Super Body
As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar.
O que é isto?



How Do I Feel?

"I'm not calling for a second chance; I'm screaming at the top of my voice!"

Escrito por Super Body às 16h09 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ditados Velhos São Evangelhos. E Ditados Novos?

"Se você não quer ver o palhaço, então não vá ao circo." (provérbio não-tão-popular-ainda, copyright 2008 by LuiGu)

A pergunta que insiste em não calar é o que diabos um "provérbio" assim tem a ver com aulas de Body Pump?
Quem sabe, sabe!

Escrito por Super Body às 14h55 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Nota

Escrever esta historinha foi uma experiência fascinante!
Na verdade, fascinante era justamente o retorno que vocês me davam. Capturar a emoção de cada leitor e saber o que eu estava causando era o que me inspirava a escrever e a tentar manter o suspense a cada palavra.
E, por vocês terem sido os personagens principais da historinha que escrevi (e não os meus personagens de ficção), gostaria de compartilhar com vocês cada sensação, cada inspiração e detalhes no texto que inseri propositalmente. Alguns percebidos por vocês, outros não. Mas, de qualquer modo, tentarei colocar os significados de cada um.

O Início:
Por que escrever uma historinha? Eu estava com saudades de escrever para o blog, há tempos não publicava com tanta freqüência. E uma história dividida em partes me obriga a continuá-la até o final.
Sobre o que escrever? Eu tinha uma idéia na “gaveta” há algum tempo. Uma idéia que era um pouco baseada em desejos reais, um pouco baseada no que causou este desejo real: o último episódio da primeira temporada de Queer as Folk (fiz questão de mencionar isto na última parte).
A história já estava pronta, então? Não. Ao começar a escrever, eu tinha em mente dois personagens masculinos, que faziam o mesmo curso e que iriam dançar juntos a última valsa do baile de formatura, aquela em que você dança com o(a) namorado(a) ou com um(a) amigo(a) especial. Nada mais que isso. Realmente uma obra aberta.

O Título:
Por ser uma obra aberta, o título era algo difícil de definir no começo. Mas uma história não pode começar sem título, certo?
Então, voltando ao assunto recorrente (Queer as Folk), lembrei do nome da música tocada no final do episódio: Save The Last Dance For Me, cuja tradução seria “reserve a última dança para mim”, e resolvi batizar a obra de “A Última Dança”.

Parte I:
Escrevi a primeira parte sem ter a menor noção do que seria a história completa. Tanto que, mesmo com a idéia inicial de dois personagens masculinos, deixei aberta a possibilidade de ser um casal hetero. Por que não? Deixaria vir as idéias...

Parte II:
Foi uma surpresa a quantidade de comentários e de visitas da primeira parte. Assim, resolvi que esta história não poderia ser simples, teria que dar algumas voltas para se tornar interessante. Foi também aqui que decidi: realmente seria um casal gay. Mas, quando escrevi esta parte, resolvi despistar um pouco. Induzi a todos um pensamento: “quem ligou era a pessoa do primeiro diálogo”. Eu já sabia que não seria, mas duvido que alguém tenha pensado nisso nesse momento. Revelei o nome de um personagem: Luciano, o primeiro L.

Parte III:
Para completar a reviravolta que comecei na parte anterior, entra o meu segundo L: Larissa! Aqui consegui o objetivo que pretendia, colocar na cabeça de vocês a pergunta: “Então era MESMO uma mulher?” Sei que decepcionei alguns, mas aqui eu imaginei que não parariam de ler (eu não pararia). Reforcei o pensamento de ligar o primeiro diálogo a Larissa. Aqui eu já sabia que Larissa nem seria um dos formandos.

Parte IV:
Para mim, a pior parte da história, por não acrescentar nada. Exceto por um único detalhe (percebido pela Cíntia): apareceram as primeiras reticências da história. Sim, Luciano diria: “Larissa, eu gostaria que você não insistisse nesse assunto. Afinal foi o que fez com que nos afastássemos” quando foi interrompido pela irmã. É claro que, para manter o suspense, a interrupção aconteceu no momento exato. Devo ter deixado escapar algo, porque nesta parte vocês perceberam que a Larissa não era o amor de Luciano, afinal.

