsa. - Vou adorar cada segundo dançando
com você! Larissa sentiu alguém tocar-lhe os ombros. Ambos se viraram para
ver quem era o recém-chegado. - Boa noite aos dois. Eu estava ouvindo a
conversa de vocês, mas vocês estavam tão envolvidos que nem notaram minha
presença. - Leandro! – exclamou Larissa. – Isso foi muita falta de educação
da sua parte! - Se foi falta de educação, eu não sei. Mas sei de uma coisa,
Larissa. Você não vai dançar a valsa com este cara. Não vai mesmo!
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h00
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A Última Dança - Parte IV
Luciano e Larissa se abraçaram. Um abraço apertado, demorado, para matar as
saudades que sentiam um do outro. Quando finalmente se soltaram, Luciano
disse: - Você fez muita falta na minha vida, sabia? E me fez muito feliz por
ter ligado hoje. - Também senti muitas saudades de você – ela respondeu. –
Foi bobagem nos afastarmos. - Talvez tenha sido necessário. Mas eu sabia que
um dia nos acertaríamos novamente. Dentro de mim, eu tinha certeza! - Eu
nunca esqueci você, Luciano. Em todo esse tempo que passamos afastados, não
houve um só dia que eu não pensasse em você. Você é o homem da minha vida! -
Larissa, eu... Foram interrompidos pela chegada da irmã. - Luciano, me
desculpe, mas... – ela viu com quem o irmão estava conversando e interrompeu a
frase. – Larissa? Os dois sorriram meio envergonhados. A irmã disse: - Bem
que você disse que nós teríamos uma surpresa. Eu estou boquiaberta! Fizeram as
pazes? - Estávamos conversando sobre isso quando você chegou – disse
Luciano. - Pois é, mas esta conversa vai ter que ficar para depois, maninho.
É a sua vez de tirar as fotos. Só falta você. Nós nos atrasamos muito! Você
demorou tanto para se vestir! O pessoal já está impaciente com a sua demora. Vá
logo para não atrasar a valsa que será daqui a pouco. Ele se virou para
Larissa, sem palavras. Ela disse: - Vá, eu vou ficar bem. Temos o baile todo
para conversarmos. Vou voltar para a mesa, meus pais estão lá. - Não, venha
comigo. Eu quero uma foto com você. Ainda mais linda desse jeito! - Já tirei
tantas! Mas não posso negar seu pedido. Vamos.
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h00
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A Última Dança - Parte III
Conversaram um pouco, acertaram os detalhes e Luciano desligou. Tinha sido
uma ligação totalmente inesperada, realmente uma surpresa. - Uma ótima
surpresa! – falou sozinho, sorrindo pela primeira vez desde que tinha
acordado. Voltou ao quarto e, finalmente, teve coragem para se vestir.
Olhou-se no espelho: - Perfeito! Melhor do que eu imaginei. Chegou à sala,
todos o esperavam. - Vamos? - Até que enfim um pouco de animação! – disse
a mãe. – Pensei que você fosse ao baile com aquela cara de enterro, passou o dia
inteiro tristonho, emburrado. O que causou esta alegria toda? - Boas notícias
de última hora – respondeu enigmático como sempre. Virou-se para a irmã e
completou: - Ah! Por falar nisso, você está liberada. Não precisa mais se
torturar para dançar a última valsa comigo. - Ufa! – suspirou aliviada a
irmã. – Posso saber quem foi a alma caridosa que me livrou dessa? - Na hora
você verá – falou e deu uma piscadinha para ela. – Tenho certeza de que todos
vocês irão se surpreender. Entraram no carro e foram. Quando chegaram ao
salão de festas, entraram. Estava tudo lindo! A decoração do salão, os arranjos
nas mesas, tudo. Mas Luciano nem notou esses detalhes. Estava buscando alguém
com os olhos. Finalmente, avistou a pessoa que procurava. Seus olhares se
cruzaram. Luciano abriu um sorriso e caminhou em sua direção. Ao se aproximarem,
ela disse: - Luciano, você está lindo! Deveria usar smoking todos os dias. Um
charme! - Ora, Larissa – ele respondeu envergonhado. – Não exagere. -
Estou falando sério! - Você é que está uma gata! Mas, sabe que até agora
estou surpreso com o seu telefonema? Eu o esperei por muito tempo, mas jamais
pensei que você fosse ligar justamente hoje. - Não gostou? - Pelo
contrário, foi o melhor acontecimento do dia! E então? Preparada para dançar a
valsa comigo? - Sempre estive – ela respondeu com um sorriso.
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h03
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A Última Dança - Parte II
- Luciaaaaaaaaaaaano!!! Puff... O grito da mãe vindo do lado
de fora do quarto o tirou das recordações. Aquele diálogo, ocorrido há tanto
tempo, ainda era vivo na sua memória, como se tivesse acontecido há alguns
minutos apenas. Se não tinha conseguido evitar estas lembranças nos últimos
anos, hoje particularmente a tarefa era bem mais difícil. Finalmente, o grande
dia chegara. O dia do seu baile de formatura. E, como previsto, muita coisa
acontecera nesse tempo. Só que foram fatos contrários a todas as expectativas.
