Update News
OK. Uma semana se passou e, contrariando as expectativas (de quem?), nenhum terremoto aconteceu. Nenhum maremoto aconteceu. Nenhum ciclone aconteceu. Talvez ainda... Mas as grandes chances são de que nada tão intenso aconteça mesmo. Por outro lado, as mudanças interiores que ocorreram em mim neste período foram... intensas! Eu nem sou louco de pensar que as coisas se estabilizaram, estou bem longe disto. Mas já estou a meio caminho andado em direção à minha paz de espírito. E pretendo continuar caminhando. O fim de semana foi ótimo! Muitos risos! Sem grandes acontecimentos, mas foi especial. Principalmente, sem arrependimentos. Vivi como se fosse o último. É engraçado como às vezes esqueço que as coisas mais simples são aquelas que mais fazem bem à minha alma! Momento Mundo Estranho: "Abre o olho, seu Abel!" Dona Norminha se agarrou à Xepa de tal forma que não largava, enquanto seu Abel dormia profundamente após ter tomado seu leitinho com "canela". Quem sabe, sabe! É isto! Estou a fim de ser enigmático hoje, mais não digo! Namastê!
Escrito por Super Body às 11h01
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Mudança de Planos
Terremoto? Eu disse terremoto? Na, na, nah!!! Vocês estão enganados. Maremoto, eu disse. Ma-re-mo-to! Um tsunami! Nem esquentem. Deve ser a falta de cafeína. Ou o universo tirando uma com a minha cara e mandando pistas falsas.
Escrito por Super Body às 11h25
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Dor de Cabeça
A faxineira-emo continua com as suas "dores de cabeça esquisitas" [SIC]. Mas hoje ela não me pediu nenhum diagnóstico. (Será que foi porque, um dia desses, eu respondi que assim eu iria acabar voltando para a Medicina?) Ao contrário, ela fez um auto-diagnóstico: - Todas as partes do meu cérebro... (Sim, ela pronunciou "cérebro" corretamente, pasmem!!!) - ... estão boas, mas esta parte aqui... (Apalpou com a mão o osso temporal esquerdo) - ... dói tanto que já está pretinha de tão podre... (Caramba!!! Visão de raio-x!!!) - ... e já deve estar derretendo!!! (Cuidado quando for ao banheiro, hein?) Assim que acabou o auto-diagnóstico, ela pediu que eu confirmasse que estava correto. (Tá louca? Vou rasgar o meu diploma de médico que eu nem cheguei a tirar ainda?) Respondi: - Não tenho nenhuma opinião sobre o assunto! Então, ela tomou uma decisão: - Quer saber? Vou ao RH buscar um remédio... (Viu como estamos evoluindo? Auto-diagnóstico, auto-prescrição... Em breve, teremos uma faxineira-emo-auto-curante!!!) - ... antes que eu comece a jogar pedras em todo mundo!!! Sabendo que ela é sempre literal em suas palavras e que, com a reforma da empresa, o que não faltam aqui são pedras, respondi: - Nossa, vá logo, então!!! Está muito quente para virmos trabalhar de armadura!!!
Escrito por Super Body às 11h44
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Oscar Wilde Pede a Palavra...
... e eu dou, porque afinal de contas ele é o meu guru. "Quando quero muito a alguém, não digo nunca o seu nome a ninguém. Seria como renunciar a uma parte dele. Aprendi a amar o segredo. Parece ser a única coisa que pode tornar-nos a vida moderna misteriosa ou maravilhosa. A coisa mais vulgar nos parece deliciosa, se alguém no-la oculta. Quando saio da cidade, não digo aos meus aonde eu vou. Se o fizesse, perderia todo meu prazer." Agora diz a verdade, se você não soubesse, não diria que sou eu falando?
Escrito por Super Body às 12h49
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Waiting For An Earthquake
Meu amor O que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar Me diz o que você faria. (Paulinho Moska - O Último Dia) Se tudo está perdido, não há nada a perder. Certo? Errado! O terremoto virá, mas ninguém poderá saber antes qual será a sua intensidade e que estragos causará. Ou quem será atingido pelo mesmo. Ou ainda, se no fim das contas, trará mais benefícios do que males. Portanto, mesmo com as previsões e contrariando-as, ainda preciso ser comedido com as palavras. (Ah! A energia que venho gastando para me conter...) Pois não quero, de modo algum, que as minhas palavras, em uma paródia mal feita da arte sobre a vida (conhecem o "whatever happened, happened" de Lost?), sejam as responsáveis por qualquer movimento das placas tectônicas. Não quero que elas, tentando ser a tentativa frustrada de conter o terremoto, sejam exatamente as causas do mesmo. (Ah! A força que venho fazendo para não dizer nada...) Palavras são poderosas! Têm a força de construir e destruir em segundos. Conseguem levantar multidões ou arrasar quarteirões. Tenho que me conter! (Ah! Quanto esforço para esboçar sorrisos e engolir lágrimas...) Mas... E se... Se tudo o que eu estiver reprimindo for justamente a energia potencial armazenada para causar as erupções vulcânicas? Se tudo o que eu estiver acumulando dentro de mim servir para detonar a explosão de gases no interior da Terra? Se toda e qualquer atitude minha estiver direcionada para que as previsões se cumpram? O que fazer?