Parte V:
Aqui, eu teria duas opções: terminar a história na próxima parte ou deixar rolar mais um tempo. Optei por deixá-la mais longa e aumentar o suspense, pois ainda tinha idéias para isso. Ainda assim, essa parte, para os mais atentos, faria uma revelação: o primeiro diálogo jamais poderia ter sido entre Luciano e Larissa. Na primeira parte, a pessoa que recebe o convite para dançar a valsa diz que não vê sentido nesse tipo de ritual, enquanto a pessoa que convida parece gostar. Ora, aqui já sabemos que foi Luciano quem convidou Larissa. Ele diz que não vê sentido nisso, enquanto ela diz que acha mágico. Hesitei MUITO em publicar esta parte, mas resolvi dar uma chance de desvendar o mistério para os mais atentos. Se alguém percebeu, não chegou a comentar, o que me deu um grande alívio.
Talvez eu tenha tirado o foco deste detalhe ao fazer a entrada do terceiro L da história: Leandro. É claro que, intencionalmente, eu fiz parecer que o Leandro exercia posse sobre a Larissa. Para isto, ele ficou até um pouco antipatizado e isto não era a intenção. Paciência, coisas que acontecem em uma obra aberta.

Parte VI:
Se eu tivesse optado por terminar a história aqui, Leandro faria as revelações e dançaria a última valsa com Luciano. Este final me pareceu bom, mas prorrogar a história, apesar das dificuldades em concluí-la depois, me pareceu mais desafiador. A idéia de um baile particular surgiu nesse momento.
Então, para não revelar nada, pulei para a manhã (tarde?) seguinte, onde a irmã ganha um destaque maior na história; porém, como homenagem a Bill Watterson, que nunca deu nomes aos pais do Calvin, resolvi não dar nome aos parentes de Luciano e a irmã continuou apenas como “irmã” ou “maninha”. Ela dá uma idéia do que poderia ter ocorrido no baile.
Vale ressaltar que, após escrita, esta parte ficou tão grande que foi dividida: a outra metade virou a sétima parte.
“Chorou horrores”, dito por Luciano, é uma frase tipicamente gay.
Aqui, confesso que estava tendo muito prazer em aguçar a curiosidade de todos vocês.

Parte VII:
Escrever a mentira de um personagem é muito bom!
Como a mentira é tão fraca e deslavada, eu queria que todos lessem pensando: “Não acredito que é esse o desfecho! Que coisa mais sem graça!” e fossem morrendo de raiva enquanto lessem. Também fiquei na dúvida se a irmã desmentiria nesta parte ou na próxima. Decidi que seria nessa por dois motivos:
1 – Seria um desfecho mais emocionante, uma guinada do tipo “o que vocês leram hoje não serviu para nada”. Coisa que Lost vive fazendo...
2 – Se alguém reclamasse e, no dia seguinte, eu publicasse a parte onde a irmã o acusa de mentir, poderiam dizer que eu cedi a pressões para escrever um novo final. E isto, definitivamente, não era verdade, mas talvez eu não convencesse alguns São-Tomés.
Pelo visto, acertei na decisão, pois recebi muitos comentários positivos com este desfecho.
Algumas partes da mentira dele entraram na cabeça de vocês, principalmente o fato de Leandro ser comprometido com Larissa.
Atentando para um detalhe adicional: novas reticências com uma frase idêntica à da quarta parte. A irmã diria: “Luciano, eu estou pasma com a sua naturalidade em mentir” e, claro, foi interrompida. A partir daí, todos os comentários dela foram irônicos, o que não dá para perceber num texto escrito.