Em alguns momentos, as brigas entre o casal perderam o controle. Com tantas
palavras ásperas que foram ditas e causaram mágoas profundas, o namoro
sucumbiu. Continuaram estudando na mesma turma, mas não trocavam uma frase,
uma palavra, um olhar que fosse. Ignoravam-se. Com a ausência de contato, as
mágoas foram se dissipando. Porém, mesmo assim, preferiram a distância e não
voltaram a se falar. Nem mesmo nos últimos dias, quando ocorreram os outros
eventos da formatura. Foi por isso que, mesmo já tendo se banhado, Luciano
ainda continuava enrolado na toalha, viajando ao passado e olhando para o
smoking pendurado bem à sua frente. Tinha a sensação de que tirá-lo do cabide e
vesti-lo seria um sacrilégio, como tocar em um altar proibido com as mãos
sujas. - Luciaaaaaaaaaaaano!!! – tornou a gritar a mãe, agora batendo na
porta do quarto. – Não está ouvindo? - Estou – respondeu. – Já vou me vestir
e poderemos ir. - Antes vá atender o telefone. Estou chamando você há um
tempão! Está com a cabeça nas nuvens, é? Ele saiu do quarto e pegou o fone.
Aquela voz que lhe era familiar, apesar de algum tempo sem se falarem, soou em
seus ouvidos: - Me desculpe ligar assim, e eu sei que está em cima da hora,
mas não consigo parar de pensar naquele seu convite. Talvez você nem se lembre e
vá achar que é bobagem minha. Talvez o fato de termos brigado nem me dê o
direito de ligar. Mas eu preciso dizer. Se ainda estiver de pé a proposta que
você fez de dançarmos, você e eu, a valsa de formatura... Bom, eu liguei para
dizer que sim, aceito!
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h04
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A Última Dança - Parte I
- Esta noite perdi o sono e fiquei pensando umas coisas. No meio de tanta
idéia desperdiçada, acabei concentrando minha energia em uma delas. E quer
saber? Nós vamos dançar a valsa no nosso baile de formatura. - Claro que
vamos, ué. Não é meio óbvio isso? Faz parte de todo aquele ritual bobo. -
Você não entendeu. Eu disse que você vai dançar a valsa comigo. - Tá, conta
outra. - Eu estou falando sério! - Eu também estou. - Mas pensa bem.
Qual vai ser o sentido de toda aquela festa, todo esse dinheiro que a gente vem
gastando para pagar a comissão, se não pudermos ter sequer uma dança
juntos? - Qual é o sentido desse tipo de festa? Foi justamente o que eu
perguntei quando você insistiu para que eu participasse disso. Eu não vejo
sentido nenhum em nada disso. Missa, colação, bailes... Gente sorrindo conosco e
para nós. Gente que aliás nem nos cumprimenta nos corredores dessa universidade.
Gente que se amanhecesse morta não faria nenhuma diferença para mim. Nem para
você. - Exatamente. - Ih, não estou entendendo. Exatamente o quê? -
Exatamente por eles não fazerem nenhuma diferença para nós é que não
precisaremos dar satisfação nenhuma a ninguém. A festa será nossa, seremos só
nós dois. Se danem os outros futuros odontólogos. - Nesse ponto você tem
razão. - Eu sei que tenho. - Mas não quer dizer que eu concorde. Aliás,
existem diversas outras variáveis que você não está levando em conta. - Você
é racional demais. Pense menos. Deixe seus impulsos levarem você. - Você é
que é de um romantismo exagerado demais. A vida real é diferente. - Nós
faremos a vida real ser como nós quisermos. - Não adianta. Você só escuta o
que quer. De qualquer maneira, faltam mais de dois anos para a formatura. Muita
coisa pode acontecer nesse tempo. - Pode. Pode acontecer inclusive de eu
convencer você. Aliás, vai acontecer. - Veremos.
(continua...)
Escrito por Super Body às 14h05
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Conseqüências da Pirataria
Sempre fui contra a pirataria. Sou mesmo até um pouco radical. Nunca
comprei um CD pirata. Nunca tinha comprado um DVD pirata... até dois dias
atrás!!! A vontade de ver um filme novo era muito grande... A insistência do
vendedor das ruas não era menor... não resisti. Comprei três:
300, Meu Nome Não É Johnny e P. S. Eu
Te Amo. Confesso que me senti até um pouco mal com a situação,
avaliando como fazer posteriormente para pagar mais este pecado acumulado no
imenso rol... Enquanto a solução não me ocorria, resolvi testar os DVD’s.
Afinal, uma das minhas áreas prediletas é a Estatística. Qual é o percentual
que irá funcionar da minha amostragem? Coloquei o 300 no
aparelho... Ele leu, leu, leu... nada!!! Tirei e coloquei de novo. Mesma coisa
novamente. Comecei bem, pensei. Já não leu o
primeiro. Coloquei Meu Nome Não É Johnny. Leitura
realizada com sucesso!!! Epa!!! Peraí!!! Que menu é esse? Show do
McCreu?!?!?!? - NÃO ACREDITO!!! Tirei rapidamente do aparelho...