Escrito por Super Body às 10h22
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An Earthquake To Come...
Ontem, em meio a mais uma crise existencial, estive mais perto do que nunca de chutar o balde. O balde estava lá, cheio até as bordas, estrategicamente colocado à melhor distância para o meu chute... uma tentação indescritível! Posicionei meu pé esquerdo fixo ao chão. Contraí os posteriores da coxa direita, dobrando o joelho. Meus olhos brilhavam. A adrenalina corria em minhas veias. Me preparei para os efeitos e, no momento em que eu ia desferir o chute, uma voz em meus ouvidos disse: "Calma, falta apenas uma semana! Não estrague tudo agora! Você teve tanto trabalho para manter esta situação sob controle! Está acabando, espere apenas uma semana e tudo estará resolvido! Não complete a execução deste chute!" Ainda tive ímpetos de não escutar esta voz, a tentação parecia mais forte do que eu. Mas tirei forças nem sei de onde, baixei o pé direito vagarosamente e nem sequer encostei no balde. Ele parecia olhar para mim, altivo, provocante, dizendo: "Covarde! Você não é de nada! Venci mais uma vez!" E tudo que consegui fazer foi sentar sobre meus joelhos, me sentindo fraco, impotente, o último dos homens... e chorar! Novamente, a voz em meus ouvidos disse: "Você tomou a decisão correta. Não se sinta assim. Em uma semana tudo estará revelado e resolvido. Confie em Mim!" Algumas pessoas sabem quando vai chover. Outras sabem quando vai esfriar. Eu prevejo terremotos.
Escrito por Super Body às 11h02
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Mundo Estranho II
Depois de anos e anos acreditando que aos fins de semana eu normalmente viajava para a Europa (mais precisamente, London), meus sonhos foram por terra ao me informarem que eu estava enganado. As minhas viagens acontecem, sim, mas o destino é a América do Norte (mais precisamente, New York). O mais engraçado é que eu nunca tinha percebido isto, mesmo nunca tendo visto o Big Ben e vendo a Estátua da Liberdade todas as vezes.
Escrito por Super Body às 14h41
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Mundo Estranho
O ônibus fez a sua primeira parada. Lucília e eu descemos. - Vamos lá dentro beber uma água, afinal ficaremos parados por meia hora mesmo... - eu sugeri. Ao entrar, já recebi a saudação inicial: - Seja bem-vindo, meu rei! Vamos jantar? Experimente o nosso buffet! Ué, ou muito me engano, ou "meu rei" é uma saudação tipicamente baiana... feita por um rapaz no estado de Goiás... que tomava o seu chimarrão (bebida típica do Rio Grande do Sul). Fiquei em dúvida: - Lucília, onde nós estamos mesmo? - Não sei. Vou perguntar - Lucília respondeu enquanto se encaminhava ao balcão. - Moça - disse ela -, em que cidade estamos? - Ôchi, aqui não é cidade, não. É um posto de parada de ônibus! - a funcionária respondeu com cara de desdém, como se dissesse "esses firanghis estrangeiros nem sabem diferenciar um posto de uma cidade". E ainda apontou para o letreiro: - Vejam! Posto _____ ____! É o nome do posto! Perdemos o rebolado e nem insistimos mais no assunto. Nos sentamos para beber a água e filosofar: - Será que eu deveria ter perguntado em que município estamos? - falou Lucília. - Não... Esta pergunta é mais complicada que a outra. - Como é que um lugar se situa no meio do nada? - Lucília, e se estivermos em outra dimensão? Podemos estar perdidos na dimensão da ilha de Lost! - Claro! Isso explica não estarmos em nenhuma cidade! - Putz, e agora? Com a competência de Ranzinza, nosso motorista, conseguiremos sair desta dimensão e chegar em casa? - Vamos torcer, né? Mas não confio muito, não. A discussão filosófica continuou por horas e horas - o tempo naquela dimensão passa bem mais lentamente do que nesta. Embarcamos no ônibus e seguimos viagem. Quando o ônibus chegou ao portal de passagem de uma dimensão para outra, ele parou para aguardar sua abertura. Ranzinza até tentou passar pelo portal antes de sua abertura, mas o guardião o impediu e ainda deu uma bronca: - Aguarde o momento correto! Mais alguns minutos e voltamos para a nossa dimensão. Estávamos salvos! Mas então... - Ah, não! - exclamou Lucília - Onde está a minha bolsa? Procura que procura (pareceu uma eternidade!) até que a encontra aos seus pés. Suspiramos aliviados! Se a bolsa tivesse ficado na outra dimensão, teríamos que plagiar uma fala do seriado mencionado acima: - Kate, we have to go back!