Parte VIII:
Eu não revelaria a verdade a vocês, mas dei um jeito de Luciano contar à irmã. Isto foi fácil.
Outra dica importante é que Luciano não contaria a verdade aos pais, mesmo com o apoio da irmã. Também outra dica clara de que ele era gay, mas acho que a essa altura ninguém tinha dúvidas.
Uma grande mudança ocorreu no final desta parte. Inicialmente, o desfecho seria com Luciano encontrando com Larissa. Mas, escrevendo, pensei: “Por que não confundi-los mais um pouco?” Afinal, Larissa não era uma formanda, mas a irmã de um formando (isso já estava na idéia inicial). Então, incluí o quarto L na história: Lucas. Até então não programado para existir, além de acrescentar mais um mistério, serviu também como homenagem a um dos inspiradores deste pequeno conto.
E, obviamente, a minha pequena brincadeira de primeiro de abril, rendeu muito riso solto.

Parte IX:
Haveria uma parte extra aqui: o papo entre Luciano e Larissa. Com a entrada de Lucas e com a divisão já ocorrida na sexta parte, resolvi deixar todo o mistério para ser explicado na parte final e pulei a história para o momento em que Luciano deixa a casa onde fora.
Para mim, superando o próprio final, esta é a melhor parte da história! Adorei escrevê-la. Visualizei cada detalhe, cada movimento ao escrever. Adorei o resultado!
Revelei que o local do encontro era o salão onde tinha acontecido o baile; quis segurar esta revelação também para o final, mas não deu, poderia confundir muito.

Parte X:
Apesar de revelar tudo, esta parte ficou grande e corrida.
Sinceramente, não gostei do resultado final. Não deu para ser romântico aqui pela extensão do texto. Deu a impressão que acelerei para acabar. Na verdade, eu não tinha onde cortar o texto mantendo o mistério e preferi explicar tudo de uma vez. Era isto o que eu temia quando resolvi aumentar a história: não explicar tudo de forma satisfatória.
Mas todas as lacunas foram preenchidas, todos os mistérios foram desvendados e o tão solicitado final feliz aconteceu.

Acho que isso é tudo.
Se quiserem saber de algo que não coloquei aqui, é só perguntar. Agora posso responder, o mistério acabou.
Obrigado pela presença e comentários.

Escrito por Super Body às 17h09 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Dança - Parte X