Felizmente, não ficou por tanto tempo para causar algum dano (pelo menos
visível). Coloquei P. S. Eu Te Amo. Sem muita
esperança... O aparelho leu o DVD, mas novamente era outro filme:
Viver e Morrer em Los Angeles. Menos mal, esse dá para
ver... um dia!!! Depois dessa experiência, continuo contra a
pirataria... pelo menos por mais 35 anos!!! Ah, sim!!! E considero o pecado já quitado.
Escrito por Super Body às 10h55
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Frase
O metrossexual é um cara que não foi macho o suficiente para ser homossexual, nem gay o suficiente para ser bissexual.
Escrito por Super Body às 12h33
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Saber ou Não Saber? Eis a Questão...
Há dois tipos de dores relacionadas ao conhecimento: a dor de não saber e a dor
de saber. Eu não as diria distintas, posto que apesar de terem causas
opostas, elas são bem parecidas. São dores da alma. Complementares? Talvez...
Embora o fim de um não-saber possa cessar a dor... e o início de um saber também
possa causar uma dor até então inexistente... A dor do não-saber é
característica dos exploradores, dos curiosos... É própria daqueles para quem o
conhecimento é questão fundamental na existência. Não são todos que conhecem
esta dor, isto pode ser afirmado sem a menor dúvida. Não-saber angustia,
corrói a alma... Não-saber enfraquece o poder de decisão sobre a própria
vida... Mas, não-saber tem solução mais fácil: a chave para a prisão está
dentro da própria cela. Basta ter paciência e persistência para encontrá-la e
usá-la. Em outras palavras, basta buscar o saber. A dor de saber... Esta sim,
todos já a vivenciaram. Uma vez que o conhecimento se instala, não dá para
“des-saber”, há que conviver com ele. Por isso, dizem por aí: “A ignorância é
uma bênção”. Porém, mesmo podendo causar dor e sendo um caminho sem volta, o
saber liberta. Ele dá parâmetros racionais de escolha sobre as decisões que
precisam ser tomadas e sobre como conduzir a liberdade recém-adquirida. Assim,
podemos crescer e evoluir como almas humanas. Sim, prefiro saber. Deus
abençoe o conhecimento.
Escrito por Super Body às 12h36
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"Maravilhas" da Internet
Reza a lenda que se você digitar Google no Google, você derruba toda a
Internet. É claro que é lenda... mas você sabe o que acontece? Se não
sabe, vá lá e faça a experiência por você mesmo para descobrir. De qualquer
maneira, eu sugiro um teste mais interessante... Entre no Google e digite
“Super Body”. A seguir, clique em Estou com Sorte. Adivinhe onde você vem
parar? O mesmo acontecerá se você digitar LuiGu... A fama é uma questão de
insistência.
Escrito por Super Body às 14h45
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Então, Que Venham as Comemorações
Um sábado chuvoso. A visita dos meus pais. Um almoço com uma vista
linda e comida deliciosa na companhia dos amigos que me acolheram tão bem desde
que cheguei à capital mineira. Estava tudo programado. Quase foi
desprogramado por “acidentes” no percurso, é verdade, mas a confirmação ainda
veio a tempo, o que fez com que a alegria fosse maior. Ou seja, não poderia
ser melhor...
Não poderia?!?!? Quem disse?!?!?
Não acreditei quando vi aquele grupo imenso cantando Parabéns a Você. Os
balões. O bolo com a vela em formato de interrogação. Minhas pernas
bambearam... Minha timidez, que ultimamente tenho guardado tão escondidinha,
veio à tona!!! Não sabia para onde olhar, o que dizer, como agir... era
felicidade demais!!! Eu me senti novamente criança, deslumbrado frente a
tanta surpresa. Uma sensação maravilhosa!!!
É claro que depois, mas só depois, você percebe as incoerências... Por que
minha amiga, tão preocupada com meus pais e eu perdidos no “infinito e além”,
não quis ir junto conosco (em carros separados ou no mesmo)? Depois, tudo se
encaixa. Duas surpresas em dois anos seguidos... estou ficando velho!!!
Cintya, nem tenho palavras para agradecer por tanta coisa. Muito obrigado
por tudo!!! Aliás, todos os agradecimentos que eu conseguir fazer, ainda
serão poucos por tanta coisa que tem feito por mim, viu? Você é mesmo uma
irmã que Deus colocou na minha vida!!! Obrigado por todos os desejos e pela
festa surpresa, pelo presente, pelo bolo... ADOREI tudo!!! Obrigado também
por tanto apoio, carinho e paciência nas últimas semanas!!! Que Deus ilumine
bastante a sua vida!!! Te adoro muito!!!
Escrito por Super Body às 08h50
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Hoje é Dia de Comemorar...
... trinta e cinco anos de insanidade pura, refreada às custas de um controle
ferrenho!!! Não sei por quanto tempo ainda...
Escrito por Super Body às 08h48
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