Escrito por Super Body às 10h42
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E o Kiko?
Eu estava lendo o jornal quando a faxineira-emo abeirou-se de mim, dizendo: - Estou com uma dor de cabeça tão esquisita hoje! Sinceramente, o que ela queria que eu dissesse? Não sou médico... Fiz ouvidos mortos e voltei a me concentrar no jornal. Ela se aproximou mais ainda e repetiu: - Estou com uma dor de cabeça tão esquisita hoje! Tive ímpetos de responder: - Esquisita por quê? A dor de cabeça está doendo no pé? Mas me segurei. Apesar da paciência não ser a virtude em mim que anda mais em alta no momento, meu auto-controle tem um preparo invejável!
Escrito por Super Body às 10h29
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Sangue, Suor e Lágrimas - Parte II - ... And What Goes Out
Caramba!!! Eu quase surtei com a quantidade de comentários da primeira parte deste texto!!! Pensei até em nem escrever esta segunda parte e cancelar o raciocínio no meio, mas meu blog não é o SBT. Ele é, antes, como a Globo - com audiência ou sem, eu concluo a obra. Nem que seja para dar um final ridículo como o que eu escrevi para finalizar. Não gostei do que escrevi, mas... paciência! Foi o que saiu! Lá pelos idos de 2002, eu passava pelo processo de certificação do meu primeiro programa da Body Systems: o Body Attack. Na mesma época, eu estava terrível, completa e perdidamente apaixonado por um carinha que conheci: o Mark (nome intencionalmente trocado). E até hoje tenho dúvidas sobre qual destes dois fatos foi o maior responsável pela minha perda de 10 kg em cinco meses. A questão é que quando estou sob os efeitos da "droga da paixão" (eu ia escrever "oxitocina", mas preferi evitar termos técnicos), meu rendimento nos treinos cresce vertiginosamente. Seja porque neste estado as músicas me tocam mais fundo e me estimulam mais do que normalmente acontece; seja porque a dor física no momento do treino pesado cresça tanto a ponto de me fazer esquecer (ainda que temporariamente) a "dor emocional"; ou seja ainda porque a "dor emocional" possa ser eliminada pelo suor junto com as outras toxinas presentes no sangue. Não me esqueço de uma amiga que dizia ser bastante romântica uma frase que eu vivia dizendo na época: "Vou suar bastante Mark hoje". Claro que eu expliquei a ela o significado real da frase, que era algo mais ou menos assim: "Hoje preciso treinar pesado. Vou fazer aulas no limite das minhas forças. Tem muito Mark na minha corrente sanguínea e preciso eliminar um pouco pelo suor". Era por isso que ela achava romântica. Eu, sinceramente, até hoje, ainda acho nojenta a frase que eu usava. Enfim, romântica ou nojenta, tudo o que posso dizer é que funcionava! Eu saía da academia encharcado de suor, com dores em cada fibra muscular do meu corpo, mas com a cabeça leve, momentaneamente livre dos efeitos nocivos da alta concentração de Mark na minha corrente sanguínea. Fisiologicamente falando, eu realmente não sei o que acontecia. Não sei se o Mark realmente saía no suor - se esta hipótese for a verdadeira, era um suor que deveria ser classificado como lixo tóxico -, se era metabolizado e convertido em partes menores para ser consumido - Mark picadinho e queimado em seguida, minha mente sente verdadeiro prazer ao considerar esta hipótese - ou se era a dopamina despejada na corrente sanguínea que anulava os efeitos do Mark - algo como o "bloqueador de oxitocina" mencionado num texto anterior, esta hipótese é a mais provável e a menos estimulante para a imaginação. Mas, façamos um paralelo. Um sofrimento muito forte causa o quê? Lágrimas, correto? Por que choramos? Quer dizer, fisiologicamente, qual seria o significado de eliminar "algo" em um momento de muita dor? Seria porque, de algum modo, pelas lágrimas, o corpo elimina as toxinas da "dor emocional"? Ou vai me dizer que após uma boa crise de choro você não se sente mais leve? Comparado com o que já sabemos da primeira parte deste texto, se o cérebro sabe "pedir" o que está faltando, ele não saberia "expulsar" o que está sobrando ou sendo prejudicial? Certamente que sim! Ou seja, as lágrimas nada mais são do que a limpeza das toxinas da "dor emocional". Ora, se funciona com lágrimas, por que não com suor? O suor é até mais eficiente nesta eliminação, pois seu volume é bem maior do que o volume de lágrimas. Assim, concluímos que corações partidos se curam mais rapidamente com a prática de exercícios físicos intensos, durante os quais você vai suar muito e pode até chorar de dor, eliminando mais rapidamente do seu organismo as toxinas de sentimentos auto-destrutivos.
Escrito por Super Body às 12h40
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