Vivendo aquele momento de sonho, em um cenário preparado exclusivamente para ele, Luciano se pôs a recordar.
Quando entrou na faculdade de Odontologia, conheceu Lucas na primeira semana de aula. A amizade entre os dois foi instantânea. Desde então, durante todo o período de graduação, sempre estudavam juntos, participavam das mesmas equipes nos trabalhos em grupo. Até mesmo nas práticas das clínicas e nos plantões conseguiam horários onde trabalhariam juntos.
Eram como irmãos, inseparáveis. Na alegria e na tristeza, podiam contar um com o outro. Trocavam confidências. Lucas foi a segunda pessoa para quem Luciano confessou ser homossexual, a primeira tinha sido sua irmã. Nem por isto, a relação entre os dois ficou abalada. Ao contrário, fortaleceu-se mais. Coisas que só uma amizade real consegue explicar.
Com tantas idas e vindas de um à casa do outro, Luciano conheceu a irmã de Lucas: Larissa. E, como era de se esperar com tanta convivência, Larissa e Luciano também se tornaram amigos.
Pelos quatro anos do tempo de graduação, Luciano praticamente passou a fazer parte da família de Lucas e Larissa, assim como os dois também foram muito bem recebidos pela família dele.
Faltando um mês para o baile, Luciano havia convidado Larissa para dançar a valsa de formatura com ele, ela tinha aceitado. Porém, no mesmo dia do convite, ela se declarou apaixonada por Luciano. Ele disse que tudo o que sentia por ela era amizade. Por alguns dias, ela ainda insistiu em um relacionamento amoroso, mas Luciano dizia que não era possível.
Até que ela o procurou em um momento de impulso, decepcionada, sentindo-se rejeitada e lhe disse:
- Pois bem, se você não me quer como namorada, eu não te quero como amigo! Desapareça da minha vida, desapareça da minha casa e só volte a me procurar quando quiser algo sério comigo!
Ele ainda tentou fazer com que ela voltasse atrás, mas não teve sucesso.
Perder a amizade de Larissa fez com que aquelas semanas parecessem intermináveis para Luciano. Nos eventos da formatura, ela simplesmente o ignorava. Isto lhe partia o coração. Estes eventos, se já lhe pareciam bobos, agora eram uma tortura. Até que recebera o telefonema na noite do baile:
- Me desculpe ligar assim, e eu sei que está em cima da hora, mas não consigo parar de pensar naquele seu convite. Talvez você nem se lembre e vá achar que é bobagem minha. Talvez o fato de termos brigado nem me dê o direito de ligar. Mas eu preciso dizer. Se ainda estiver de pé a proposta que você fez de dançarmos, você e eu, a valsa de formatura... Bom, eu liguei para dizer que sim, aceito!
- Claro que está de pé, Larissa. Mas o que fez você mudar de idéia?
- Fui precipitada em me afastar de você. Gosto muito de você.
- Eu também gosto muito de você. Sua amizade me faz muita falta.
- Então, vamos dançar juntos? Quem iria dançar com você?
- Minha irmã, mas, nas palavras dela, isso seria uma tortura. Vai adorar ser substituída. Você e o Lucas já estão indo?
- Estamos saindo agora.
- Encontro vocês lá, então.
Luciano desligou o telefone e, sorrindo pela primeira vez desde que tinha acordado, falou para si mesmo:
- Uma ótima surpresa!
Ele não sabia que seria apenas a primeira de uma seqüência de surpresas.
A segunda surpresa viera quando Leandro os abordou no baile e disse a Larissa:
- Você não vai dançar a valsa com este cara. Não vai mesmo! Porque este cara é o amor da minha vida e, mesmo estando afastado dele há um bom tempo, eu ainda tenho prioridade. Fiz o convite a ele há mais de dois anos. Ele prometeu pensar. E então, Luciano? Qual é a sua resposta?
Luciano ficou lívido. Larissa arregalou os olhos. Leandro continuou ali, sorrindo, inabalável.
Leandro sempre tivera o dom da auto-confiança. Chegava a ser mesmo pedante para aqueles que o conheciam superficialmente. E fora exatamente esta a a impressão que Luciano tivera do colega de faculdade nas primeiras semanas. Portanto, não se aproximaram e eram indiferentes um ao outro.
Até que um dia, em uma boate gay, se esbarraram. Nenhum dos dois esperava encontrar o outro lá. Trocaram algumas palavras. Luciano percebeu que o colega não era tão arrogante. Leandro percebeu que, apesar da timidez, o outro trazia sentimentos interessantes dentro de si. Na mesma noite se beijaram, transaram e começaram a namorar.
Se amavam. Porém, Leandro era muito romântico e Luciano era mais realista. Com isto, crises constantes surgiram e o namoro acabou depois de três anos juntos.
Não tinham trocado uma palavra desde o fim do namoro até agora. E Leandro quebrara o silêncio de uma maneira constrangedora.
- E então, Luciano? – Leandro insistiu. – Vai dançar a última valsa comigo?
- Leandro, não dá para discutir isso aqui, agora.
Leandro ajoelhou-se aos pés de Luciano e disse:
- Nem se eu disser que te amo? Que durante todo este tempo que passamos separados jamais me esqueci de você? Que quero passar o resto da minha vida com você?
Luciano segurou-o pelas mãos e fez com que ele se levantasse rapidamente. Algumas pessoas estavam olhando.
Leandro insistiu:
- Vou subir ao palco e declarar meu amor por você. Vou convidá-lo pelo microfone a dançar comigo.
- Você não vai fazer nada disso! – disse Luciano. – Você vem comigo agora! Precisamos conversar.
Larissa tinha começado a chorar. Disse, entre soluços:
- Então é isso? Por isso é que não quis namorar comigo?
- Larissa, me desculpe. Podemos conversar depois? Eu preciso tirar esta idéia absurda da cabeça do Leandro. Vamos ter que sair do baile agora, não vamos demorar. Por favor, avise ao Lucas que o Leandro e eu saímos para conversar, que ele peça à organizadora que atrase a valsa até voltarmos, ele vai saber como convencer a mulher. Por favor! Faça isso!
- Luciano, você ainda vai dançar a valsa comigo?
- Prometo que sim, Larissa. Mas agora, estamos indo.
Luciano e Leandro saíram do baile. Pegaram o carro, andaram alguns quarteirões e pararam em um local isolado, onde pudessem conversar. Ambos confessaram que ainda se amavam. Estavam reatando? Claro que sim!
Leandro insistia que deveriam, portanto, dançar juntos. Luciano disse que não poderia, não se sentiria à vontade.
Enfim, depois de cada um colocar os seus argumentos, Leandro cedeu e resolveu respeitar o tempo de Luciano. Mas fez com que ele prometesse estar no salão de festas no final da tarde seguinte, porque prepararia uma surpresa para ele. Luciano concordou.
Voltaram para o baile.
Luciano dançou a última valsa com Larissa. Depois de dançarem, Luciano pôde conversar um pouco com Larissa e prometeu que iria à casa dela na tarde seguinte, sem falta, explicar tudo o que acontecera. Também sugeriu que ela pedisse a Lucas que estivesse presente à conversa.
Curtiu bastante a festa e, mais tarde, saiu com Leandro, avisando apenas a irmã por meio de um torpedo no celular. Passaram o fim da madrugada juntos em um motel. No café, Leandro lhe entregou um bilhete e disse:
- Abra quando chegar em casa. E não se esqueça do nosso compromisso no final da tarde. No salão de festas. Estarei esperando por você lá. A porta estará destrancada, chegue e entre. Você saberá o que fazer a seguir.
À tarde, antes de ir ao encontro de Leandro, Luciano cumpriu o compromisso feito com Larissa. Foi à casa dela, onde, junto com Lucas, teve uma conversa com ela explicando a situação. Larissa chorou muito, mas compreendeu que só poderia esperar de Luciano uma verdadeira amizade. Os três se abraçaram e prometeram que a amizade iria durar eternamente.
E agora, Luciano estava vivendo um momento mágico.
A reconciliação, aguardada com tanta ansiedade, mas sem a menor esperança, finalmente acontecera.
A banda estava tocando a música que era deles: Save The Last Dance For Me. Fora a música que inspirara o convite de Leandro para dançarem juntos, depois de assistirem a um episódio de Queer as Folk. O romantismo de Leandro não o deixara esquecer de preparar mesmo o menor detalhe.
Leandro, também de smoking, o aguardava na pista, aquele sorriso lindo, os olhos brilhantes. Luciano se aproximou. Eles se abraçaram.
- Me permite esta última dança? – Leandro perguntou.
- Claro que sim. Esperei por ela durante anos.
- E valeu a pena?
- É um sonho do qual não quero acordar nunca mais!
Começaram a dançar e se beijaram longamente, em uma promessa de romance para toda a vida.

FIM

Escrito por Super Body às 14h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Dança - Parte IX

Quando Luciano saiu da casa e entrou no carro, sentiu como se um grande peso tivesse sido tirado de seus ombros. Um sorriso enorme se estampava em seu rosto. Estava feliz.
Feliz por ter acabado de resolver uma situação que vinha se arrastando há tempos e que o magoava profundamente. E, principalmente, feliz porque a partir de agora iria viver o seu grande amor.
Tirou do bolso o bilhete que recebera há menos de vinte e quatro horas e leu novamente as palavras: "Não há como fugir ao destino. Está escrito nas estrelas. A última dança ainda é minha!"
Dirigiu-se ao local combinado.
- Isto é uma loucura! – falou sozinho. – Quem além de você marcaria um encontro exatamente neste lugar? Deve estar tudo sujo e bagunçado.
Parou bem em frente sem nenhum problema. A rua estava vazia, como esperado. Seguiu as instruções. Foi à porta, ela estava destrancada. Abriu. Entrou. Fechou-a atrás de si.
Ao contrário do que esperava, estava tudo limpo e organizado. Parecia que tinha voltado um dia no tempo. O salão onde acontecera o baile na noite anterior estava preparado exatamente do mesmo jeito.
Um smoking estava pendurado na entrada com outro bilhete. Em letras garrafais, lia-se: "Vista!" e em letras menores o texto: "Em qualquer lugar. Não tem ninguém olhando mesmo. Só eu."
Riu sozinho, mas obedeceu as ordens. Em alguns minutos, estava novamente vestido a rigor, exatamente como na véspera.
- Pronto! E agora? – gritou para o salão vazio. – Quais são as próximas instruções?
As luzes do salão se acenderam. As cortinas do palco se abriram. A banda começou a tocar uma música lenta. O mestre de cerimônias, no palco, chamou:
- Senhor Luciano, favor dirigir-se à pista para executar a última dança do baile de formatura.
Ele foi andando em direção à pista, lentamente, sem acreditar no que estava acontecendo.
E, finalmente, avistou, saindo de trás do palco, a pessoa que se dera ao trabalho de fazer tudo isso.

(continua...)

Escrito por Super Body às 14h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Última Dança - Parte VIII

- Minha irmã – disse Luciano. – Este foi exatamente o motivo pelo qual eu pedi que você prestasse atenção e não me interrompesse. Você sabe que esta história que acabei de contar não é real. Quer dizer, algumas partes são verdade, porém são partes que não têm grande significado no contexto. A pergunta é: você a achou plausível?
- Tirando alguns exageros, sim. Ela é bem plausível.
- E tem algum furo nela? Alguma ponta solta?
- Não que eu tenha percebido.
- Ótimo. Pois sei que nossos pais irão querer saber o que aconteceu. Para eles e para quem mais perguntar, é esta história que contarei. E você pode me ajudar, confirmando tudo o que eu disser.
- Seria tão mais fácil você contar a verdade a eles! Eu fico do seu lado, maninho. Vamos lá! Coragem!
- Não é hora ainda. Na hora certa, contarei com seu apoio e direi tudo a eles. Por enquanto, não.
- OK. Mas agora chega de me matar de curiosidade. Quero saber tudo o que aconteceu desde que o Leandro apareceu até você chegar em casa de manhã.
- Certo, vou contar.
E Luciano narrou para a irmã todos os fatos que ela desejava saber. Com todos os detalhes que ela perguntou, sem omitir nada.
- Meu Deus! – ela exclamou quando ele terminou. – Eu jamais poderia imaginar tudo isso! Você tem razão em estar feliz! E eu estou muito feliz por você, maninho! Me dá um abraço!
Eles se abraçaram fortemente.
- Agora – disse ele – preciso me arrumar para o compromisso do qual lhe falei. Tomar um banho, comer algo e sair. Quero ver que surpresa me aguarda! Nem imagino!
- Ué – disse a irmã. – Não está um pouco cedo, não?
- Ah, sim! É que antes preciso resolver aquele outro problema.
- Você vai lá antes?
- Sim, quanto mais cedo, melhor. Já fico livre.
- Boa sorte! Estou torcendo por vocês!
- Sei que sim, maninha! Te adoro!
Ela saiu do quarto.
Luciano se arrumou e saiu de casa. Fez um trajeto que já perdera as contas de quantas vezes fizera. Estacionou, desceu do carro e tocou a campainha. Esperou poucos segundos e a porta se abriu:
- Luciano, eu sabia que você viria! Entre, por favor!
- Oi, Lucas! – respondeu Luciano, passando pelo portal e entrando naquela casa que conhecia tão bem.

FIM

Escrito por Super Body às 14h00 [   ] [ envie esta mensagem ]



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Sou: Homem, homossexual
Tenho: 35 anos
Nasci em: 03/março/1973
Meu signo é: Peixes
Com ascendente em: Gêmeos
Cidade: Uberlândia - MG
Falo: Português
Arranho: Inglês
Trabalho com: Informática e fitness
Dou aulas de: Body Pump (certificado) e Body Attack (certificado)
Além disso, posso dar aulas de: Body Step (certificado), Body Combat (certificado) e Power Jump (certificado)
Último livro/e-book que eu li: O Chá-de-bebê de Becky Bloom - Sophie Kinsella
Classifico como: *****
Livro que estou lendo: Pesadelos e Paisagens Noturnas (Volume 1) - Stephen King
Total já lido: 38%
Livro de cabeceira atual: Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social - Fernando Braga da Costa
Último filme que eu vi: Drácula: Morto Mas Feliz
Classifico como: **
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